Consultoria, Mentoria ou Coaching?

Muitos tradutores iniciantes entram em contato comigo por causa da consultoria que ofereço, mas ao mesmo tempo percebo que outros se sentem perdidos por ter tantas ofertas para iniciantes: é possível escolher entre consultoria, mentoria e coaching. Mas qual é a diferença entre os três? Qual devo escolher?

Primeiramente já adianto que não existe certo ou errado. Você deve escolher de acordo com o seu interesse. Vou explicada como funciona cada um.

Consultoria

O serviço de consultoria levanta as suas necessidades, identifica soluções e recomenda ações.

Fazendo uma comparação bem simples, um consultor é como um médico: quem quer prevenir doenças e garantir uma vida saudável procura um médico. Quem fica doente, vai ao médico sem pensar duas vezes. A mesma coisa acontece com o consultor.

Quando uma pessoa apresenta dúvidas ou dificuldades na carreira, por exemplo, pode procurar  um consultor para orientá-la a seguir o melhor caminho, dando dicas e orientações.

Você pode marcar 1, 2, 5, 10, ou quantas sessões achar necessário.

consultor

Mentoria ou Mentoring

A mentoria tem como foco ajudar o outro a encontrar um caminho mais promissor, tendo como o alvo o progresso e o crescimento pessoal e profissional do mentorado.

A relação entre o mentor e o mentorado é mais informal e mais próxima. O mentorado receberá conselhos para chegar a um patamar mais elevado em sua carreira de maneira mais rápida.

Geralmente é feito um acompanhamento mais longo que o da consultoria.

Yoda

Coaching

O coaching é um processo de investigação que promove o autodesenvolvimento do profissional e lhe dá condições para validar seus objetivos e identificar fatores que o distanciam de alcançá-los.

Diferente da consultoria e da mentoria, o coaching não dá respostas ou caminhos, mas direciona o profissional, segundo os seus objetivos, para que ele mesmo encontre as melhores respostas para o objetivo que busca.

No coaching também é oferecido um acompanhamento e o coach combina com o coachee quantas sessões serão realizadas e qual será a periodicidade.

coach

Agora que você já sabe a diferença, fica mais fácil decidir qual método pode ajudar a desenvolver ainda mais a sua carreira.

Os tradutores que têm menos de 2 anos de experiência na profissão e são membros da ABRATES têm o benefício do Programa de Mentoria. E quem não é associado mas ainda tem algumas dúvidas sobre a profissão, pode contar com a Consultoria para Tradutor Iniciante. Os leitores do blog que apoiam o Tradutor Iniciante podem ter direito a consultoria também! Para saber mais basta clicar aqui!

Tradução ou Interpretação?

Gente, eu jurava que já tinha feito um post aqui no blog falando sobre a diferença entre a tradução e a interpretação, mas quando fui procurar, onde estava? Então parei tudo e comecei a escrever.

Acredito que muitos dos leitores saibam qual é a diferença entre as profissões, mas sempre existe alguém que não sabe, e é justamente por isso que achei importante falar um pouco sobre o assunto.

O tradutor também pode ser intérprete, tanto que às vezes encontramos alguns profissionais que se denominam tradutor-intérprete, já que atuam nas duas áreas. Eu ainda não sou intérprete, mas um dia pretendo ser.

Ah! Detalhe: O intérprete não é o cara que canta ou atua. O intérprete, assim como o tradutor, transmite uma mensagem de um idioma para o outro, mas a modalidade é diferente: o primeiro o faz oralmente, e o segundo, de maneira escrita.

tradução ou interpretação - tradutor iniciante

Na tradução o profissional tem que saber tanto a língua estrangeira como a sua língua materna, tem que dominar muito bem a escrita e saber onde e como pesquisar certos termos e expressões.

Na interpretação o profissional também precisa saber muito bem os dois idiomas com os quais vai trabalhar, mas também precisa ter um domínio da comunicação oral muito grande. É preciso saber cuidar da voz, da respiração. O intérprete precisa pesquisar antes do evento para se preparar, e se possível deve montar um glossário.

O tempo que o tradutor tem para pensar e encontrar a adaptação perfeita, o intérprete não tem. Este deve saber trabalhar sob pressão e ter soluções rápidas.

Já vi algumas pessoas pensando que basta ser tradutor e automaticamente será intérprete (e vice-versa), e eu também já cheguei a pensar assim. Inclusive, não entendi muito bem quando, no primeiro dia de aula da pós-graduação em tradução, um dos professores comentou que aconselhava os alunos a primeiro fazer o curso de tradução e depois o de interpretação.

As profissões são muito parecidas, mas são muito diferentes. Para ser um bom profissional é preciso estudar e praticar muito! Eu senti isso quando me atrevi a pegar o primeiro trabalho de interpretação.

Não basta saber outro idioma! É preciso ter algumas técnicas para conseguir ter sucesso nessa profissão. Mas esse é um tema para outro post… 😉

 

Quem quiser saber mais sobre a profissão, é só se inscrever no canal do youtube, porque em breve vai ter vídeo falando sobre o assunto!!! =)

Como conseguir o 1º primeiro trabalho

O post dessa semana saiu “atrasado” aqui no blog, mas foi intencional, porque eu queria vincular a parte escrita com o vídeo, e como os vídeos são publicados no canal às quartas-feiras (e só os apoiadores do Tradutor Iniciante têm acesso ao vídeo antes), o post do blog acabou saindo mais tarde.

Mas enfim, vamos direto ao assunto, já que muitos iniciantes têm essa dúvida: Como conseguir o primeiro trabalho para colocar no meu currículo?

Não só na tradução, mas em muitas outras profissões, as pessoas só conseguem uma oportunidade depois de apresentar alguma experiência. Devido à isso, alguns tradutores iniciantes optam por fazer trabalho voluntário para ter algo para incluir no currículo.

Em um nos vídeos do canal, um leitor pediu para fazer um vídeo dando dicas de organizações que buscam tradutores voluntários. Atendendo ao pedido, fiz o vídeo, dei a minha opinião sobre o assunto e também deixei uma dica para quem quer a primeira oportunidade, ou para quem quer praticar.

Para assistir, basta clicar no play.

Se você gostou, passa no youtube e deixa o seu joinha no vídeo. E se você ainda não está inscrito no canal, aproveita e se inscreve para ficar por dentro das dicas e novidades!

Curiosidade e humildade para ir mais longe

não sei - tradutor inicianteQual é a primeira coisa que você faz quando quer descobrir, entender ou aprender alguma coisa? Se você começa a procurar a resposta sozinho em vez de perguntar para alguém, parabéns, você está no caminho certo para ser um bom tradutor.

Há pouco tempo apresentei um webinar sobre A Profissionalização do Tradutor, e aproveitei para falar um pouco sobre essa questão da pesquisa.

Tenho visto muitas pessoas que são 8 ou 80: há aquelas que não param para pensar e pesquisar, que querem a informação pronta, e há as que pesquisam bastante, aprendem com os outros e se acham autodidata.

Quiz fazer esse post para esclarecer alguns pontos importantes sobre essa questão da pesquisa.

1º – O tradutor tem que ser curioso e desconfiado. Tem que saber pesquisar nos lugares certos para encontrar informações confiáveis.

2º – É claro que você deve buscar aprender com a experiência dos colegas, procurar tutoriais e o máximo que puder na internet para aprender, mas isso não significa que você seja autodidata! O autodidata é o cara que aprende sozinho. Se você aprendeu alguma coisa porque alguém te ensinou, porque viu um tutorial no youtube ou qualquer coisa do tipo, você NÃO é autodidata!!!

3º – O burro erra e não aprende. O inteligente erra e aprende. O sábio aprende com o erro dos outros. O ideal é que aprendamos com os nossos erros e também com o erro dos colegas. Por que ficar batendo cabeça e perdendo tempo se tem alguém disposto a te ajudar e mostrar o caminho mais rápido? Como já disse antes, também não vai abusar. Por exemplo: se eu chego para você e digo que no blog Tradutor Iniciante tem um post que ensina você a calcular a sua tarifa por palavra, vai lá no tal blog e procura o post, seja olhando post por post, usando nuvem de tags, digitando uma palavra-chave na busca do blog… Isso é ser curioso e pesquisador! Um colega passa uma informação e você corre atrás dela em vez de pedir o link certinho. É claro que se você fuxicar o blog todo e não encontrar, não custa nada ir lá e perguntar se o colega tem o link do tal post pois você já procurou e não encontrou.

Uma coisa muito importante que quem quer ser um bom profissional deve saber é: em algum momento da sua carreira você vai precisar investir. Quando falo sobre investimento, não envolvo apenas dinheiro, mas também o tempo.

Investir dinheiro é fácil. Você investe e depois de um período ele volta para você. Investir tempo é complicado, pois o tempo não volta! Saiba usá-lo da melhor maneira possível!

Quer ser um bom tradutor? Invista o seu tempo em pesquisa e estudo antes de qualquer coisa, mas saiba a hora certa de pedir ajuda. Seja curioso o suficiente para procurar a informação por sua conta, e humilde o suficiente para reconhecer que precisa do seu colega.

Vocês estão sentindo falta de um encontro?

Algumas pessoas estão entrando em contato comigo e perguntando se esse ano não vai ter nenhum encontro do Tradutor Iniciante. Como não há mais o grupo, fica um pouco difícil saber a opinião de vocês, então vou aproveitar todos os outros canais que temos para isso, ok?!

Como nos últimos encontros que fizemos nos restaurantes as mesas ficaram quilométricas, quem estava em uma ponta não conseguia conversar com quem estava na outra. Então, comecei a pensar em fazer um encontro fora de um restaurante, o que acham?

Quando marcávamos para nos encontrar no restaurante, cada um pagava o seu consumo, que sempre acabava em torno de R$30,00 ou mais. Minha ideia é de promover um encontro preferencialmente gratuito, mas tudo vai depender do local e de otras cositas más… rs

Para saber a opinião de vocês, preparei mais uma pesquisa. Por favor, respondam e deixem sugestões para que consigamos nos encontrar e promover mais networking!!!

Detalhe: O Encontrão está com o nome de Tradutor Iniciante por causa do blog, mas é aberto para iniciantes, experientes e para aqueles que ainda não são tradutores, mas estão procurando informações sobre a profissão para se profissionalizar.

Vou deixar o link da pesquisa aqui para quem estiver lendo o post pelo e-mail. 😉
http://goo.gl/forms/pcRDzLObykX20aR93

Esta pesquisa ficará disponível até dia 02/07/2016.

10 características de um tradutor profissional

10 caracteristicas de um tradutor - Tradutor Iniciante
Às vezes encontro algumas pessoas que gostariam de trabalhar com tradução e ser tradutor profissional, mas não sabem se “levariam jeito” para essa profissão. Fiz um lista abaixo com algumas características básicas que um bom tradutor precisa ter e espero que ajude.
1- Domínio de pelo menos 1 idioma estrangeiro e da sua língua nativa.

Para ser um bom tradutor não basta ter noção de outro idioma. É preciso ter domínio da língua estrangeira com a qual você deseja trabalhar, e mais do que isso, é preciso saber muito bem a sua língua materna. O grande erro de muitas pessoas é achar que por ser nativo não precisa estudar o seu idioma, e isso acaba fazendo com que cometa erros básicos de ortografia, gramática, etc. Quem domina a língua estrangeira com a qual trabalha e tem conhecimentos profundos de sua língua materna acaba tendo mais chances no mercado por entregar um serviço com mais qualidade.

2- Se expressar bem, tanto oralmente como através de textos.
O tradutor precisa saber se expressar muito bem, pois a tradução não é apenas trocar palavras de um idioma para o outro. Muitas vezes precisamos fazer adaptações no texto para que a leitura fique fluida e de fácil entendimento para o público final, por isso é tão importante que o profissional saiba expressar bem uma ideia através de um texto. Isso é importante não apenas para a tradução, como também para comunicar-se com o cliente. Nossa comunicação é basicamente escrita (via e-mail), mas ultimamente tenho percebido que os clientes estão querendo um contato ainda mais próximo, e solicitam muitos contatos telefônicos. Daí surge a necessidade de saber se expressar bem oralmente.
3- Ter conhecimento geral e específico.
Não basta saber muito sobre apenas um assunto, assim como saber um pouquinho de cada coisa não é suficiente. É preciso ter conhecimento geral, saber o que acontece ao seu redor, mas também é preciso se aprofundar em temas do seu interesse. Isso te ajuda a definir a sua área de atuação na profissão e também a encontrar mais facilmente os seus possíveis clientes.
4- Ter noções de informática.
Parece bobeira, mas não é! O tempo em que o tradutor trabalhava com papel ou máquina de escrever já se foi, e agora basta ter um computador com acesso à Internet para que consigamos trabalhar. Infelizmente, às vezes os programas que usamos resolvem nos dar alguns sustos (rs) e precisamos saber contornar esses problemas. Nessas horas uma noção básica de informática nos ajuda a poupar tempo.
5- Desenvoltura/flexibilidade para negociar com clientes.
Timidez é um problema sério, e já vi muita gente optar pela tradução por ser tímido e não conseguir ter sucesso em outras profissões. Mas, apesar de trabalharmos “sozinhos”, precisamos esquecer a timidez na hora de entrar em contato com o nosso cliente. Na verdade, ao conversar com os clientes precisamos ser bem flexíveis: nem tímidos demais e nem rígidos demais. É preciso desenvoltura e flexibilidade para conquistar a confiança dos clientes e negociar preços e prazos.
6- Postura profissional.
Na maioria das vezes o tradutor trabalha como autônomo, e tendo ou não um CNPJ, é preciso olhar para si mesmo e ver um empresário de sucesso. Mas apenas isso não basta. É preciso agir como um empresário de sucesso: falar com confiança, saber como se comportar diante do cliente ou em eventos profissionais e, principalmente, saber se comportar nas redes sociais.
7- Saber pesquisar sozinho.
Hoje em dia há muito mais abertura para quem está começando agora na profissão. É mais fácil encontrar dicas na Internet, entre os tradutores mais experientes, e inclusive, a Abrates oferece o programa de Mentoria para ajudar quem está começando. Mas apesar de toda a ajuda, antes de sair fazendo perguntas, que tal pesquisar? Que tal começar a ler? Se você quer ser um bom profissional, aprenda a correr atrás da informação desejada antes de sair perguntando. Se procurar e não encontrar, aí sim pergunte. Em breve farei um post mais aprofundado sobre esse assunto.
8- Gostar realmente da profissão! Não fazer apenas como um bico para ganhar um extra, mas se dedicar de corpo e alma.
Outro grande diferencial está entre o cara que trata a tradução como um bico e o que se dedica e estuda para fazer o seu melhor! A maioria dos clientes quer o serviço para ontem. Se você encara a tradução como um bico, como um trabalho para fazer nas horas vagas ou que estiver afim, não conseguirá trabalho, ou bons trabalhos; apenas vai perder seu tempo enquanto a pessoa que se profissionaliza começa a receber cada vez mais trabalhos e conquista o seu lugar no mercado.
9- Gosto pelo estudo!
Precisamos nos atualizar constantemente. Acredito que esse item vale não apenas para a tradução, mas para qualquer outra profissão. Quem quer ter uma carreira de sucesso não pode parar de estudar. É preciso se reciclar, se atualizar. Com a evolução da tecnologia nós precisamos estar atentos a tudo para não ficar para trás.
10- Saber organizar o tempo e as finanças.
Organização é um pré-requisito essencial para quem quer trabalhar por conta própria. Se você não souber organizar seu local de trabalho, seu tempo e suas finanças, muito provavelmente não conseguirá sobreviver como autônomo por muito tempo.
Se você se identificou com a maioria dos itens acima, tem grandes chances de se tornar um bom tradutor, então, busque um bom curso e profissionalize-se!

7º Congresso da Abrates – Resumão

Toda quarta-feira é dia de vídeo novo no canal!!! Se você ainda não está inscrito, é só clicar aqui e ficar por dentro das novidades!!!

Geralmente não publico os vídeos do canal aqui no blog, mas esse mereceu, então, se você ainda não viu, basta clicar no play!

Por favor, não riam! Parece exagero, mas a pessoa não está acostumada com o frio!!! Não estou sabendo lidar com esse clima europeu que nunca tivemos no Rio de Janeiro… rs

Como prometido, vou deixar as fotos nesse post para que cada um pegue a sua… rs

Ah! E algumas das fotos que estão aqui são “roubadas” de algumas pessoas que já compartilharam e me marcaram no Facebook… rs

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Me senti muito baixinha nessa foto… rs

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Mais uma pra minha coleção!!! =D

Amei conhecer cada pessoa! Vocês são uns fofos!!!! Não tenho palavras para descrever o carinho dos leitores! Só posso dizer MUITO OBRIGADA!!!!! Vocês moram no meu <3!!!!!!

Ah! Se por acaso alguém tiver fotos comigo ou da palestra, por favor, manda pro email contato@tradutoriniciante.com.br!!! rs

5 insights que tive no 7º Congresso da Abrates

5 INSIGHTSQUE TIVEDURANTE O CONGRESSO - tradutor iniciante

Esse ano não vou fazer post resumindo as palestras, como fiz no ano passado, por dois motivos: esse ano fui para o Congresso com um olhar diferente. Mais do que aprender nas palestras, eu queria contatos! Quanto mais gente eu pudesse conhecer, melhor. O outro motivo é o fato de não querer que ninguém se acomode.

Pelo fato de ir ao Congresso com uma nova visão, durante evento eu tive vários insights e trouxe 5 deles para compartilhar com vocês.

Não espere ficar perfeito. Vai, e faça o seu melhor! Não sei vocês, mas eu sou uma pessoa muito perfeccionista. Por um lado isso é bom, porque nós temos que fazer o nosso melhor, mas se você perceber que está chegando aos extremos, tome cuidado! O perfeccionismo não pode te travar. Lembre-se, feito é melhor que perfeito!

Menos desculpa e mais ação. Sucesso é para quem levanta e faz! Esse insight eu tive no domingo de manhã, quando estava saindo de casa, último dia do Congresso. Na noite de sábado para domingo choveu muito aqui no Rio de Janeiro, e eu confesso que bateu aquela vontade de continuar na minha cama, embaixo do edredom e dormir até tarde. Por que eu não fiz isso? Porque eu quero crescer na vida. Tenho sede de conhecimento, e isso é maior do que a minha melhor desculpa. Muita gente (não apenas tradutores) reclama que a vida está ruim, que a situação está difícil, mas ao mesmo tempo não faz nada para mudar. Cada um tem a sua prioridade. Uns preferem sair no domingo às 7h da manhã para fazer um curso, participar de um congresso, ou mesmo trabalhar normalmente, e outros preferem dormir, fazer um churrasco ou ficar sentado no bar tomando uma “gelada”. Depois só não vale reclamar que não tem trabalho ou não tem dinheiro, hein?!

A vergonha e a timidez não abrem portas. Crie técnicas para vencê-las e mostrar o seu potencial ao mundo! Assim como o perfeccionismo, a vergonha também impede que você tenha sucesso. E eu posso garantir isso, afinal eu sou muito tímida!!!! O pessoal que me conheceu no Congresso achou que eu estava brincando quando falava isso, mas é verdade, eu sou tímida! O caso é que me esforço muito para não transparecer essa timidez. Eu preciso me vender e vender o meu serviço, e para isso, não posso ser tímida. Ainda não está convencido? Veja o primeiro vídeo do canal do youtube e um dos mais recentes. A diferença é incrível! Cada um tem a sua técnica para vencer a timidez. Se vocês quiserem, eu conto qual foi a minha. E, fato: quando você esquece a timidez, as portas se abrem!

Foque nos bons exemplos! Esse foi um dos primeiros insights que tive durante o Congresso (já perceberam que estou escrevendo tudo fora da ordem, né?! rs). Na sexta-feira, antes do workshop de Tradução para Dublagem, fiquei assistindo alguns Snaps para passar a hora, e vi um do Murilo Gun. Ele estava falando sobre exemplos. Muitas vezes olhamos apenas para aquelas pessoas que estão fazendo algo errado e esquecemos de olhar para quem está fazendo certo. Se você admira alguém, siga os passos dessa pessoa. Comece a pensar nessa pessoa como sua mentora. Eu, por exemplo, tenho vários “metores secretos” na tradução e procuro seguir os passos deles. Presto atenção no fazem que dá certo e adapto para mim. Precisamos de bons exemplos para nos inspirar!

Comece com pouco, porque quando você quer abraçar o mundo, você desiste. Sabe aquele momento que a gente tem uma ideia e coloca toda a nossa energia naquilo e quer fazer mil coisas ao mesmo tempo? Calma! Faça uma coisa de cada vez. Vou usar o Tradutor Iniciante como exemplo: primeiro veio o blog. Um ano depois, a Fanpage, e só no ano passo é que surgiu o canal. Talvez, se eu tivesse começado o blog, a Fanpage e o canal ao mesmo tempo, não tivesse dado certo. Todos esses canais de comunicação que tenho com vocês exigem tempo e dedicação. É preciso começar com pouco para ir se acostumando à uma nova rotina, e com o tempo ir acrescentando novos desafios.

Eu tive outros insights durante o Congresso, mas foram mais pessoais, mas separei esses 5 porque achei que seria interessante para vocês.

Quem mais teve insight durante o 3 dias de Congresso? Deixa aqui nos comentários!!!

 

21/06/2016 – Webinar Gratuito: A profissionalização do tradutor

É com grande alegria que faço esse post para contar e convidar os leitores do Tradutor Iniciante que no dia 21 de junho, às 19h, eu, Laila Compan, apresentarei o webinar: A profissionalização do tradutor que será transmitido pela ACME.

Depois de conversar sobre a importância da profissionalização dos profissionais autônomos, surgiu a ideia desse webinar, já que os número de profissionais liberais está crescendo cada vez mais no Brasil, porém muitas pessoas não estão devidamente preparadas para atuar, seja qual for a área.

Profissinalização

Pensando nisso, vamos conversar sobre alguns temas como por que devemos nos profissionalizar e como conquistar e manter clientes.

Este webinar será gratuito e as vagas são limitadas!!! Então, se você tem interesse em participar, corra e faça a sua inscrição!!!!!

Para saber mais, basta acessar o site da ACME e acompanhar as novidades pela Fanpage.

Bandeirada: cobrar ou não cobrar, eis a questão

Você sabe o que é a bandeirada na tradução? Será que vale a pena para você? E para o cliente?

Quando você entra em um táxi, a primeira coisa que o motorista faz é ligar o taxímetro que começa a marcar um valor X que você já paga só por ter entrado no carro. Atualmente, aqui no Rio de Janeiro, se não me engano, a bandeirada está em torno de R$ 5,00 a R$ 6,00, ou seja, no mínimo você vai pagar esse valor. A mesma coisa acontece com o Uber (que está na moda agora, né?! rs): quando você solicita uma corrida, ele mostra uma estimativa de preço e tem ali o mínimo que você vai pagar ao percorrer tal trajeto.

Alguns tradutores são adeptos à bandeirada nos serviços de tradução. Caso o cliente envie um texto pequeno, que se for calcular o valor por palavra e der, por exemplo, R$ 12,43, o profissional não aceita pegar o trabalho, ou cobra um valor mínimo para realizá-lo, como R$ 50,00 ou R$ 100,00. Caso a tradução tenha um orçamento que passe do valor da bandeirada, volta a cobrar por palavra.

Até que ponto isso vale a pena?

Se você está sem fazer nada ou mesmo na sua rotina normal, com trabalhos, mas nada que ocupe 100% do seu tempo, eu não vejo sentido em cobrar um valor fixo ao cliente. Eu, particularmente não adoto essa prática e, pensando como o cliente, não gostaria que adotassem comigo.

Tentando encontrar uma justificativa caso fosse aderir à essa prática, eu só cobraria a bandeirada em duas situações:

1) Se eu estivesse de férias, viajando e tal. Afinal, também tenho o direito de descansar, e estaria interrompendo o meu descanso para trabalhar, e claro, isso tem um custo.

2) Se eu estivesse com muito trabalho, desses que você quase tem que virar a noite pra conseguir cumprir o prazo, e fosse encaixar mais um, com muito esforço.

Por que pensei nessas duas situações?

Porque eu gosto de justificar o meu orçamento para o cliente. Tanto para cobrar, quanto para dar desconto (coisa que não gosto de fazer) eu gosto de explicar qual é o motivo daquilo. Não gosto de enviar um orçamento no estilo “porque sim”. Fora as situações acima, não vejo motivo para cobrar “além das palavras”.

Eu também gosto sempre de pensar no cliente e de me colocar no lugar dele. Penso em como eu gostaria de ser atendida, tratada… Sou uma pessoa muito exigente como cliente, então, gosto de dar o melhor atendimento quando procuram os meus serviços!

Sei que esse assunto é bem complicado, que cada um é que sabe onde o sapato aperta (a expressão é assim mesmo?) e que não temos uma tabela de tarifas certinha para seguir (infelizmente), mas esse é o meu ponto de vista, e gostaria de compartilhar com vocês, e talvez, fazer alguns pensarem sobre o assunto, caso ainda não tenham ouvido falar sobre essa forma de cobrar por um serviço.

Se você cobra a bandeirada, deixa um comentário explicando o porquê. Se você não cobra, conte também! Vamos trocar ideias! Quero saber o que vocês pensam! Adoro conhecer outros pontos de vista!!! =)