Meu 1º trabalho como intérprete – Parte 3 – Como foi a experiência do 2º dia

Vamos para o segundo dia de trabalho (domingo) que não estava no script, mas apareceu de última hora e eu topei, é claro, até porque amei ser intérprete (apesar do estresse e da tensão).

O dia amanheceu chuvoso e eu estava cansada, então coloquei uma roupinha básica e dessa vez sem salto! Fui de sapatilha mesmo (bonitinha, mas de sapatilha).

Da pra perceber minha cara de sono, né?! rs

Como era o último dia do Congresso, as atividades foram apenas até às 13h. Neste dia eu fiz uma interpretação consecutiva sussurrada, porque nesta mesa redonda havia uma brasileira, um americano e um francês, e entre todos os ouvintes, apenas uma pessoa só sabia espanhol. Então, sentei ao lado dessa pessoa e conforme era feira a interpretação consecutiva para o português, eu fazia para o espanhol.

Foi incrível perceber como essa pessoa ficou grata. Ela me agradeceu várias vezes quando terminou a mesa redonda, pelo fato de ter podido entender o que estavam falando.

Ao terminar, me pediram para acompanhar o Presidente da Organização do Congresso, pois precisava se comunicar com os membros da Asociación Gestáltica del Uruguay. Continuamos com a interpretação consecutiva, quando necessário (pois algumas coisas tanto brasileiros como uruguaios conseguiam entender), então eu estava ali como um socorro para esclarecimento de alguma frase para que não houvesse entendimento errado do que estava sendo dito.

Após esse momento, houve o encerramento do Congresso, também com a presença de pessoas de diversos países, e aproveitei para colocar os fones e prestar atenção na interpretação simultânea que estava sendo feita por alguns colegas na cabine.

Com certeza esses dois dias me ensinaram muitas coisas! E a parte técnica do que aprendi (com o esperado e com os improvisos) eu vou contar para vocês no próximo post (que será o último da série “Meu 1º trabalho como intérprete”).

 

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