Tradução e Mercado: O Tradutor como empreendedor

No dia 25 de setembro a Estácio promoveu uma palestra gratuita sobre a Tradução e o Mercado, e a professora Simone Resende me convidou para participar da palestra, o que para mim foi uma honra!!!
Adoro dividir e compartilhar o pouco que sei, pois ao fazer isso, sempre aprendo mais um pouco. E na palestra não foi diferente! Aprendi muito com as palestras da Barbara e da Simone.
Nossa intenção era de transmitir a palestra ao vivo pelo Periscope @TradutorIniciante, que está vinculado ao meu Twitter (@LailaCompan), mas como não tínhamos wi-fi disponível e o meu 3G não estava funcionando dentro da sala, foi impossível fazer a transmissão.
Mas como eu tinha prometido que gravaria a palestra para quem não pudesse ir, e “a promise is a promise”, deixo o vídeo disponível no canal Tradutor Iniciante, no YouTube.

Todos os links falados durante a palestra estão disponíveis na descrição do vídeo, no YouTube.
Se você gostou do vídeo, deixe um joinha e se inscreva no canal! Deixe também seus comentários sobre outros assuntos que vocês queiram ver em vídeo.

Formalização do Tradutor

Há muito tempo queria fazer uma entrevista com um contador para esclarecer as dúvidas que temos quanto à nossa formalização. Sabemos que não estamos enquadrados no MEI, mas estamos no Simples, mas mesmo assim ficamos um pouco perdidos quando falamos sobre este tema.

Conheci o Eduardo quando fui trabalhar no Vinst Coworking (veja o post clicando aqui). Eduardo é contador e aceitou fazer a entrevista comigo e tirar todas as nossas dúvidas.
Vou deixar o vídeo da entrevista para vocês aqui.
Se você ainda tiver alguma dúvida, entre em contato com o Eduardo pelo telefone (21) 4102-9881 ou pelo e-mail eduardoeiras.contador@gmail.com e esclareça qualquer outra dúvida com ele.
Nós já conversamos muito após essa entrevista, e ele me disse que existem outras formas mais em conta para abrirmos uma empresa de tradução e emitir Nota Fiscal, tudo dentro da Lei, caso você não queira solicitar os serviços da Liame.
E se você ainda não se inscreveu no canal Tradutor Iniciante, no YouTube, corre!!! Agora você terá mais um lugar para receber dicas sobre a profissão!!!

Guest Post: 6 qualidades básicas essenciais de um tradutor

O post de hoje é muito especial para mim, e entra para o hall dos meus posts queridinhos, porque quem escreveu foi uma pessoa que conheci no Congresso da Abrates este ano. 
Este é um Guest Post com a minha querida Caroline Alberoni, do blog Carol’s Adventures in Translation!
Seja muito bem-vinda, Carol! O blog é todo seu!!!

6 qualidades básicas essenciais de um tradutor

Acredito que a principal
pergunta de qualquer recém-formado ou iniciante na área é: e
agora, por onde começar? Quando algo é novo e
ainda desconhecido costuma ser assustador e aparentemente difícil. No entanto,
não
há nada que a força de vontade e o desejo de aprender não
resolvam. Se você se
garante nos dois, está pronto
para começar, independentemente do que vier pela frente.
Outras características básicas e essenciais de um bom tradutor são:

1) Pesquisa: Para saber por onde começar, é necessário pesquisar. Você com certeza deve ter pesquisado para chegar até esta publicação ou blog. Precisa pesquisar para encontrar outras informações e dicas relevantes de diferentes profissionais já estabelecidos que possam ser úteis para você. Também precisa pesquisar para encontrar possíveis clientes, saber onde encontrá-los, como entrar em contato, descobrir quem é confiável e com o qual vale a pena trabalhar, o que é preciso fazer para ser um tradutor (tanto em termos formais e legais quanto em termos práticos e empreendedores), etc. Nada cai do céu. A experiência que eu tive pode ser totalmente diferente da experiência que você terá, portanto, é preciso pesquisar para conhecer várias realidades, mas também é necessário aprender por conta própria.


2) Disponibilidade: No início, é necessário mostrar-se disponível. Aliás, faço isso até hoje com clientes novos. Sempre tento fazer um esforço a mais para estar disponível para o cliente, a fim de estabelecer um relacionamento de confiança. Se você disser muitos “nãos” no começo, corre um alto risco de perder o cliente para alguém que estará mais disponível que você. Você precisará trabalhar no fim de semana? Faça-o! Você precisará trabalhar no feriado? Faça-o! Você precisará trabalhar um pouco mais que o normal? Adivinhe? Faça-o! Não tenha preguiça. Afinal de contas, ninguém começa no topo. É preciso batalhar muito para alcançar um ideal.

 3) Prontidão: No mundo do e-mail e dos smartphones, não há desculpa boa o suficiente para não responder o mais rápido possível àquele e-mail importante, principalmente se for contato de um possível cliente. Repito, alguém pode ser mais rápido e você pode perder um cliente bom por isso. Os clientes sempre merecem uma resposta em até, no máximo, uma hora. Você jamais sairá perdendo por adotar essa prática e ela poderá ser o seu diferencial.


4) Polidez: Já dizia a sua mãe: sempre use as palavrinhas mágicas “por favor”, “obrigado” e “desculpe-me”. Seja sempre educado e gentil, agradeça sempre e sempre peça desculpas se pisar na bola e errar. Não tenha medo, errar é humano. É muito melhor reconhecer o erro, desculpar-se, aprender com ele e seguir em frente que ser teimoso e perder o cliente. 

5) Pontualidade: Nunca, jamais, em nenhuma hipótese, entregue projetos atrasados! O volume é muito grande, o prazo é muito curto, você tem outros projetos/compromissos, a área é mais complicada? Tente negociar outro prazo. Não rolou? Não aceite. Peça desculpas e explique que, infelizmente, você não trabalha com aquela área, não consegue traduzir esse volume naquele prazo, já está ocupado com outros projetos, não trabalhará certo dia.
Sim, eu sei, imprevistos acontecem. Em último caso, se acontecer algum problema, avise o responsável pelo projeto imediatamente: veja se há a possibilidade de uma extensão de prazo ou avise que é possível que você atrase a entrega em 30 minutos, 1 hora, 5 minutos… Não deixe o cliente esperando sem nenhuma notícia.


6) Desejo de aprender com os erros: Esteja aberto a feedbacks. Feedbacks são fontes valiosas e inestimáveis de aprendizagem. É por meio deles que você sabe se está no caminho certo e onde precisa melhorar. Sempre leia os feedbacks fornecidos com atenção e cuidado. Anote as dicas, crie um glossário para cada cliente/conta com as preferências e assimile tudo para não voltar a cometer o mesmo erro em trabalhos futuros. Você acredita que o revisor errou em uma correção ou está em dúvida quanto a um ponto? Pergunte! O revisor também é passível de cometer erros, assim como você. Além disso, é possível que aquela regra gramatical que você acreditava que fosse verdade absoluta esteja, na verdade, errada. 

Se ama o que faz, não tem
preguiça
de trabalhar, tem força de vontade e desejo de aprender sempre mais,
você está no
caminho certo. Basta aprender com os erros próprios e de outros colegas, e tentar sempre ser
melhor.
 Ah, e quando você adquirir experiência suficiente e finalmente deixar de ser
iniciante, não se esqueça de também acolher os próximos iniciantes ensinando o que aprendeu em
todo o processo.
 Boa sorte!

***
Carol, muito obrigada por aceitar o convite e escrever este post que tenho certeza que ajudará, e muito, todos os leitores do blog. Essas dicas realmente são muito valiosas, principalmente para quem está começando!!!

Sobre a autora:

Caroline Alberoni é tradutora de inglês e italiano, especializada na área de TI. Atua na empresa Alberoni Translations. Para conhecer a Caroline melhor e receber várias dicas, visite o blog Carol’s Adventures in Translation.

07/08/2015 – Coworking Day

Pessoal, hoje vou dar a dica de um evento que não é exatamente de tradução, mas que pode ser um networking maravilhoso pra quem trabalha como autônomo.
O blog Adoro Home Office sempre traz dicas interessantes para quem trabalha em estilo home office, e uma das dicas que vi foi uma oportunidade incrível!!!
Eu sempre quis conhecer e trabalhar pelo menos um dia em um espaço de Coworking para sentir como é na prática (quem trabalha em casa às vezes se sente um pouco sozinho, né?!). Então, se você também tem essa vontade/curiosidade, chegou a oportunidade!!!

Dia 07 de agosto de 2015 acontecerá o Coworking Day!!!
Mas, o que é isso?
Uma vez por ano vários espaços de coworking abrem suas portas e permitem que você trabalhe neles sem pagar nada!!! Este é o Coworking Day: um dia de muita festa para todos os ambientes compartilhados de trabalho.
Este ano, o Coworking Day acontecerá no dia 7 de agosto. Qualquer pessoa pode participar! Basta acessar o site e se inscrever gratuitamente no Coworking de sua preferência.
As inscrições começarão na segunda-feira, dia 13 de julho!!! (Já estou ansiosa para saber se vai ter algum Coworking participando aqui no Rio de Janeiro!!!)

Para ver os espaços de Coworking participantes, clique aqui!

Para saber mais sobre o evento e para efetuar a sua inscrição, clique aqui!
Quem sabe a gente se esbarra em algum Coworking?! Assim que fizer a minha inscrição, vou divulgar no instagram @laila_compan e também na Fanpage Tradutor Iniciante para vocês!!!
Ah! Se você for participar, lembre de levar seu cartão de visita!!! 😉

Agência de tradução X Cliente direto

Percebo que algumas pessoas ainda têm dúvidas quando o assunto envolve cobrança, valores por palavra, etc. Tradutores reclamam que agências pagam pouco e por isso preferem clientes diretos, pois podem cobrar mais, cobrar o quanto quiser/achar justo. Mas você já parou para pensar no porque dessa diferença? Por que uma agência me paga R$0,07 por palavra e posso cobrar do cliente direto R$0,20 por palavra, por exemplo?

Para início de conversa, os prós e contras existem em todos os tipos de trabalho, e o nosso não seria diferente. Você pode optar por fazer TUDO ou simplesmente fazer a tradução. Veja:

  • Captação de clientes: a agência consegue cliente para você, ou você pode optar por correr atrás para encontrar o cliente no mercado.
  • Negociação: a agência entende o que o cliente quer e negocia prazos e valores, ou você precisará entender o que o cliente deseja (muitas vezes nem ele sabe explicar o que quer) e negociar prazos e valores.
  • Preparação do texto: a agência entrega o arquivo pronto para ser traduzido, ou você precisará editá-lo ou torná-lo editável para poder começar a traduzir.
  • Revisão: a agência encontra um revisor/revisa o seu trabalho, ou você precisará encontrar um colega e solicitar que faça a revisão para você (e é claro que você pagará por isso).
  • Formatação/Edição final: a agência formata/edita o arquivo para poder enviar ao cliente de acordo com o solicitado, ou você precisará fazer isso ou contratar alguém que saiba fazer (e também pagará por isso).
  • Pagamento: a agência ficará responsável pela cobrança, ou você precisará entrar em contato com o cliente para fazer isso.
É claro que eu resumi bastante o passo a passo de um projeto, mas isso é só para dar uma noção. Você também pode ver todas as etapas pelas quais um projeto passa no post “VI Congresso da Abrates – Parte 4“.
Se for resumir tudo isso, poderíamos dizer em poucas palavras que a agência de tradução faz todo o trabalho que você não quer e/ou não sabe fazer. As agências são as mediadoras entre o cliente e o tradutor e o revisor. Se um cliente estiver demorando para efetuar o pagamento, a agência fará a cobrança ou acionará os meios certos para receber o que lhe é devido, e se for uma agência séria, irá efetuar o seu pagamento independente do cliente já ter pago ou não. No entanto, se o cliente for seu… Boa sorte!!!
Não estou defendendo que agências nos paguem migalhas por palavras, mas sim explicando porque existe diferença quando enviamos nossos valores para uma agência e para um cliente direto. 
É preciso estar atento ao trabalho que teremos e ao tempo que levaremos para finalizar um projeto. E se pararmos para pensar, vocês concordam que não seria justo (para nenhuma das partes) se cobrássemos, por exemplo, R$0,34 por palavra, tanto para agência como para o cliente direto?
Valorize o seu trabalho, sim! Mas também analise o que será feito e para quem será feito, e seja justo!

Abrates: o que é e por que devo me associar?

Já faz algum tempo tenho vontade publicar um post sobre a Abrates, mas não tinha informação suficiente para explicar para vocês o que é, e por que devemos nos associar. Mas, aproveitei o Congresso da Abrates (em breve farei um post sobre o Congresso 2015) para conversar com a Daniela Liberal (Gerente Administrativa da associação), e ela me passou as informações para que eu pudesse divulgar para vocês.
Então, vamos lá!
A Abrates, Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes, uma entidade que congrega profissionais e instituições que operam na área de tradução e/ou da interpretação em todas as suas modalidades, com ênfase no idioma nacional (Art. 1º do Estatuto Social).
O que faz a Abrates?
  • Realiza cursos, oficinas e formações (gratuitas e pagas);
  • Conduz campanhas e ações em defesa dos direitos dos profissionais de tradução/interpretação;
  • Oferece benefícios aos seus associados;
  • Divulga oportunidades de trabalho;
  • Organiza encontros e eventos como o Congresso Anual da Abrates;
  • Realiza prova de credenciamento bienal;
  • Garante a presença da profissão na mídia.
Finalidades: (Art. 2 do Estatuto Social)
  • Apoiar os profissionais da tradução e/ou interpretação, através de atividades informativas, culturais e sociais;
  • Promover o intercâmbio com entidades e instituições do país e do exterior, visando a divulgação de inovações tecnológicas, de concursos e outras oportunidades profissionais no campo da tradução e/ou interpretação;
  • Promover e/ou apoiar a realização de cursos, congressos e simpósios em sua área de atuação;
  • Promover outras atividades culturais e sociais que proporcionem a seus associados oportunidades de contato e integração.
Principais atividades realizadas pela Associação:
  • Congressos
  • Reuniões
  • Credenciamento
  • Cursos presenciais e online
  • Convênios
  • Seguros
Pré-requisito para se associar: Ser Tradutor/Intérprete
 
Tipos de Associados:
  1. Estudantes
  2. Tradutores & Intérpretes (Juramentados, Assalariados, Autônomos)
  3. Empresas de Tradução
  4. Sênior – Maiores de 65 anos
  5. Isento – Maiores de 70 anos
  6. Portadores de deficiência
E agora, a parte mais interessante e a que eu sempre quis saber antes de me associar, afinal, queria saber exatamente quais são os benefícios que os associados têm, para saber se realmente valeria a pena ou não me associar.Detalhe: algumas pessoas comentaram que já foram procuradas por clientes porque os mesmos encontraram o nome delas no site da Abrates.


Principais benefícios para os Associados: (informações disponíveis no site da Abrates)

  • Fazer parte de uma Associação atuante;
  • Desconto nas inscrições para congressos e eventos, presenciais e online, promovidos pela ABRATES (em parceria com o Multitude);
  • 25% de desconto com a Econectar para desenvolvimento de site ou e-commerce;
  • Seguro de Vida + Auxílio Funeral grátis (incluso na anuidade) com a Seguradora Kampar;
  • Até 20% de desconto em Seguro de Automóveis com a Seguradora Kampar;
  • 20% de desconto em livros da Editora Outras Letras;
  • 15% de desconto para hospedagem no Hotel Alpha Ville Chalés em Lima Duarte/MG;
  • Vantagens na concessão de aparelhos auditivos no Centro Auditivo Teuto;
  • Seguro do erro;
  • Direito a um cadastro completo no site da Abrates, ferramenta para captar clientes em potencial;
  • Representação nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste para canalizar demandas e sugestões dos associados residentes nestas regiões, encaminhando-os à diretoria atual. Representantes regionais também realizam encontros, cursos e palestras nas respectivas regiões (eventos geralmente abertos a associados e não associados, mas sempre com preço especial para associados);
  • Programa de credenciamento de tradutores, com provas em computador.
  • A Abrates faz parte do CONATI (Comitê Nacional de Tradutores e Intérpretes) e participa ativamente de lutas e interesse da classe, como a busca pela redução da carga tributária atualmente cobrada dos tradutores/intérpretes enquadrados no regime Simples de tributação, de cerca de 17% para 4,5%.
No Congresso deste ano (2015) foi informado que a Abrates conseguiu uma parceria com o PayPal e os associados que tinham uma taxa de 6% a 7% passam a ter uma taxa de 4,99% + R$0,60.
Benefícios em estudo de viabilidade para os Associados:
  • Plano de saúde (esse me interessa muito!!! Não aguento mais pagar plano de saúde!!! Então, pessoal, vamos lutar pra conseguir!!! Quanto mais interessados, mais rápido conseguiremos!!!)
  • Plano odontológico
  • DIT – Diária de incapacidade temporária;
  • Previdência privada.

Se você gostou, se interessou e quer se associar, veja abaixo os documentos necessários!

Documentos para filiação de Pessoa Física:
  • Proposta de adesão preenchida (disponível no site)
  • Cópia do RG e CPF (digital)
  • Comprovante de Formação (ex: diploma de Curso de Tradução) ou
  • Comprovante de matrícula em curso de tradução (para estudantes)
  • Laudo médico para portadores de deficiência
Valores e Formas de Pagamento:
  • Estudantes – até 4 x R$40,00
  • Tradutores & Intérpretes – até 4 x 80,00*
  • Empresas de Tradução – até 4 x R$160,00
  • Sênior – até 4 x R$40,00
*E para a alegria de quem participou no VI Congresso Internacional da Abrates e quiser se associar, terá direito a 50% de desconto na anuidade, até o dia 30/06/2015 (ou seja, investirá apenas R$160,00)!!! O pagamento deverá ser feito à vista, por meio de depósito bancário direto na conta da ABRATES até o dia 30/06/2015. Para se associar, acesse o site da Abrates e preencha o formulário de adesão. E quem se associou durante o congresso não precisa se preocupar, pois terá direito ao mesmo desconto na próxima anuidade! (Esta informação está disponível na fanpage da Abrates.)É claro que eu vou me associar, e você?!

Como se organizar

Um detalhe importantíssimo é que devemos ser organizados. Como muitas vezes os prazos são extremamente apertados, é preciso saber onde localizar cada projeto para evitar a perda de tempo.
Cada profissional tem sua forma de organização. Alguns mantem suas pastas e arquivos na nuvem. Eu, particularmente, não gosto. Sou um pouco medrosa (rs). Como a maioria dos projetos que traduzo são confidenciais, fico temerosa que alguém consiga acessá-los, então tudo fica salvo no meu computador e em um HD externo o qual utilizo constantemente para fazer backup (vai que o computador acorda um dia sem querer funcionar…).
Vou deixar mais ou menos o modelo da minha forma de organização.
Crio uma pasta com o nome do cliente/agência de tradução. Dentro dessa pasta crio uma outra com o ano (2015). Dentro desta, crio uma com o mês (maio), e dentro desta, crio outras com os dias que recebo os projetos. Dentro da pasta com os dias, crio uma nova pasta com o número/nome dos projetos e dentro dessas pastas eu guardo o projeto original e o projeto traduzido. Veja a foto abaixo para entender melhor:
Desse jeito fica fácil localizar algum projeto antigo caso precise voltar nele e fazer qualquer modificação.
Quem já trabalha utilizando algum software, lembre-se que também é importante organizar suas TMs (memórias de tradução), glossários, etc.
Lembrando que este é apenas um exemplo. Funciona para mim, mas você deve encontrar a melhor forma de se organizar.
Quanto mais organizado você for, mais rápido conseguirá localizar as informações que precisa.

O que fazer se receber um texto de uma área que não é da minha especialidade?

Uma vez estava conversando com alguns colegas do grupo Tradutor Iniciante e me perguntaram com quais áreas eu trabalho e qual era a minha favorita. Respondi que trabalho principalmente com TI, Marketing e com muito material corporativo (recebo muito comunicado interno de empresas) e também faço bastantes legendas de vídeos corporativos. Mas já traduzi contratos, textos filosóficos, material infantil, e outros. No entanto, o que mais gosto de traduzir (talvez por ser o que mais faço) é o material corporativo.

Seguindo a conversa, me perguntaram o que eu faria caso recebesse um texto da área médica ou de engenharia, por exemplo. Informei que não traduzo textos assim porque não tenho conhecimento suficiente para tal trabalho. Precisaria pesquisar muito cada vez que encontrasse um termo técnico, e ainda correria o risco de entregar um trabalho não muito bom. Por fim, talvez o valor pago não compensasse meu trabalho e poderia deixar o cliente insatisfeito com relação a qualidade.
Mas então, o que faço se recebo um texto de uma área que não é da minha especialidade?
Primeiro, informo ao cliente que não costumo trabalhar com materiais dessa área e, por isso, prefiro não aceitar o projeto do que entregar uma tradução medíocre ou ruim. Os clientes gostam quando somos sinceros.
Em seguida, indico algum colega que seja especializado naquela área (até mesmo para não “deixar o cliente na mão”).
Informar que você não tem experiência ou conhecimento suficiente em determinado assunto não quer dizer que você não seja um bom profissional, mas sim que você se dedica a determinadas áreas e por isso seu trabalho é bom.
Alguns tradutores, principalmente quando estão começando a carreira, acham que devem aceitar todos os trabalhos que aparecem, independente do tema, mas não é assim. Quando você se especializa, você pode se tornar referência naquilo que faz!!! 
Jamais permita que um cliente o pressione para que aceite um projeto. Se você fizer o “favor” de aceitar um projeto para o qual não está capacitado, poderá comprometer a reputação que construiu para si mesmo.*
*Conselho retirado do livro The Entrepreneurial Linguist.

Como controlar as finanças?

Em outro post já comentei que quando um tradutor opta por ser freelancer (autônomo), ele precisa ter um bom domínio sobre suas finanças, pois o salário não é certo! Um mês você pode receber R$5.000,00 e no outro, R$500,00, por exemplo.
Quem já é tradutor há algum tempo sabe que em algumas épocas ficamos com muito trabalho, ao ponto de parecer que não vamos dar conta, e em outros momentos, os trabalhos são pingados.
Então, como fazer para controlar as finanças? Como saber se o que estou ganhando por mês é suficiente?
Eu, por exemplo, trabalho tanto em parceria com algumas agências de tradução, como para clientes diretos. Devido a isso, o meu pagamento é depositado em minha conta durante todo o mês, de acordo com o combinado com cada cliente, e não apenas no 5º dia útil ou no último dia útil do mês, como a maioria das pessoas que trabalham com carteira assinada.
Para controlar melhor o quanto ganho durante o mês e as despesas que tenho, uso o Zero Paper. Utilizo tanto o aplicativo para o celular como o site.
Se você utilizar somente como profissional, poderá incluir todos os pagamentos que recebe por seus trabalhos, assim como suas despesas fixas e variáveis. Eu, por exemplo, coloco minhas despesas com internet, luz, etc., como despesas fixas. Nas despesas variáveis, coloquei o valor investido para ir ao Congresso da Abrates, hotel, passagens aéreas. Não incluo despesas pessoais como compras dos mês, cartão de crédito, ou mesmo aquele sapato lindo que vi na vitrine e “tive” que comprar!!! Essas despesas são minhas, e não da minha “empresa”. 
No decorrer do mês você consegue visualizar o total de despesas e o total de recebimentos. O Zero Paper calcula para você o balanço de cada mês, assim é mais fácil visualizar se fechou o mês positivo ou negativo, quanto sobrou ou quanto faltou.
Essa é uma boa forma de verificar como anda o seu progresso financeiro, e é válido tanto para quem está começando a carreira agora, como para os mais experientes!
Faça o seu cadastro e controle suas finanças!

*Este não é um post patrocinado!

10 dicas para ser um bom profissional

Quem quer ser um bom profissional precisa obedecer certas regras que muitas vezes não são ditas abertamente, mas que são essenciais para diferenciar o seu trabalho no meio de uma multidão de tradutores, portanto fique atento!


Estude sempre! Um bom profissional está sempre em busca de atualizações, aprimoramentos e profissionalização. 

Faça o seu melhor! Seja para cliente novo ou para um cliente antigo, seu trabalho deve ter uma qualidade impecável.
Mantenha as informações em sigilo total! Não revele os dados confidenciais de nenhum cliente, em hipótese alguma.
Obedeça as instruções do cliente! Siga todas as instruções que o cliente passar e não altere a formatação original do arquivo, a menos que isso seja solicitado. 
Pedir ajuda não é feio! Quando tiver dúvidas ou não souber algo, peça ajuda aos colegas. Isso não fará de você um tradutor pior, muito pelo contrário.
Saiba dizer não! Se você não possui especialização e conhecimento necessário para traduzir um projeto sobre determinado tema, não aceite. Ser profissional não é saber tudo, necessariamente. É melhor ser especializado em apenas uma área, mas ser o melhor naquilo que faz, do que traduzir tudo o que aparece, e fazer um trabalho medíocre.
Seja humilde! Com o passar do tempo e com o costume de traduzir, pode ser que algumas pessoas esqueçam a humildade pelo caminho, porém um bom profissional deve ser humilde o suficiente para reconhecer os seus próprios erros.
Seja pontual! Jamais atrase a entrega de um trabalho.
Tenha ética! Não desmereça o trabalho dos colegas. Se discorda de algo não critique, simplesmente, mas sugira algumas ideias para ajudar a melhorá-lo.
Valorize seu trabalho! Se você desvalorizar seu trabalho, o cliente fará o mesmo.