Tradução Automática e Tradução Assistida

Uma das discussões que podemos encontrar no meio dos tradutores é sobre a tradução automática e a tradução assistida. Com o tempo, você encontrará pessoas que defendem a tradução automática com todas as suas forças e também quem a condene. O mesmo ocorre com a tradução assistida: há tradutores que podem dizer que essas ferramentas não são necessárias, como também, há outros que não aceitam que um tradutor trabalhe sem utilizá-las.
Mas, qual a diferença entre elas? Em que irão me ajudar ou não?
A tradução automática (MT) não é tão precisa, e tampouco pode ser comparada à tradução feita por uma pessoa, mas ajuda bastante caso o leitor não tenha ideia do que está escrito e deseja ter uma noção.
A máquina fará uma tradução rápida, porém com muitos erros, principalmente quando o texto a ser traduzido não for técnico, pois a máquina não sabe interpretar.
Para pessoas que trabalham com tradução técnica, com tradução de manuais, receitas de cozinha e textos que sigam um determinado padrão de escrita a tradução automática pode ajudar bastante. O trabalho não será perfeita! É preciso revisar e corrigir bastantes erros.
Já a tradução assistida (CAT) padroniza o texto traduzido, os termos utilizados, as frases que se repetem, pois há uma memória de tradução que guarda os termos já traduzidos anteriormente. Isso também ajuda a adiantar bastante o trabalho dos tradutores, e a maioria das agências de tradução utilizam essa ferramenta para ganhar tempo nos trabalhos, pois um arquivo com 10.000 palavras pode se transformar em um arquivo com apenas 2.000 palavras para traduzir, pois as outras 8.000 podem já estar na memória de tradução, por já terem sido utilizadas em traduções de documentos anteriores.
É muito importante conhecer ambas as ferramentas e saber como e quando utilizá-las. Um exemplo de tradução automática é aquela que vemos no famoso Google Translate, ou no Bing Translator. Em relação à tradução assistida, você pode utilizar softwares como o Omega T ou o Wordfast Anywhere que são gratuitos e excelentes para quem está começando e pretende conhecer melhor as ferramentas antes de investir em uma CAT que não seja gratuita.
Meu conselho é que você faça os testes e tire suas próprias conclusões. Procure diversos tipos de textos e traduza cada um deles usando um tradutor automático e uma ferramenta de tradução assistida para perceber as diferenças e decidir qual a melhor forma de realizar um trabalho de qualidade com a ajuda da tecnologia.

Um Comentário para: “Tradução Automática e Tradução Assistida

  1. Eugênio Apocalypsico

    “Além do conhecimento das línguas de origem e chegada”? É isso que você chama de buscar a palavra perfeita? Você tá brincando. Não, não; continue no escuro. Não vou “ensinar”. É, pelo que tenho visto, nosso país se tornou o Reino da Mediocridade. Quer exemplos? Tome: “Tempo real”, “customizado”, “proativo”, “impactante”, “pragmática tradutória” (Essa gente sabe mesmo o que está fazendo? Conhece regras de derivação? Pelo visto, não tem sequer noção de senso estético, de senso de eufonia… Que termo horrível esse tal de “tradutória”, de extremo mau gosto!) e muitas, muitas outras palavras e expressões “perfeitas” com que andaram emporcalhando nosso idioma? Para!… Estou dando uma olhadinha na tradução de “Grandes Esperanças” do famanaz, premiado, endeusado, mistificado, embasbacante, Paulo Henriques Britto. Meus Deus!… Quantas imprecisões, erros PRIMÁRIOS e coisa e tal, como “Temo” (tradução viciosa, contextualmente errônea e muito disseminada de “I’m afraid”), quando o correto, no contexto, seria “lamento”, “infelizmente”; “consolidation”, em vez de “fusão”; “de um negrume mortal” (“deadly black”, ou seja, “extremamente/totalmente negro” – segundo definição de dicionário monolíngue confiável e consagradíssimo; não vou citar a fonte, não…), quando o correto seria algo como “um espaldar de um negrume fúnebre” ou, ainda melhor, “um espaldar negro como breu”; “combinação” (arrangement, no original), quando contextualmente melhor seria, entre outras coisas, “plano, acordo”; “cidade torta” (crooked), ou seja, algo como “tortuosa”, “urbanamente desorganizada”, menos “cidade torta”! (esse é mesmo o “professor” tão decantado?); “casas vizinhas distorcidas”, mas o correto poderia ser “casas GEMINADAS desconjuntadas, desalinhadas, deformadas”, em razão, claro, da precariedade ou antiguidade da edificação, mas NUNCA “casas distorcidas” (que piada…); etc. E que texto travadão, servil o dele, cheio de “Es”, “disse, disse, disse” e quejandas porcarias, bem como uma pontuação “anglicista” e péssima… Professor, ele? Hahaha! E não estou brincando; sei perfeitamente o que estou afirmando. Provo tintim por tintim. E olhe que não traduzi ainda nem a metade dos livros que ele traduziu – estou quase lá, though. Quanta besteira deve ter feito… A propósito, tomou conhecimento do comentário que “publiquei” aqui? Se não tomou, veja:

    “Ah, então você, juntamente com jornalistas, escritores, economistas, o pessoal da Informática, profissionais da área da Medicina e outros mais, é um dos muitos que contribuíram para emporcalhar o nosso belo idioma, enchendo-o de estrangeirismos e “neologismos” absurdos e nojentos, bem como para a consagração e a criação do famigerado internetês, com todo o seu cortejo de imprecisões, absurdos, literalismos e aberrações, como “ferramentas” (tools — como serrote, martelo, chave de fenda etc.?), no lugar de “instrumentos”; “impactar” (impact), em vez de “impressionar, chocar” etc.; “dar o benefício da dúvida a alguém” (give somebody the benefit of the doubt) — não vou revelar a tradução correta, não; adivinhe se puder; “manter as coisas em perspectiva” (keep things in perspective) — também não vou revelar a tradução vernácula, de jeito nenhum; “se vire”; participar em (participate in), em vez de “participar de”; envolva-se (get involved), em vez de… adivinhe?; “célula regular” (regular cell), em vez de… adivinhe?; “átomo regular” [!] (regular atom), em vez de… adivinhe?; “compósito” (composit), em vez de… adivinhe?; “sistema imune” (imune system) — consegue adivinhar?; sistema neural (neural system) — aaaccchhh!…; “decidiu que” (decided that), em vez de… Nem te falo! Dá vontade de rir!…; “demonstração” (demonstration), hahaha!…; “interagir” (interact) — Tenho que rir! Hahaha…; “profecia autorrealizável” (self-fulfilling prophecy) — Hahaha!… Que piada! E não, não ensino, não; “empoderamento” (empowerment) — que lixo…; “preditivo” (predictive) — Hahaha! E olhe que vi uma gerente de uma grande multinacional alemã do setor de informática encher a boca para explicar o que significa “preditivo”; cosa significa?; “proativo” (proactive) — Ah, coitados!; “prevenir” (prevent) — Ahahaha!…; “atitude” (attitude) — Aaaccchhh…; “custo marginal” (marginal cost) — o ignorante que consagrou isto tinha que rasgar os diplomas e voltar pra escola; “assim chamado” (so called) — aaaccchhh…; “considera que” (consider that) — Coisa horrível! Luz nas Trevas!; “experiência” (experience), em vez de… algo mais apropriado, menos horrível e nojentamente anglicista? Recuso-me a exemplificar; “desafiar” (challenge) — depois o mentecapto é o Titica de Galinha… Daria para montar um dicionário só de estupidez, ignorância e incompetência… Médico, lexicógrafo, advogado, jornalista, historiador, professor de português e correlatos que nunca leram um manual de redação e estilo, dicionários comuns, de expressões idiomáticas, de regência verbo-nominal e que nunca estudaram profundamente o próprio idioma, não leram pelo menos alguns dos grandes da literatura nacional, tanto mundana quanto da extramundana (hehehe)?… Lexicógrafo, linguista, tradutor que nem sequer sabe pontuar corretamente as frases, pondo vírgula onde não deve existir e ponto onde é desnecessário, com uma maneira de se expressar cheia de vícios de linguagem? — A propósito, alguém aí sabe o que é vício de linguagem? — Médico que chama “húmus” de prefixo?; “antigen” de “antigênio”?; “patella” de patela?; “scapula” de “escápula”?; “sistema digestivo” de “sistema digestório”? “Intelectual” universitário usando termos como “problematizar”?; “impactar”?; “no nível macro”?; “no nível celular”? Terra da Mediocridade e dos Sabichões.

    Não tenho o Oxford bilíngue. Sinceramente, duvido que valha muita coisa. Porém, em todo caso, vou comprar ou pelo menos folhear. Só de curiosidade. Se eu achar algo errado, aviso… Mas vou logo adiantando: achei muita, muita coisa errada, imprecisões, erros de português primários, tradutês, internetês, fabriquês, artificialês, ignorantês, pobretês etc. em outras obras do gênero… Aliás, sempre que me ocorrer ou eu me deparar com uma dessas aberrações “tradutórias” — para usar um termo asqueroso, vulgar, inepto, que “tradutores” e expecialixtas andam popularizando por aí —, volto aqui para comentar. Claro, sem jamais revelar a tradução correta. Até porque, é como dizia o Mestre: se, quando lhes falo das coisas da Terra, vocês não creem em mim, imaginem se eu falar das coisas do Céu, que transcendem a experiência mundana! Não crerão nem entenderão nada!” [Publicado em pontedeletras.com, nos artigos “A busca pela palavra perfeita”, “Lexicografia” e “Português ‘Iluminado'”.]

    Ah 2… Então daqui que vem a “palavra perfeita”: “Já a tradução assistida (CAT) padroniza o texto traduzido, os termos utilizados, as frases que se repetem, pois há uma memória de tradução que guarda os termos já traduzidos anteriormente. Isso também ajuda a adiantar bastante o trabalho dos tradutores, e a maioria das agências de tradução utilizam essa ferramenta [=antigamente, neste caso, os bons tradutores e escritores diziam “instrumentos”; tem culpa a “tradução assistida”, expressão que é também, aliás, uma tradução malfeita, uma aberração linguística, de CAT!] para ganhar tempo nos trabalhos, pois um arquivo com 10.000 palavras pode se transformar em um arquivo com apenas 2.000 palavras para traduzir, pois as outras 8.000 podem já estar na memória de tradução, por já terem sido utilizadas em traduções de documentos anteriores.”? Que absurdo! Isto é desonestidade! Descaso! Eis aí também outra origem desse monte de porcarias, da consagração desses textos horríveis, imprecisões, neologismos absurdos! [Publicado em pontedeletras.com]. Claro, na verdade eles não vão “publicar”. Afinal, não teriam coragem…

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