Minha opinião sobre a Contabilizei

Depois de muito tempo sem postar por aqui (e pelo youtube e pelo facebook), voltei pra deixar meu depoimento/opinião sobre um tema que pode ajudar muita gente. Talvez esse post não ajude tanto os tradutores iniciantes (no final eu explico), mas pode ser que ajude os profissionais que já têm uma boa carteira de clientes e estão querendo/precisando emitir Nota Fiscal no próprio nome. Vou falar sobre o serviço de contabilidade da Contabilizei. Estou com eles há quase 2 anos, então acho que já tá na hora de fazer um post falando sobre a minha opinião, né?!

Por que decidi abrir empresa pela Contabilizei?

Chegou um momento na minha carreira que comecei a ter muitos clientes diretos, a maioria veio por indicação de colegas ou de outros clientes que já tinha solicitado meu serviço. Até então eu emitia as Notas Fiscais pela Liame (Já fiz posts sobre a Liame. Para ver, clique aqui e aqui), mas com o tempo comecei a sentir necessidade de emitir as Notas no meu nome. Como não podemos ser MEI (ainda), comecei a pesquisar e encontrei a Contabilizei. Pesquisei e vi que era uma empresa confiável, então entrei em contato para tirar algumas dúvidas que ainda tinha, mesmo após ler vários artigos no site deles. Deixei meu telefone e eles me ligaram bem rápido para sanar minhas dúvidas.

Outro motivo que me fez optar pela Contabilizei e não por um contador ou escritório de contabilidade aqui no RJ foi a questão financeira. Na Contabilizei eles fazem a abertura de empresa “gratuitamente”: pagamos uma taxa de adesão de R$ 199,00 que fica de crédito para as mensalidades do serviço de contabilidade depois que a empresa está aberta.

Confesso que fiquei com receio de me enrolar na hora de levar os documentos nos órgãos competentes aqui da Cidade, mas com todo o suporte da Contabilizei, não teve erro!

Eu optei por uma empresa LTDA, mas você pode optar por ME ou EIRELI também (no site da Contabilizei eles explicam a diferença). Veja qual delas se encaixa melhor no seu perfil e na sua necessidade.

Como optei pelo Simples Nacional, pago uma mensalidade de R$ 49,00 e sempre que tenho qualquer tipo de dúvida, entro em contato e logo tenho a resposta.

“Problemas” que já tive com a Contabilizei

Escrevi “problemas” entre aspas porque são tão mínimos que não sei se poderiam ser considerados problemas.

Logo no início acho que mudaram o sistema de atendimento e o chat online simplesmente parou de funcionar. Ainda existe o ícone no site, mas não recebemos a resposta na hora. Às vezes levo algumas horas para ter minha dúvida sanada. Mas por que não considero isso um problema? Porque todas as conversas, mesmo que demore um pouco, ficam registradas no e-mail, e caso eu volte a ter aquela dúvida, posso pesquisar nas mensagens trocadas.

Outro suposto “problema” que tive foi uma vez que não enviaram e-mail pedindo para importar as Notas Fiscais e perdi o prazo para realizar o procedimento. Entrei em contato com eles e tudo foi resolvido tranquilamente.

Esses foram os únicos “problemas” que tive que, como já disse, acho que nem dá pra considerar um problema, né?!

Sobre as taxas

  • Como falei, paguei R$ 199,00 como taxa de adesão que depois virou crédito nas primeiras mensalidades.
  • Paguei as taxas do governo para abrir a empresa, que acho que variam de Cidade para Cidade. (Somando todas foi mais de R$ 1000,00, na época)
  • Atualmente pago o GPS, R$ 103,07, que é obrigatório (previdência). Optei por apenas 1 salário mínimo, porque não acredito que exista Previdência até eu me aposentar (será que vou me aposentar???), então contribuo com o mínimo que o governo me obriga.
  • Outra taxa que pago é referente à Nota Fiscal. Para cada Nota emitida tenho que pagar quase 17% do valor no DAS que é emitido todo mês.
  • No início também paguei uma outra taxa de R$ 99,00 de CPOM/CEPOM – Cadastro de Prestadores de Serviço de Outros Municípios para poder emitir NF para outros Estados, já que a maioria dos  meus clientes são de SP e eu sou do RJ.

A Contabilizei envia o boleto para pagamento da mensalidade por e-mail, e o GPS e o DAS ficam disponíveis no site, no sistema de contabilidade que somente os clientes têm acesso.

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Algumas pessoas acham que eu abri uma agência de tradução, mas na verdade só abrir empresa para ter o CNPJ e emitir as Notas no meu nome e gerar mais credibilidade para os clientes.

Por que acho que não vale a pena um tradutor iniciante abrir empresa?

Porque, geralmente, quem está começando trabalha mais com agência de tradução, e se você pode se associar à Liame e pagar 8% de imposto, por que vai pagar 17% + previdência + contador? É claro que se você quiser, tem todo o direito de abrir empresa logo de cara.

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Sim, a Contabilizei recebe o selo de EU INDICO do Tradutor Iniciante!

Bom, agora vem a parte boa!!!

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Se você tiver alguma dúvida sobre o que eu acho sobre o serviço da Contabilizei, pode deixar as perguntas nos comentários desse post. Se tiver perguntas sobre a parte burocrática da empresa, entre em contato direto com eles. Não sou expert nessas burocracias, tanto que uma vez entrevistei um contador para ajudar os colegas a entenderem um pouco sobre esse mundo.

Em um próximo post vou contar pra vocês sobre a minha forma de cobrança. Aguardem!!!

*Este não é um publipost, mas bem que poderia ser, né?!

Por que o tradutor não pode ser MEI?

Mais uma vez vou voltar ao assunto que gera muita discussão e polêmica no meio dos tradutores: A formalização.
Acredito que todo mundo já sabe que o tradutor não pode abrir empresa como MEI (Microempreendedor Individual). E não adianta deixar nos comentários que pode, que é só abrir empresa como Instrutor de Idioma, Digitador, ou qualquer outra atividade, porque todos sabemos que isso é errado! Se você ainda não viu, pode acessar o site Portal do Empreendedor e verificar que nossa atividade não está permitida (ainda, quem sabe um dia…).
Só por isso já sabemos que não podemos ser MEI, mas muita gente ainda procura o jeitinho brasileiro pura e simplesmente por não aceitar a resposta de que não podemos ser MEI só porque nossa categoria não está incluída nas atividades permitidas.
Conversando com o contador Eduardo Eiras, que deu uma entrevista para o Tradutor Iniciante (clique aqui para ver), recebi a seguinte explicação do porquê não podemos ser MEI, baseada na legislação.

“Proibição de cessão de mão de obra:
O MEI não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra. Isso significa que o benefício fiscal criado pela LC 128/2008 é destinado ao empreendedor, e não à empresa que o contrata. Significa, também, que a criação do SIMEI não tem a finalidade de fragilizar as relações de trabalho, não devendo o instituto ser utilizado por empresas para a transformação em microempreendedor individual de pessoas físicas que lhes prestam serviços.
A cessão de mão-de-obra se dá quando s serviços:
a) Constituam necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim;
b) Sejam executados nas dependências da contratante ou de terceiros por ela indicados.
Com isso, o microempreendedor individual pode prestar serviços à pessoa jurídica, desde que:
a) Os serviços NÃO constituam necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim;
b) Os serviços CONSTITUAM necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim, MAS sejam executados nas dependências do microempreendedor individual.
O microempreendedor individual que exercer as atividades de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e manutenção ou reparo de veículos pode efetuar cessão de mão-de-obra. Nesse caso, a empresa contratante deverá considerá-lo como autônomo – contribuinte individual, devendo recolher a cota patronal previdenciária de 20% juntamente com a cota previdenciária do segurado (11%), além de inserir as informações na GFIP. Essas obrigações subsistem mesmo que a contratação ocorra por empreitada.”

Essa foi uma explicação que me ajudou a entender um pouco mais, porque sou chata e um simples “Não pode, porque não!” não me satisfaz. Como achei interessante, postei aqui no blog para compartilhar com vocês.
Quem ainda tiver dúvida sobre o assunto, pode entrar em contato com o Eduardo (não me perguntem porque eu não entendo muito dessa parte burocrática) pelo e-mail eduardoeiras.contador@gmail.com ou pelo telefone (21) 4102-9881.

Formalização do Tradutor

Há muito tempo queria fazer uma entrevista com um contador para esclarecer as dúvidas que temos quanto à nossa formalização. Sabemos que não estamos enquadrados no MEI, mas estamos no Simples, mas mesmo assim ficamos um pouco perdidos quando falamos sobre este tema.

Conheci o Eduardo quando fui trabalhar no Vinst Coworking (veja o post clicando aqui). Eduardo é contador e aceitou fazer a entrevista comigo e tirar todas as nossas dúvidas.
Vou deixar o vídeo da entrevista para vocês aqui.
Se você ainda tiver alguma dúvida, entre em contato com o Eduardo pelo telefone (21) 4102-9881 ou pelo e-mail eduardoeiras.contador@gmail.com e esclareça qualquer outra dúvida com ele.
Nós já conversamos muito após essa entrevista, e ele me disse que existem outras formas mais em conta para abrirmos uma empresa de tradução e emitir Nota Fiscal, tudo dentro da Lei, caso você não queira solicitar os serviços da Liame.
E se você ainda não se inscreveu no canal Tradutor Iniciante, no YouTube, corre!!! Agora você terá mais um lugar para receber dicas sobre a profissão!!!