Como conseguir o 1º primeiro trabalho

O post dessa semana saiu “atrasado” aqui no blog, mas foi intencional, porque eu queria vincular a parte escrita com o vídeo, e como os vídeos são publicados no canal às quartas-feiras (e só os apoiadores do Tradutor Iniciante têm acesso ao vídeo antes), o post do blog acabou saindo mais tarde.

Mas enfim, vamos direto ao assunto, já que muitos iniciantes têm essa dúvida: Como conseguir o primeiro trabalho para colocar no meu currículo?

Não só na tradução, mas em muitas outras profissões, as pessoas só conseguem uma oportunidade depois de apresentar alguma experiência. Devido à isso, alguns tradutores iniciantes optam por fazer trabalho voluntário para ter algo para incluir no currículo.

Em um nos vídeos do canal, um leitor pediu para fazer um vídeo dando dicas de organizações que buscam tradutores voluntários. Atendendo ao pedido, fiz o vídeo, dei a minha opinião sobre o assunto e também deixei uma dica para quem quer a primeira oportunidade, ou para quem quer praticar.

Para assistir, basta clicar no play.

Se você gostou, passa no youtube e deixa o seu joinha no vídeo. E se você ainda não está inscrito no canal, aproveita e se inscreve para ficar por dentro das dicas e novidades!

Home Office: 5 detalhes importantes

Que atire a primeira pedra quem nunca cometeu um erro sequer na vida! Mas também é verdade que quem é inteligente aprende com o erro dos outros, certo? Por isso decidi escrever esse post para alertar os tradutores iniciantes que vão começar a trabalhar em casa e querem montar seu home office.
Acho que já comentei aqui no blog que logo que parei de trabalhar no Banco e virei tradutora full time, meu home office era na mesa de jantar. Eu era recém-casada e ainda estava montando a casa, então não tinha um espaço só para mim. Essa conquista levou mais ou menos 2 anos para sair do papel e virar realidade.
É claro que durante esse tempo eu aprendi algumas coisinhas e quero deixar as dicas aqui para quem está pensando em criar um cantinho para trabalhar, e não cometa os mesmos erros que eu.
1) Dê preferências às mesas com gavetas
Eu pensava que gavetas eram dispensáveis, mas só depois que troquei minha mesa com 2 gavetas por uma sem gavetas é que percebi a verdadeira utilidade delas.
2) Se você é espaçoso como eu, evite comprar mesas pequenas
Não consigo trabalhar só com o notebook em cima da mesa. Preciso ter um porta lápis e minha agenda. Sim, eu ainda tenho minha agenda de papel, mesmo com toda a tecnologia do século.
3) Não economize na cadeira
Já errei por duas vezes. Na primeira vez comprei uma cadeira barata (pela internet) e um dia, um dos braços quebrou. Passou mais um tempo e o que quebrou foi uma das rodinhas (se meu marido não estivesse perto, eu ia cair sentada no chão). Decidi que a próxima cadeira seria de qualidade. Quando fui comprar, só lembrei da postura, mas esqueci de vários outros detalhes. A cadeira não tem braços (isso é muito importante para mim), e o assento é bem estreito, logo, não é tão confortável para passar horas trabalhando sentada.
4) Fique atento à iluminação
Se o ambiente escolhido para montar o seu home office for um pouco escuro, opte por colocar uma boa luminária na sua mesa. Também evite deixar o seu monitor de frente para a janela, para evitar o reflexo na tela, principalmente se a tela não for LED.
5) A profundidade e a altura da mesa são muito importantes
Eu achava que a altura das mesas era algo padrão, mas percebi que não. Se você for comprar seus móveis do home office pela internet, fique atento às medidas, e se for à uma loja física, tente medir a altura da mesa com relação à cadeira. Quando comprei minha mesa atual ela estava sob um tablado, e não percebi o quanto era baixinha (o que é um problema sério para pessoas altas como eu).
Aprendi que não adianta comprar os móveis do home office só pensando na beleza ou em apenas uma parte da praticidade e ergonomia. É preciso pensar em todo o conjunto, ou então, levaremos muitas surras até chegar ao cantinho ideal.
Um dia eu vou mostrar o meu home office para vocês, pelo youtube, e explicar melhor esses detalhes. Então, se você ainda não está inscrito no canal, clica aqui e se inscreve para ficar por dentro das dicas!
Só para vocês terem uma ideia, deixo uma foto do antes e depois do meu home office.
2015

 

2016

Calotes: como lidar com isso?

Sempre torcemos para não levar calote, mas infelizmente pode ser que aconteça. Não apenas torcemos, mas trabalhamos de um jeito que procuramos evitá-lo ao máximo, mas caso venha a acontecer, como lidar com isso? O que fazer?
Essa foi uma pergunta feita por um leitor do blog, e confesso que demorei um pouco a responder porque fiquei pensando em como eu reagiria caso passasse por essa situação novamente.
Tenho quase certeza que já comentei sobre isso aqui no blog, mas o primeiro cliente direto que eu tive, logo que comecei a carreira, foi também quem me deu o primeiro calote. Como a quantia era muito pequena, após cobrar inúmeras vezes eu acabei cansando, já que não valia a pena me estressar por tão pouco. Nesse caso, ficou de experiência.
Nunca recebi calote de uma agência de tradução. Já trabalhei com várias, trabalho com algumas ainda hoje e com outras preferi parar de trabalhar, mas todas sempre me pagaram na data combinada, a tarifa combinada.
Para não precisar lidar com calotes, é melhor se prevenir e tentar evitá-lo ao máximo. Quando falamos sobre agências de tradução, você pode pesquisar sobre elas em sites de buscas, no ProZ, nos grupos de tradutores, etc. As agências geralmente têm uma data fixa para efetuar os pagamentos, mas já vi muitos colegas comentando que algumas agências dão algum tipo de desculpa quando a data combinada chega e vão adiando o pagamento.
Com clientes direto você deve fazer pesquisas sobre eles e suas empresas, e você tem mais liberdade e pode solicitar um “sinal” para então começar a realizar o serviço. Alguns não aceitam e dizem não ter condições de realizar essa parte do pagamento. Cabe a você aceitar ou não o serviço. Mas independente do cliente dar ou não o sinal, quando você entrega a tradução, é preciso receber o pagamento pelo serviço.
Por mais que você queira trabalhar com contratos e peça para o cliente assinar um informando que está ciente sobre prazos de pagamento ou qualquer coisa do tipo, pode ser que ele não cumpra. Não sei se as agências que dão calote pedem para o tradutor assinar um contrato (já trabalhei com agências que exigiram a assinatura de um contrato e outras não, mas todas são sérias e como já falei, sempre me pagaram direitinho). Mas então, se percebermos que vamos levar um calote, o que fazer?
Vou dar 5 dicas (do que eu faço) que você pode utilizar caso sinta que vai levar um calote (de agência ou cliente direto).
1.  Pare e respire fundo! Não faça nada com a cabeça quente ou irritado, pois você pode se arrepender mais tarde.
2. Haja com profissionalismo e maturidade. Eu sei que bate uma revolta profunda, principalmente quando o cliente diz que vai pagar e fica enrolando, mas é nesse momento que temos que ser maduros e profissionais. É em casos assim que nossa atitude mostra quem somos.
3. Faça as cobranças por escrito. Por mais que seu cliente prefira o contato telefônico, sempre mantenha uma cópia do que foi conversado por e-mail. Isso serve como documentação para ambos. 
4. Se você não aguenta mais fazer cobranças, informe ao seu cliente (de maneira educada, porém com clareza), que o pagamento deve ser feito até a data X, caso contrário você buscará meios legais de receber a quantia que lhe é devida.
5. Se mesmo após fazer o que indica o ponto 4 o cliente não efetuar o pagamento, entre em contato com um advogado e solicite informações para saber como proceder e se valerá a pena brigar pela quantia que o cliente deve.
ATENÇÃO: Tradutor, neste caso, esqueça o site Reclame Aqui, pois este é para atender aos consumidores. Em um caso de calote nós não somos os consumidores, mas sim os prestadores de serviço!
Confesso que é muito chato fazer cobranças, mas é mais chato ainda você trabalhar de graça. Eu sempre procuro tentar resolver meus problemas (seja com cliente ou com quem quer que seja) de maneira amigável e sem precisar envolver a Justiça. O último caso que aconteceu comigo, eu parei no número 4. Enviei mensagem para o cliente informando que se não efetuasse o pagamento até a data X, eu entraria com meios legais para receber o dinheiro. E não é que deu certo?!
Outra dica que dou é que você tente resolver tudo entre vocês e não saia ameaçando dizendo que vai gritar o nome dele por aí. E tome cuidado caso essa ideia passe pela sua cabeça, pois caso ele veja, ainda pode virar o jogo e se tornar a vítima, processando você por difamação, calúnia, e outras coisas mais que podem querer acrescentar ao processo. Se quiser ver outras dicas, clique aqui.
Eu não sei se o leitor que fez essa pergunta sobre como lidar com calotes recebeu um calote ou se só está querendo se precaver, então, fiz um post talvez um pouco genérico, mas que tem o passo a passo do que eu faço quando sinto que vou levar um calote. Espero que ajude. 😉

Programa de Mentoria da Abrates

É com muito orgulho e com muito prazer que faço esse post sobre o mais novo benefício que a Abrates está oferecendo para os associados: O Programa de Mentoria Caminho das Pedras! =D
Esse programa tem como objetivo orientar profissionais com até 2 anos de experiência, ou estudantes do último ano dos cursos de Tradução, Interpretação ou Letras, sobre
aspectos práticos do mercado. Se você se encaixa nesse perfil, é associado da ABRATES e está em dia com suas obrigações, você pode participar do Programa de Mentoria, que tem duração de 6 meses.
O Mentorado deve esperar uma troca sincera de informações com profissionais experientes, bem-sucedidos e que compartilham a visão da ABRATES de que a entrada de profissionais mais bem preparados no mercado é benéfica para toda a categoria e também para os clientes. A principal função do Mentor é orientar o Mentorado, seguindo os tópicos do Programa Básico, além de discutir as dúvidas quanto à entrada no mercado, atuação ética junto aos pares e clientes, e de ajudar o Mentorado a alcançar suas metas.
No entanto, o Mentorado não deve esperar que o seu Mentor faça a revisão das suas traduções, oriente sobre como ser aprovado na prova de certificação da ABRATES ou de qualquer outra instituição, ofertas de trabalho, indicações para clientes ou agências. Por isso o nome do Programa é Caminho das Pedras.
O Mentor não definirá metas para o
Mentorado. Essa é uma função do Mentorado, cabendo ao Mentor o dever de
colaborar, sem se impor.
O Programa de Mentoria não é um estágio. O Mentor não solicitará trabalhos de tradução ou interpretação ao Mentorado.
O Mentorado deve definir suas metas tendo como base os itens abaixo, sem que isso signifique uma restrição à abordagem de outros aspectos da carreira. O Mentor deve ajudar o Mentorado a desenvolver, além das metas específicas de cada Mentorado, os seguintes pontos:
● Como elaborar um CV profissional e eficiente
● Como investigar a reputação de clientes
● Como avaliar pontos importantes do contrato com agências
● Como definir e negociar valores
● Como dizer “não”
● Como lidar com feedback negativo
● Como desenvolver seu networking
● Como e onde se informar sobre eventos na área
Se você quiser saber mais informações sobre o Programa de Mentoria, basta acessar o site da ABRATES.
Para receber atualizações, curta a Fan Page e fique por dentro.
Se você não sabe quais são alguns dos benefícios de ser um associado, veja o post Abrates: o que é e por que devo me associar?

Guest Post: 5 alertas sobre como se comportar nos grupos de tradução

Mais um Guest Post aqui no blog, com mais uma pessoa que é muito especial para mim!!! Conheci a Cátia no grupo do Tradutor Iniciante, no Facebook, quando o grupo estava começando a ter muitos membros e as coisas estavam começando a “virar bagunça”. Estavam aparecendo alguns spams e até pornografia já surgiu… A Cátia sempre entrava em contato comigo para avisar sobre algum post que não estava de acordo, e então, a convidei para ser moderadora do grupo junto comigo. A partir daí nosso relacionamento aumentou muito e hoje, além de moderadoras do grupo, hoje também somos amigas e parceiras de trabalho.
Cátia, nem preciso dizer que pode se sentir em casa, né?! rs
Agora o blog é todo seu! Fica à vontade!!!
O #Facebook é uma ferramenta poderosa de networking, de aprendizado sobre o mercado e uma vitrine profissional. Em seu livro “Tradutor iniciante: O que você precisa saber para começar sua carreira!“, a Laila fala do uso do Facebook para conseguir contatos e trabalho, e da importância da visibilidade do tradutor na rede. Esses contatos acontecem principalmente nos grupos profissionais (foi no grupo Tradutor Iniciante que nós duas nos conhecemos =) ), por isso é preciso participar e interagir com os colegas. Entretanto, pelo fato desses grupos serem uma vitrine onde estamos expostos, temos que ser cautelosos com nossas atitudes, para não passarmos uma imagem profissional ruim.
Quem me conhece dos grupos, sabe que sou participativa, mas também sou bastante observadora e costumo ver alguns erros cometidos com frequência. Por isso, trago aqui algumas dicas simples sobre a participação em grupos:
Vamos começar pela solicitação de entrada: existem vários grupos de tradutores no Facebook, com perfis diferentes – além dos mais generalistas, existem alguns voltados para iniciantes, outros para tradutores especialistas de alguma área; por isso, antes de solicitar a entrada em algum deles, leia sua descrição para saber se o grupo é de seu interesse (mesmo porque, não adianta querer entrar em vários grupos e depois não dar conta de tanta informação), se o seu perfil se enquadra no do grupo, se há alguma orientação para que a solicitação seja aceita (por exemplo, em alguns grupos, é necessário que você mande uma mensagem para a moderação para que sua solicitação seja aprovada). Ao entrar no grupo, é importante ler suas regras, para saber quais publicações são permitidas e quais são proibidas – muitos deslizes podem ser evitados ao ler essas informações. Também recomendo que observe o comportamento dos participantes, o perfil das postagens – isso ajuda a conhecer o grupo e as pessoas que dele participam; depois, quando se sentir mais à vontade, comece a participar mais ativamente.
Bem, agora que já faz parte do grupo, alguns cuidados que deve tomar ao fazer postagens: antes de postar alguma dúvida sobre algum assunto, pesquise antes, usando a lupinha, para saber se ele já não foi discutido anteriormente, pois alguns temas são recorrentes nos grupos. Se não encontrar nada a respeito ou encontrar algo que não responda inteiramente sua dúvida, aí sim, faça a postagem. Se for uma dúvida terminológica, pesquise antes, diga o que conseguiu encontrar e dê sua sugestão, não se esquecendo de informar o contexto. Isso demonstra que você está perguntando porque não conseguiu chegar a uma resposta adequada, e não por preguiça de pesquisar. E não se esqueça de agradecer aos que ajudaram (no caso de grupos voltados a uma área específica, é interessante até mesmo dar um feedback sobre o termo que foi usado ou a solução encontrada).
Evite fazer reclamações, pois ninguém gosta de gente que vive reclamando. Se seu objetivo for saber a opinião dos outros para tentar resolver o problema do qual está reclamando, até justifica a postagem; se não, não desperdice seu tempo e energia em mimimi puro. Também não desperdice seu tempo com aquelas discussões que se transformam em verdadeiras brigas e que, no final, não levam a nada. Evite falar mal de agências ou clientes, pois essa atitude, além de
passar uma imagem negativa a possíveis contratantes ou parceiros, pode
ter implicações jurídicas. Tente resolver seu problema diretamente com o
cliente, e não em público. Se quiser alertar os colegas quanto a uma
agência com a qual teve alguma dificuldade, use verbos, e não adjetivos,
e não poste nada que não possa provar (conselho da colega Natasha Zadorosny, que é
tradutora e advogada).
E quanto a comentários e repostas nas postagens de colegas, não queira ajudar os outros dando uma resposta da qual não está certo, somente para aparecer. Não quero dizer que só podemos ajudar quando temos 100% de certeza, pois às vezes alguma ajuda pode dar uma luz para se chegar à resposta certa; mas se sua resposta for apenas um chute sem fundamento, melhor não postar. Também tenha o cuidado de não repetir algo que já foi dito. Muitas postagens rendem muitos comentários, e nem sempre conseguimos ler todos antes de dar uma resposta; nesses casos, é de bom tom avisar que não leu todos e que pode estar sendo repetitivo.
Por fim, seja sempre educado nas postagens, comentários, opiniões e respostas, e que seu intuito não seja somente aparecer e se destacar, mas aprender, compartilhar e também ajudar.

 

***
Cátia,
muito obrigada por aceitar o convite e escrever este post que tenho
certeza que ajudará os tradutores que estão começando agora, e às vezes, por causa da ansiedade, acabam cometendo esses pequenos deslizes. Essas dicas
realmente são muito importantes, não apenas para participar dos grupos de tradução, como de qualquer outro grupo dentro ou fora do Facebook.

Sobre a autora:


Cátia Franco de Santana é pós-graduada em Tradução: inglês/português, tradutora e revisora desde 2009, especializada na área farmacêutica (pesquisa clínica) e comercial. Trabalha com os idiomas português, inglês e espanhol, e é uma das idealizadoras e organizadoras do TRADUSA.

5 dicas para quem quer abrir empresa

Uma das minhas metas para 2016 era é a de abrir a minha empresa. Uma meta audaciosa, que vai exigir muito de mim daqui para frente, mas é algo que eu quero muito. E como sempre, vou vivendo, aprendendo e compartilhando minhas experiências com vocês. Por isso, decidi fazer esse post com algumas dicas para quem quer abrir sua empresa de tradução.

Dica #1 – Analise se realmente é o momento de se formalizar. Eu falei sobre isso no último vídeo de 2015, lá no canal Tradutor Iniciante. Quem não viu esse vídeo, pode clicar aqui para assistir. Eu sei que o blog é voltado para quem está começando na profissão, mas é importante falar sobre isso, pois algumas agências solicitam Nota Fiscal, e apenas empresa consegue emitir Nota Fiscal.
É preciso lembrar que abrir uma empresa é encarar alguns custos. Ao abrir uma empresa passaremos a ter custos como o honorário do contador, impostos, tarifa de conta bancária, sem falar no custo para abrir a empresa, taxa da documentação, etc.
Se você ainda não tem uma carteira de clientes suficiente para gerar uma boa receita, aguarde mais um pouco. Talvez este ainda não seja o seu momento.
Dica #2 – Pesquise! A vida do tradutor é feita de pesquisas! Se você acha que já é o momento de abrir sua empresa e passar a emitir Nota Fiscal em seu nome, comece a pesquisar contadores (escolha um de sua confiança ou peça indicação), bancos (para saber qual oferece o melhor custo benefício para abrir sua conta PJ), e o tipo de empresa que deseja abrir (ME, EIRELI, LTDA). Não faça nada na emoção. Tudo deve ser friamente calculado.
Dica #3 – Comece a fazer a reserva da empresa. Quando decidi que era o momento de abrir minha empresa, fiquei praticamente 6 meses juntando capital, pois sabia que a formalização não seria algo barato. Para alguns tipos de empresa você precisa ter um capital mínimo para começar, e eu não queria tirar dinheiro do bolso pra isso, então, toda vez que conseguia trabalho de um cliente direto, eu separava aquele dinheiro em um envelopinho e guardava. Sabia que aquele dinheiro era da empresa, e não meu. Agora, não preciso mexer na minha conta para pagar a documentação de abertura da empresa, ter o capital inicial e fazer qualquer pagamento que seja necessário. Mas preciso, no mínimo, manter o faturamento para quitar as despesas futuras.
Dica #4 – Fique atento ao seu público-alvo. Não adianta abrir empresa e não saber onde está o seu cliente, assim como não adianta saber onde encontrar o cliente e não saber vender o seu serviço. Quanto mais trabalho você receber, melhor! Mas isso não significa que você deve sair atirando para todos os lados. Foque, selecione, niche o seu público para saber exatamente onde ele está e facilitar a sua busca por novos clientes, sem esquecer dos antigos, é claro.
Dica #5 – Estruture o seu negócio. Essa é a primeira coisa que deve ser feita. Na verdade, isso deve ser feito muito antes de começar a pensar em abrir uma empresa. Todo tradutor deveria pensar nisso no momento em que decidiu seguir essa profissão. Se você ainda não fez isso, faça! Se não sabe como fazer, fique ligado, pois no dia 28/01 vou apresentar um webinar ensinando você a estruturar o seu negócio! Para saber mais, clique aqui.
Eu fiz isso tudo. Estou abrindo minha empresa e assim que estiver com tudo OK, vou contar cada detalhe da minha experiência aqui no blog, ou no canal do YouTube. Se você ainda não está inscrito no canal, corre lá e se inscreve! Toda quarta-feira tem vídeo novo com dicas!

Invista na sua apresentação

Uma das coisas que sempre digo que um tradutor deve ter é o cartão de visita. Sei que quando estamos começando a carreira é um pouco complicado fazer alguns investimentos, mas esse é muito necessário, tanto para entregar para colegas de profissão, como para entregar a possíveis clientes.

Há algumas gráficas online que confeccionam os cartões e enviam pelo correio sem cobrar muito caro. Um exemplo é a Zocprint. Fiz meus cartões lá e indico! Não há muitas opções, mas você pode tanto aproveitar as artes já prontas, como enviar a sua própria arte. Outra vantagem é que você pode solicitar 50, 100, 250, 500 e 1000 unidades, enquanto a maioria das gráficas só fazem 1000 unidades.
Eu, particularmente, acho que 1000 cartões é muito. Prefiro fazer aos poucos, e quando acabar, mando fazer novos cartões com novo modelo e nova arte.
Se mesmo assim você acha que no momento ainda não pode investir em um cartão de visita porque está fora do seu orçamento, venho trazer uma ótima notícia: você pode criar um cartão de visita online e de graça!!!
Há pouco tempo descobri o App Kardshare. Com ele podemos criar e trocar cartões. É simples e fácil de usar, e está disponível para iOS e para Android. Você cria seu cartão de visitas pelo site e depois é só baixar o App no celular e trocar os cartões com as pessoas que tenham esse App.
Quando você cria o cartão no Kardshare, você pode compartilhar pelo WhatsApp, Facebook, e-mail, LinkedIn, bluetooth…
Não consegui criar um cartão online igual ao impresso, mas gostei do resultado. Quem quiser ver o meu cartão e trocar cartões comigo, é só clicar aqui.

O App ainda está em fase de testes, então podem ocorrer algumas divergências entre o cartão editado no computador e a visualização no celular, mas mesmo assim vale a pena. E quando o App tiver 100%, vai valer ainda mais!

Dica de fim de ano

Olá, tradutores!!!!
Dezembro chegou!!! Mês de festas e de muito planejamento para o próximo ano! Mas que tal já começar a agradar os seus clientes deste ano para mantê-los em 2016?
Eu sempre falo que é importante agradar os clientes e mostrar o seu diferencial! Por isso, fiz esse vídeo com uma dica, que é mais uma lembrança misturada com dica, para você agradar e conquistar seu cliente.
Para ver o vídeo, basta clicar no “play” do link abaixo.

Lembre-se de dar um joinha no vídeo (lá no youtube) para ajudar o canal, e inscreva-se para ficar por dentro de todas as dicas e novidades! Quem está inscrito no canal tem acesso aos vídeos antes de todo mundo!!!

Como organizar os pagamentos

Quem é tradutor autônomo sabe que sua renda vem de diversos clientes, mas como se organizar para saber quanto cada cliente tem que pagar?
Pensando nisso, criei uma planilha no Excel para não precisar perder tempo calculando o quanto cada cliente tem que me pagar por mês. Estou há quase 3 anos usando essa planilha, e em uma conversa com outros tradutores, me pediram para compartilhar.
Quem quiser baixar a planilha para utilizar ou para pegar o modelo, é só clicar na foto abaixo.

Para fazer o download da planilha, clique aqui.
Como algumas pessoas não sabem usar o Excel muito bem, fiz um vídeo com um breve tutorial.


Espero que essa planilha ajude vocês!!!

Acredite no seu trabalho

Para meus queridos Tradutores Iniciantes (e experientes também), o post de hoje é uma mistura de “puxão de orelha” com motivação. rs… Estou brincando, mas o assunto do post de hoje é muito sério!

Em algum momento post do blog eu já falei que devemos valorizar o nosso trabalho, mas já vi várias pessoas perguntando em vários grupos de tradução se a tabela do Sintra é válida, se podemos praticar esses valores, se os clientes vão aceitar pagar, se podem cobrar esses valores mesmo sendo iniciante…
Todas essas dúvidas têm a mesma resposta: SIM! Podemos praticar esses valores, os clientes aceitam pagar, e você pode cobrar esses valores mesmo sendo iniciante, MAS é preciso estar atento: Os valores de referência do Sintra são para trabalhos finalizados. Isso significa que você pode cobrar sim, mas de cliente direto. Você jamais conseguirá cobrar este valor para uma agência de tradução, ou para um colega que vai dividir o trabalho com você.
Algumas pessoas dizem que o valor é irreal, que é absurdo e ninguém vai pagar. Desculpa, mas eu já cobrei a tabela do Sintra para vários clientes diretos que aceitaram, e voltaram! Então, se você tem um cliente direto (seja ele pessoa física ou jurídica), você pode cobrar esse valor.
Já vi pessoas falando que se cobrar os valores de referência do Sintra o cliente não aceita pagar e você ainda perde o cliente. Essa informação não pode ser generalizada! Mas é preciso lembrar que se você quiser cobrar R$0,45, ou R$0,34 para uma agência de tradução, é claro que não vão aceitar e não o chamarão novamente para realizar um trabalho, afinal, a agência tem o trabalho de encontrar o cliente, ajeitar o arquivo e enviá-lo perfeito para você traduzir, depois que você traduz a agência paga outra pessoa para revisar, formata o arquivo, etc. Então, por que a agência deveria pagar uma tarifa tão alta para você, se o trabalho mais complicado e que exige mais tempo é dela?
No dia 03 de novembro o Tradutor Iniciante oferecerá um webinar sobre como vender o valor do seu trabalho, tanto para agências de tradução, como para clientes direto, e fazer você perder o medo de cobrar o quanto seu trabalho vale. Caso você tenha interesse em participar, deixe eu comentário aqui no post, ou envie um e-mail para contato@tradutoriniciante.com.br para deixar seu nome na lista, afinal, as vagas serão limitadas.
Vamos parar para pensar e analisar de fato o quanto vale o nosso trabalho.
Não tenha medo do cobrar! Envie seu orçamento com confiança, afinal, você estudou para isso, você investiu em vários materiais (computador, internet, cursos, CAT Tools, etc) para poder oferecer um serviço de qualidade, e se o cliente realmente precisar e quiser um serviço de qualidade, vai aceitar pagar, mas para isso você precisa demonstrar confiança.