Sorteio: 30 minutos de Consultoria!

Você está começando agora na profissão e ainda está cheio de dúvidas?  Gostaria de ganhar 30 minutos de Consultoria para Tradutor Iniciante?

Como prometido, vou sortear 30 minutos de Consultoria para quem quiser, já que o nosso canal no youtube chegou aos 750 inscritos!!!

Para participar é muito simples: basta assistir o vídeo abaixo e seguir as regras!

O sorteio será no dia 06 de setembro, às 20h, no nosso bate-papo ao vivo!!!

Aguardo vocês!!!

Consultoria, Mentoria ou Coaching?

Muitos tradutores iniciantes entram em contato comigo por causa da consultoria que ofereço, mas ao mesmo tempo percebo que outros se sentem perdidos por ter tantas ofertas para iniciantes: é possível escolher entre consultoria, mentoria e coaching. Mas qual é a diferença entre os três? Qual devo escolher?

Primeiramente já adianto que não existe certo ou errado. Você deve escolher de acordo com o seu interesse. Vou explicada como funciona cada um.

Consultoria

O serviço de consultoria levanta as suas necessidades, identifica soluções e recomenda ações.

Fazendo uma comparação bem simples, um consultor é como um médico: quem quer prevenir doenças e garantir uma vida saudável procura um médico. Quem fica doente, vai ao médico sem pensar duas vezes. A mesma coisa acontece com o consultor.

Quando uma pessoa apresenta dúvidas ou dificuldades na carreira, por exemplo, pode procurar  um consultor para orientá-la a seguir o melhor caminho, dando dicas e orientações.

Você pode marcar 1, 2, 5, 10, ou quantas sessões achar necessário.

consultor

Mentoria ou Mentoring

A mentoria tem como foco ajudar o outro a encontrar um caminho mais promissor, tendo como o alvo o progresso e o crescimento pessoal e profissional do mentorado.

A relação entre o mentor e o mentorado é mais informal e mais próxima. O mentorado receberá conselhos para chegar a um patamar mais elevado em sua carreira de maneira mais rápida.

Geralmente é feito um acompanhamento mais longo que o da consultoria.

Yoda

Coaching

O coaching é um processo de investigação que promove o autodesenvolvimento do profissional e lhe dá condições para validar seus objetivos e identificar fatores que o distanciam de alcançá-los.

Diferente da consultoria e da mentoria, o coaching não dá respostas ou caminhos, mas direciona o profissional, segundo os seus objetivos, para que ele mesmo encontre as melhores respostas para o objetivo que busca.

No coaching também é oferecido um acompanhamento e o coach combina com o coachee quantas sessões serão realizadas e qual será a periodicidade.

coach

Agora que você já sabe a diferença, fica mais fácil decidir qual método pode ajudar a desenvolver ainda mais a sua carreira.

Os tradutores que têm menos de 2 anos de experiência na profissão e são membros da ABRATES têm o benefício do Programa de Mentoria. E quem não é associado mas ainda tem algumas dúvidas sobre a profissão, pode contar com a Consultoria para Tradutor Iniciante. Os leitores do blog que apoiam o Tradutor Iniciante podem ter direito a consultoria também! Para saber mais basta clicar aqui!

Tradução ou Interpretação?

Gente, eu jurava que já tinha feito um post aqui no blog falando sobre a diferença entre a tradução e a interpretação, mas quando fui procurar, onde estava? Então parei tudo e comecei a escrever.

Acredito que muitos dos leitores saibam qual é a diferença entre as profissões, mas sempre existe alguém que não sabe, e é justamente por isso que achei importante falar um pouco sobre o assunto.

O tradutor também pode ser intérprete, tanto que às vezes encontramos alguns profissionais que se denominam tradutor-intérprete, já que atuam nas duas áreas. Eu ainda não sou intérprete, mas um dia pretendo ser.

Ah! Detalhe: O intérprete não é o cara que canta ou atua. O intérprete, assim como o tradutor, transmite uma mensagem de um idioma para o outro, mas a modalidade é diferente: o primeiro o faz oralmente, e o segundo, de maneira escrita.

tradução ou interpretação - tradutor iniciante

Na tradução o profissional tem que saber tanto a língua estrangeira como a sua língua materna, tem que dominar muito bem a escrita e saber onde e como pesquisar certos termos e expressões.

Na interpretação o profissional também precisa saber muito bem os dois idiomas com os quais vai trabalhar, mas também precisa ter um domínio da comunicação oral muito grande. É preciso saber cuidar da voz, da respiração. O intérprete precisa pesquisar antes do evento para se preparar, e se possível deve montar um glossário.

O tempo que o tradutor tem para pensar e encontrar a adaptação perfeita, o intérprete não tem. Este deve saber trabalhar sob pressão e ter soluções rápidas.

Já vi algumas pessoas pensando que basta ser tradutor e automaticamente será intérprete (e vice-versa), e eu também já cheguei a pensar assim. Inclusive, não entendi muito bem quando, no primeiro dia de aula da pós-graduação em tradução, um dos professores comentou que aconselhava os alunos a primeiro fazer o curso de tradução e depois o de interpretação.

As profissões são muito parecidas, mas são muito diferentes. Para ser um bom profissional é preciso estudar e praticar muito! Eu senti isso quando me atrevi a pegar o primeiro trabalho de interpretação.

Não basta saber outro idioma! É preciso ter algumas técnicas para conseguir ter sucesso nessa profissão. Mas esse é um tema para outro post… 😉

 

Quem quiser saber mais sobre a profissão, é só se inscrever no canal do youtube, porque em breve vai ter vídeo falando sobre o assunto!!! =)

10 características de um tradutor profissional

10 caracteristicas de um tradutor - Tradutor Iniciante
Às vezes encontro algumas pessoas que gostariam de trabalhar com tradução e ser tradutor profissional, mas não sabem se “levariam jeito” para essa profissão. Fiz um lista abaixo com algumas características básicas que um bom tradutor precisa ter e espero que ajude.
1- Domínio de pelo menos 1 idioma estrangeiro e da sua língua nativa.

Para ser um bom tradutor não basta ter noção de outro idioma. É preciso ter domínio da língua estrangeira com a qual você deseja trabalhar, e mais do que isso, é preciso saber muito bem a sua língua materna. O grande erro de muitas pessoas é achar que por ser nativo não precisa estudar o seu idioma, e isso acaba fazendo com que cometa erros básicos de ortografia, gramática, etc. Quem domina a língua estrangeira com a qual trabalha e tem conhecimentos profundos de sua língua materna acaba tendo mais chances no mercado por entregar um serviço com mais qualidade.

2- Se expressar bem, tanto oralmente como através de textos.
O tradutor precisa saber se expressar muito bem, pois a tradução não é apenas trocar palavras de um idioma para o outro. Muitas vezes precisamos fazer adaptações no texto para que a leitura fique fluida e de fácil entendimento para o público final, por isso é tão importante que o profissional saiba expressar bem uma ideia através de um texto. Isso é importante não apenas para a tradução, como também para comunicar-se com o cliente. Nossa comunicação é basicamente escrita (via e-mail), mas ultimamente tenho percebido que os clientes estão querendo um contato ainda mais próximo, e solicitam muitos contatos telefônicos. Daí surge a necessidade de saber se expressar bem oralmente.
3- Ter conhecimento geral e específico.
Não basta saber muito sobre apenas um assunto, assim como saber um pouquinho de cada coisa não é suficiente. É preciso ter conhecimento geral, saber o que acontece ao seu redor, mas também é preciso se aprofundar em temas do seu interesse. Isso te ajuda a definir a sua área de atuação na profissão e também a encontrar mais facilmente os seus possíveis clientes.
4- Ter noções de informática.
Parece bobeira, mas não é! O tempo em que o tradutor trabalhava com papel ou máquina de escrever já se foi, e agora basta ter um computador com acesso à Internet para que consigamos trabalhar. Infelizmente, às vezes os programas que usamos resolvem nos dar alguns sustos (rs) e precisamos saber contornar esses problemas. Nessas horas uma noção básica de informática nos ajuda a poupar tempo.
5- Desenvoltura/flexibilidade para negociar com clientes.
Timidez é um problema sério, e já vi muita gente optar pela tradução por ser tímido e não conseguir ter sucesso em outras profissões. Mas, apesar de trabalharmos “sozinhos”, precisamos esquecer a timidez na hora de entrar em contato com o nosso cliente. Na verdade, ao conversar com os clientes precisamos ser bem flexíveis: nem tímidos demais e nem rígidos demais. É preciso desenvoltura e flexibilidade para conquistar a confiança dos clientes e negociar preços e prazos.
6- Postura profissional.
Na maioria das vezes o tradutor trabalha como autônomo, e tendo ou não um CNPJ, é preciso olhar para si mesmo e ver um empresário de sucesso. Mas apenas isso não basta. É preciso agir como um empresário de sucesso: falar com confiança, saber como se comportar diante do cliente ou em eventos profissionais e, principalmente, saber se comportar nas redes sociais.
7- Saber pesquisar sozinho.
Hoje em dia há muito mais abertura para quem está começando agora na profissão. É mais fácil encontrar dicas na Internet, entre os tradutores mais experientes, e inclusive, a Abrates oferece o programa de Mentoria para ajudar quem está começando. Mas apesar de toda a ajuda, antes de sair fazendo perguntas, que tal pesquisar? Que tal começar a ler? Se você quer ser um bom profissional, aprenda a correr atrás da informação desejada antes de sair perguntando. Se procurar e não encontrar, aí sim pergunte. Em breve farei um post mais aprofundado sobre esse assunto.
8- Gostar realmente da profissão! Não fazer apenas como um bico para ganhar um extra, mas se dedicar de corpo e alma.
Outro grande diferencial está entre o cara que trata a tradução como um bico e o que se dedica e estuda para fazer o seu melhor! A maioria dos clientes quer o serviço para ontem. Se você encara a tradução como um bico, como um trabalho para fazer nas horas vagas ou que estiver afim, não conseguirá trabalho, ou bons trabalhos; apenas vai perder seu tempo enquanto a pessoa que se profissionaliza começa a receber cada vez mais trabalhos e conquista o seu lugar no mercado.
9- Gosto pelo estudo!
Precisamos nos atualizar constantemente. Acredito que esse item vale não apenas para a tradução, mas para qualquer outra profissão. Quem quer ter uma carreira de sucesso não pode parar de estudar. É preciso se reciclar, se atualizar. Com a evolução da tecnologia nós precisamos estar atentos a tudo para não ficar para trás.
10- Saber organizar o tempo e as finanças.
Organização é um pré-requisito essencial para quem quer trabalhar por conta própria. Se você não souber organizar seu local de trabalho, seu tempo e suas finanças, muito provavelmente não conseguirá sobreviver como autônomo por muito tempo.
Se você se identificou com a maioria dos itens acima, tem grandes chances de se tornar um bom tradutor, então, busque um bom curso e profissionalize-se!

Por que devo escolher uma área de tradução para atuar?

Ultimamente eu tenho tocado muito nesse assunto, e geralmente quando falo isso, algumas pessoas se assustam, pois acham que se resolverem se especializar em uma determinada área, vão restringir sua oferta de serviços e acabarão com menos clientes.
A primeira coisa que você precisa tirar da sua cabeça é que se você se especializar em um determinada área vai diminuir sua demanda de cliente!
Quando você se especializa, você começa a se interessar cada vez mais por aquela área (principalmente se ela te render dinheiro), e com a experiência você vai se tornando melhor a cada dia, e quem sabe, até vire referência no assunto.
O segundo ponto pelo qual defendo essa opinião é porque ao escolher uma determinada área, quando você precisar prospectar (fazer seu marketing para conseguir novos clientes) será muito mais fácil saber onde procurar os clientes e como se apresentar e falar com eles. Você conhecerá o vocabulário deles e os seus interesses.
Mas quais são as áreas de tradução que eu posso escolher?
Acho que ninguém vai fazer essa pergunta, até porque já fiz um vídeo para o nosso canal falando sobre isso. Se você não viu, vou deixar aqui para você ver (e lembra de deixar um “joinha” no vídeo pra ajudar o canal a crescer).
Se você ainda não está inscrito no canal, corre lá e se inscreve, e convida os seus amigos para fazer parte dessa família que está crescendo a cada dia!!! =)
Lembrando que toda quarta-feira é dia de vídeo novo no canal, e estou pensando em fazer um bate-papo ao vivo com todo mundo, 1 vez por mês, que tal????
Então corre, clica aqui para se inscrever e ficar por dentro das novidades!!!

Por que o tradutor não pode ser MEI?

Mais uma vez vou voltar ao assunto que gera muita discussão e polêmica no meio dos tradutores: A formalização.
Acredito que todo mundo já sabe que o tradutor não pode abrir empresa como MEI (Microempreendedor Individual). E não adianta deixar nos comentários que pode, que é só abrir empresa como Instrutor de Idioma, Digitador, ou qualquer outra atividade, porque todos sabemos que isso é errado! Se você ainda não viu, pode acessar o site Portal do Empreendedor e verificar que nossa atividade não está permitida (ainda, quem sabe um dia…).
Só por isso já sabemos que não podemos ser MEI, mas muita gente ainda procura o jeitinho brasileiro pura e simplesmente por não aceitar a resposta de que não podemos ser MEI só porque nossa categoria não está incluída nas atividades permitidas.
Conversando com o contador Eduardo Eiras, que deu uma entrevista para o Tradutor Iniciante (clique aqui para ver), recebi a seguinte explicação do porquê não podemos ser MEI, baseada na legislação.

“Proibição de cessão de mão de obra:
O MEI não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra. Isso significa que o benefício fiscal criado pela LC 128/2008 é destinado ao empreendedor, e não à empresa que o contrata. Significa, também, que a criação do SIMEI não tem a finalidade de fragilizar as relações de trabalho, não devendo o instituto ser utilizado por empresas para a transformação em microempreendedor individual de pessoas físicas que lhes prestam serviços.
A cessão de mão-de-obra se dá quando s serviços:
a) Constituam necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim;
b) Sejam executados nas dependências da contratante ou de terceiros por ela indicados.
Com isso, o microempreendedor individual pode prestar serviços à pessoa jurídica, desde que:
a) Os serviços NÃO constituam necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim;
b) Os serviços CONSTITUAM necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim, MAS sejam executados nas dependências do microempreendedor individual.
O microempreendedor individual que exercer as atividades de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e manutenção ou reparo de veículos pode efetuar cessão de mão-de-obra. Nesse caso, a empresa contratante deverá considerá-lo como autônomo – contribuinte individual, devendo recolher a cota patronal previdenciária de 20% juntamente com a cota previdenciária do segurado (11%), além de inserir as informações na GFIP. Essas obrigações subsistem mesmo que a contratação ocorra por empreitada.”

Essa foi uma explicação que me ajudou a entender um pouco mais, porque sou chata e um simples “Não pode, porque não!” não me satisfaz. Como achei interessante, postei aqui no blog para compartilhar com vocês.
Quem ainda tiver dúvida sobre o assunto, pode entrar em contato com o Eduardo (não me perguntem porque eu não entendo muito dessa parte burocrática) pelo e-mail eduardoeiras.contador@gmail.com ou pelo telefone (21) 4102-9881.

Quanto devo cobrar? – 3

Esse tema gera muitas dúvidas, principalmente para iniciantes, por isso, esse já é o terceiro post feito para ajudar os tradutores a saber qual deve ser a sua tarifa mínima por palavra. No post Quanto devo cobrar?, o primeiro da série, simplesmente estabeleci alguns preços, o que confundiu algumas pessoas, pois o tempo foi passando e eu não fiz atualizações nas tarifas sugeridas. Foi então que fiz post Quanto devo cobrar? – 2, onde ensino uma fórmula para você calcular a sua tarifa mínima por palavra, já que a tarifa é algo muito particular, pois varia de acordo com os custos que cada um tem para trabalhar.
Quando fui ao III Café com Tradução, no dia 21 de novembro (para saber como foi, é só clicar aqui), aprendi mais uma fórmula para calcular a tarifa mínima por palavra. E como prometi que passaria para vocês, lá vai!

Quem ensinou essa fórmula foi o William Cassemiro. Me ajudou bastante pois com essa fórmula é possível calcular a tarifa já pensando em feriados, férias, etc. Mas vamos começar pelo começo!!!

Tradução é um trabalho. Se você trabalha, ou você recebe pelo seu trabalho, ou você é um filantropo, ou você é um escravo. Se você recebe, só é interessante se manter no negócio se há lucro, ou seja, se você consegue pagar TUDO o que precisa para ter uma vida financeira saudável. Agora, se você não está nessa por dinheiro, você não está no negócio. Afinal, nós vendemos o nosso tempo, a nossa experiência.

Como o que vendemos não é algo tangível, mas sim algo intelectual, precisamos vender por um valor que cubra TODAS as nossas necessidades. Mas quanto é isso?
Pois é, lembra que comentei que a tarifa por palavra é algo muito pessoal? Então, para saber o quanto você deve cobrar, você precisa considerar:

 

  • Custos pessoais (aluguel, alimentação, estudos, roupas, veículo para uso pessoal, taxas bancárias, impostos, plano de previdência, poupança, seguros, entretenimento, férias, plano de saúde, doações, etc.);
  • Custos operacionais (telefone, internet, livros, dicionários, roupas profissionais, veículo para uso profissional, viagens a trabalho, equipamentos de escritório, software, backup de dados, etc.);
  • Custos de crescimento e capitalização (plano estratégico, congressos, novo hardware e software, manutenção de equipamentos, custo de desenvolvimento de um site, etc.).
Se pararmos para pensar, temos muitos custos!!!
Vamos supor que a soma de todos esses custos em um ano seja de $50.000,00 (faça os cálculos sempre na sua moeda).
Agora vamos pensar: Quantas horas quero trabalhar para ganhar esse valor?
Quero trabalhar 8 horas por dia, 5 dias por semana. Logo, trabalharei 40 horas semanais.
Se 1 ano tem 52 semanas, trabalharei 2080 horas por ano (horas semanais x semanas por ano).
MAS…
Na verdade, não trabalharei essas 2080 horas por ano, pois:
  • Quero férias (30 dias): menos 240 horas;
  • 18 feriados (sem contar anos atípicos com copa do mundo e olimpíadas): menos 144 horas;
  • Indisponibilidades mensais (imprevistos acontecem): menos 10 horas;
Assim, tenho 1686 horas faturáveis? Não!
É preciso lembrar que também trabalhamos indiretamente, ou seja, precisamos de tempo para fazer pesquisa de termos para a realização de um trabalho, tempo para nos organizar, para fazer nosso marketing, cuidar da contabilidade, etc. Para isso, vamos separar 30% do nosso horário de trabalho.
  • Horas indiretas (30%) – menos 506 horas
Logo, tenho 1180 horas faturáveis!
Agora, vamos ver o valor que quero ganhar dividido pelas horas faturáveis para saber o valor da minha hora.
$50.000,00 / 1180 horas faturáveis = $42,37 por hora
Ou seja, $43,00 por hora. SEMPRE arredonde para cima!!!! Esse será o meu break-even (ponto de equilíbrio).
Devemos considerar todos esses dados (férias, feriados, imprevistos, etc.) na hora de fazer os cálculos, pois se considerássemos apenas as horas totais iniciais, o valor seria $50.000,00 / 2080 h = $24,04 por hora. Com esse valor ou eu não conseguiria me manter, ou me mataria de trabalhar para ganhar $50.000,00.
Legal! Descobri quanto devo cobrar por hora! Mas agora preciso saber quanto tenho que cobrar por palavra.
Simples!!!
É só saber quantas palavras consigo traduzir por dia.Sabendo o total de palavras que consigo traduzir por dia, preciso saber quantas palavras posso traduzir por hora e então, dividir o meu break-even pela quantidade de palavras que traduzo em 1 hora.

Por exemplo:

Vamos supor que eu consiga traduzir 3000 palavras por dia. Então, teoricamente consigo traduzir 375 palavras por hora.

Se eu cobro 43,00 por hora, vou cobrar 0,12 por palavra (43,00 por hora / 375 palavras que traduzo por hora).

Mas Laila, estou começando agora na profissão. Não sei quanto tempo levo para traduzir um trabalho!
Isso você só vai descobrir com a prática. Para ter uma ideia, comece pegando qualquer texto para traduzir e calculando o tempo que você leva. 

Agora é só escolher a fórmula que se adapta mais à sua situação para calcular a sua tarifa mínima por palavra e passar o orçamento para o seu cliente, sem medo de ser feliz. =)

Guest Post: 5 lugares que você não sabia que poderia aproveitar para conseguir trabalho de tradução

Mais um Guest Post no Tradutor Iniciante, recheado de dicas de marketing para os tradutores (iniciantes ou experientes).
Dessa vez, convidei o meu marido, parceiro e assessor de Marketing, Thiago Compan, para trazer dicas de um assunto que é muito importante para nós: Como conseguir trabalho. Essa é uma das maiores dúvidas dos tradutores, e como precisamos estar sempre em busca de novos clientes, o convidei para ensinar a vocês o que ele me ensina.Esse post também é um pouquinho do que vamos apresentar no Webinar do dia 03 de novembro.

Thiago, seja bem-vindo! Agora o Tradutor Iniciante é todo seu! 

 

Mesmo não sendo um tradutor, eu respiro tradução há um bom tempo. Eu vejo que o dia a dia de um profissional da tradução não é apenas traduzir, interpretar e/ou legendar, há também a venda de seu serviço para as agências e/ou clientes diretos. Antes de mais nada, você não é apenas um Tradutor(a). Vamos rever esse título pensando no seu Elevator Pitch: “Eu sou a pessoa que irá transformar sua ideia em algo global e seus clientes irão encontrar o que você faz em qualquer parte do Planeta”.

 


Sim! Como em qualquer mercado, para traduzir você deve saber vender! Odeia vender? Tem certeza? Sabe quando você convence seus amigos para ir ao lugar que você quer? Você vendeu uma ideia baseado naquilo que você quer, mas pensando nas necessidades de seus amigos, os problemas que eles mais possuem com um toque de recompensa matadora para eles, no final. Você fez uma proposta e eles aceitaram porque a argumentação foi válida para o grupo. Eles tiveram muito mais benefícios e seus problemas solucionados.

 


Agora você me pergunta: “Thiago, você veio ao Tradutor Iniciante para escrever um post sobre 5 lugares que eu não sabia que poderia aproveitar para conseguir trabalho, e você não entra no assunto?”. Antes de saber onde procurar, você deve saber mostrar os problemas que você resolve. Como a Laila falou em seu livro: “Não seja um Tradutor 007, apareça para o mundo!”. Fazendo isso, você é descoberto de qualquer maneira! Essa introdução foi necessária para mudar o seu mindset com o foco em conseguir mais trabalhos, não só ficar esperando agências e clientes diretos! Vamos começar a lista AGORA:

 


Licitação – Já tinha pensado nessa possibilidade, mas ficou latente após a palestra da Simone Resende. Ela deu essa dica e me senti muito bem. Tinha pensado que fosse bobeira, coisa da minha cabela, e como ela relatou, que era apenas “armação” ou “somente para quem é carta marcada”. NÃO! Procure licitações em Tradução pois o retorno é bem alto;

Centro de Convenções – Toda hora há convenções de tudo quanto é tipo. Desde Animes até eventos da área Médica. Entrar em contato com TODOS os Centros de Convenções de sua região irá alavancar exponencialmente sua quantidade de palavras no mês;

 


Universidades – Do Abstract até todo o Artigo Científico, há muita demanda nas Faculdades! Aproveite essa parte do mercado para fazer ainda mais networking;

Sites de Freelancers (ProZ, 99 freelas entre outros) – Aqui há muita concorrência e também bastante trabalho, sem risco de calote! É um ótimo lugar para começar caso você não tenha experiência;

 


Sites de empresas com sede em países que faça parte dos idiomas com os quais você trabalha – Desde memorandos até documentos de treinamento, as empresas necessitam MUITO de um tradutor;

 


Bônus:

 


Restaurantes – Sim! Cardápios e alguns posts nos sites dos restaurantes. Vemos na internet a tradução sofrível de diversos lugares e você pode ajudá-los! No caso dos posts, o restaurante pode pedir a tradução de receitas e chamadas que irão colocar nas Redes Sociais, ainda mais em época de Olimpíadas.

 


Hotéis e Transfers  – Muitos tradutores e Intérpretes já trabalham em conjunto com essas empresas. Pela alta incidência do Turismo, você pode aproveitar muito esse mercado;


E aí, o que achou desse post? Aproveite para deixar o seu comentário e compartilhar com todos que você conhece e sabe que irão aproveitar ao máximo!

***

Obrigada, Thiago, pelas suas dicas!

Sobre o autor:

Thiago Compan é graduado em Administração, pós-graduado em Gestão Estratégica de RH, ambos pela Universidade Estácio de Sá, master em PNL, pelo INAP, e trabalha com vendas há mais de 20 anos. Criador do blog Marketing de Conteúdo e Vendas, onde dá diversas dicas de Marketing, vendas, como inovar em seu mercado, como obter mais ideias para seus maiores problemas, entre outros.
ATENÇÃO TRADUTORES!!!

No dia 03/11, Thiago e eu vamos fazer um Webinar sobre como você irá empreender como Tradutor(a), vender o problema que você soluciona e aumentar seus ganhos! Vamos abordar desde a confecção de currículos até como fazer propostas matadoras! O link de inscrição é: http://bit.ly/WebinarValordoTrabalho.

Devido ao grande sucesso do primeiro webinar, vamos fazer uma reapresentação no dia 01/12, às 19h. Se você não conseguiu participar do primeiro, aproveite essa nova chance. Inscreva-se no webinar clicando aqui.

 

Quanto devo cobrar? 2

Se você acompanha o blog, sabe que já escrevi um post sobre Quanto devo cobrar, mas esse post é bem antigo… Escrevi logo que comecei o blog, então, os valores que estão sugeridos ali já estão desatualizados.
Quando escrevi o livro “Tradutor Iniciante: O que você precisa saber para começar sua carreira!“, ensinei um jeito de saber qual é o valor mínimo por palavra que você deve cobrar.
Se você ainda não tem o livro, veja o vídeo abaixo para saber como calcular a sua tarifa.
Se você gostou dessa dica, deixe um joinha no vídeo e se inscreva no canal Tradutor Iniciante, no #YouTube.
Para garantir seu livro, clique aqui!Veja também o post Quanto devo cobrar? 3.

Quero ser tradutor, e agora?

Algumas pessoas querem ser/começar a trabalhar como tradutor, mas não têm ideia do que fazer, como começar, etc. Eu também já tive essas dúvidas e por não conseguir encontrar as respostas, acabei indo parar em uma faculdade de pedagogia. Hoje, com a internet, existem mil blogs e redes sociais onde você pode fazer uma pergunta e encontrar várias respostas com diferentes pontos de vista.
Mas não é porque eu não tive as respostas que outras pessoas precisarão passar por isso também. Aqui no blog procuro postar assuntos que ajudem os iniciantes a tomarem suas decisões com mais confiança.
Infelizmente em nossa profissão não existe uma receita de bolo, mas algumas dicas sempre são bem-vindas, certo? E se você já decidiu que quer ser tradutor, mas não sabe o que fazer agora, esse post é para você!!!
Quero ser tradutor, e agora???
Pare e pense
Realmente quero ser tradutor? Eu sei como é essa profissão no dia a dia? Essas perguntas parecem bobas, mas não são. Muitos têm uma ideia errada sobre a nossa profissão. Conheço pessoas que se formaram, e depois desistiram por diversos motivos, e um deles era porque acharam a profissão muito solitária. Outros pensam que é molezinha só porque a maioria dos tradutores trabalha em casa. Não se iluda! Trabalhar em casa e como autônomo pode parecer muito bom, mas exige bastante do profissional.

Depois de refletir bastante sobre a profissão, fazer pesquisas e ver se realmente possui perfil para ser tradutor, vamos ao segundo passo.

(In)Forme-se
Mesmo já tendo domínio de um idioma estrangeiro e da língua materna, muitas pessoas ainda se sentem inseguras para entrar no mercado. Talvez você tenha terminado um curso de letras ou mesmo de tradução e, apesar de ter conhecimento linguístico e algumas técnicas, esteja sentido falta de algum conhecimento específico para se especializar. Talvez você esteja vindo de uma formação em outra área (direito, medicina, publicidade, etc.) e quer direcionar sua profissão para a tradução, mas sente falta de uma base linguística.E, claro, não podemos esquecer das noções de informática! O computador é nossa ferramenta de trabalho e você tem quem ter uma noção mínima de como utilizá-lo, instalar softwares, etc.

Entre em contato com profissionais que já atuam na área, seja através das redes sociais, congressos, eventos, blogs. A troca de experiência sempre é muito útil, e com certeza as pessoas terão algum curso para indicar ou alguma dica para dar.
Faça cursos, tanto para se aperfeiçoar como para conhecer as técnicas de tradução. Pode parecer bobeira, mas traduzir vai muito além de passar um texto de um idioma para o outro.
Analise e Planeje
Se chegou nesta fase é porque você já tem alguma base para ser tradutor. Agora é preciso criar um

plano de negócios para que você comece a conseguir trabalho, e para isso você deve responder as perguntas abaixo:

  • Quais serviços vou oferecer? Tradução, versão, legendagem, tradução para dublagem, interpretação, revisão, transcrição, etc.
  • Com quais idiomas vou trabalhar? Para ser tradutor a fluência não é tudo, mas ajuda bastante. Se você sabe inglês fluentemente e espanhol intermediário, por exemplo, não diga que traduz os dois idiomas. Vejo muita gente falando que sabe inglês, espanhol, italiano e francês básico. Oi?! Francês básico não faz de você um tradutor de francês. Outro detalhe: se você sabe vários idiomas, vai perceber com o tempo que trabalhará mais com um do que com outro. Não escolha trabalhar com um idioma só porque tem menos “concorrentes”. Trabalhe com o idioma que você gosta e procure se diferenciar no meio da multidão.
  • Em quais áreas vou me especializar? Se especializar em uma área, seja ela jurídica, médica, técnica, financeira, etc., é interessante já que isso é bom tanto para o cliente, como para você, pois saberá quais tipos de empresa poderá atender com os seus serviços, e não perderá muito tempo pesquisando termos específicos usados em determinadas áreas. Também é importante ter um conhecimento geral para que não fique preso às suas áreas de conhecimento.
  • Quais equipamentos vou utilizar? Pense em todos os equipamentos necessários para o seu trabalho, desde um bom computador, mesa e cadeira adequados, um bom fone (caso você trabalhe com tradução audiovisual), até as CAT e software que vai precisar. Lembre-se que você é um profissional e esses são seus instrumentos de trabalho, portanto, invista neles.
  • Quais tarifas vou praticar? Assunto polêmico, porém importante! Você até pode usar a tabela do Sintra como referência, mas só se for para cliente direto. Se estiver trabalhando em parceria com uma agência de tradução ou com um colega, verifique os valores de acordo com os orçamentos que possuem. Você pode ler mais sobre esse assuntos nos posts “Quanto devo cobrar” e “Agência de tradução x Cliente direto“.
Agora que você já passou por todas essas etapas e fez um breve planejamento do seu negócio, chegou o momento de ir para o mercado!
Eu sei que bate um certo receio, mas o momento perfeito nunca vai chegar. Sempre existirá algo que pode ser melhorado, então, dê o primeiro passo. Com o tempo você vai ganhando experiência e se aperfeiçoando.
Procure clientes, mostre para o mundo quem é você e o que você faz. E mostre que você é bom naquilo que faz!
Fonte de inspiração: blog El traductor en la sombra.