7º Congresso da Abrates – Resumão

Toda quarta-feira é dia de vídeo novo no canal!!! Se você ainda não está inscrito, é só clicar aqui e ficar por dentro das novidades!!!

Geralmente não publico os vídeos do canal aqui no blog, mas esse mereceu, então, se você ainda não viu, basta clicar no play!

Por favor, não riam! Parece exagero, mas a pessoa não está acostumada com o frio!!! Não estou sabendo lidar com esse clima europeu que nunca tivemos no Rio de Janeiro… rs

Como prometido, vou deixar as fotos nesse post para que cada um pegue a sua… rs

Ah! E algumas das fotos que estão aqui são “roubadas” de algumas pessoas que já compartilharam e me marcaram no Facebook… rs

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Me senti muito baixinha nessa foto… rs

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Mais uma pra minha coleção!!! =D

Amei conhecer cada pessoa! Vocês são uns fofos!!!! Não tenho palavras para descrever o carinho dos leitores! Só posso dizer MUITO OBRIGADA!!!!! Vocês moram no meu <3!!!!!!

Ah! Se por acaso alguém tiver fotos comigo ou da palestra, por favor, manda pro email contato@tradutoriniciante.com.br!!! rs

5 insights que tive no 7º Congresso da Abrates

5 INSIGHTSQUE TIVEDURANTE O CONGRESSO - tradutor iniciante

Esse ano não vou fazer post resumindo as palestras, como fiz no ano passado, por dois motivos: esse ano fui para o Congresso com um olhar diferente. Mais do que aprender nas palestras, eu queria contatos! Quanto mais gente eu pudesse conhecer, melhor. O outro motivo é o fato de não querer que ninguém se acomode.

Pelo fato de ir ao Congresso com uma nova visão, durante evento eu tive vários insights e trouxe 5 deles para compartilhar com vocês.

Não espere ficar perfeito. Vai, e faça o seu melhor! Não sei vocês, mas eu sou uma pessoa muito perfeccionista. Por um lado isso é bom, porque nós temos que fazer o nosso melhor, mas se você perceber que está chegando aos extremos, tome cuidado! O perfeccionismo não pode te travar. Lembre-se, feito é melhor que perfeito!

Menos desculpa e mais ação. Sucesso é para quem levanta e faz! Esse insight eu tive no domingo de manhã, quando estava saindo de casa, último dia do Congresso. Na noite de sábado para domingo choveu muito aqui no Rio de Janeiro, e eu confesso que bateu aquela vontade de continuar na minha cama, embaixo do edredom e dormir até tarde. Por que eu não fiz isso? Porque eu quero crescer na vida. Tenho sede de conhecimento, e isso é maior do que a minha melhor desculpa. Muita gente (não apenas tradutores) reclama que a vida está ruim, que a situação está difícil, mas ao mesmo tempo não faz nada para mudar. Cada um tem a sua prioridade. Uns preferem sair no domingo às 7h da manhã para fazer um curso, participar de um congresso, ou mesmo trabalhar normalmente, e outros preferem dormir, fazer um churrasco ou ficar sentado no bar tomando uma “gelada”. Depois só não vale reclamar que não tem trabalho ou não tem dinheiro, hein?!

A vergonha e a timidez não abrem portas. Crie técnicas para vencê-las e mostrar o seu potencial ao mundo! Assim como o perfeccionismo, a vergonha também impede que você tenha sucesso. E eu posso garantir isso, afinal eu sou muito tímida!!!! O pessoal que me conheceu no Congresso achou que eu estava brincando quando falava isso, mas é verdade, eu sou tímida! O caso é que me esforço muito para não transparecer essa timidez. Eu preciso me vender e vender o meu serviço, e para isso, não posso ser tímida. Ainda não está convencido? Veja o primeiro vídeo do canal do youtube e um dos mais recentes. A diferença é incrível! Cada um tem a sua técnica para vencer a timidez. Se vocês quiserem, eu conto qual foi a minha. E, fato: quando você esquece a timidez, as portas se abrem!

Foque nos bons exemplos! Esse foi um dos primeiros insights que tive durante o Congresso (já perceberam que estou escrevendo tudo fora da ordem, né?! rs). Na sexta-feira, antes do workshop de Tradução para Dublagem, fiquei assistindo alguns Snaps para passar a hora, e vi um do Murilo Gun. Ele estava falando sobre exemplos. Muitas vezes olhamos apenas para aquelas pessoas que estão fazendo algo errado e esquecemos de olhar para quem está fazendo certo. Se você admira alguém, siga os passos dessa pessoa. Comece a pensar nessa pessoa como sua mentora. Eu, por exemplo, tenho vários “metores secretos” na tradução e procuro seguir os passos deles. Presto atenção no fazem que dá certo e adapto para mim. Precisamos de bons exemplos para nos inspirar!

Comece com pouco, porque quando você quer abraçar o mundo, você desiste. Sabe aquele momento que a gente tem uma ideia e coloca toda a nossa energia naquilo e quer fazer mil coisas ao mesmo tempo? Calma! Faça uma coisa de cada vez. Vou usar o Tradutor Iniciante como exemplo: primeiro veio o blog. Um ano depois, a Fanpage, e só no ano passo é que surgiu o canal. Talvez, se eu tivesse começado o blog, a Fanpage e o canal ao mesmo tempo, não tivesse dado certo. Todos esses canais de comunicação que tenho com vocês exigem tempo e dedicação. É preciso começar com pouco para ir se acostumando à uma nova rotina, e com o tempo ir acrescentando novos desafios.

Eu tive outros insights durante o Congresso, mas foram mais pessoais, mas separei esses 5 porque achei que seria interessante para vocês.

Quem mais teve insight durante o 3 dias de Congresso? Deixa aqui nos comentários!!!

 

10 motivos para participar do Congresso da Abrates

Achou que essa semana não ia ter post, né?! Atrasei o post dessa semana porque queria publicar sobre alguns motivos que você tem para ir ao Congresso da Abrates.
Talvez muitos achem que é caro, ou que é um evento que não é tão importante e que não fará diferença na sua vida profissional. Eu pensava assim, e só no ano passado (2015) que eu decidi participar de um congresso e fiquei encantada e arrependida de não ter participado dos anteriores. Acredito que exista muita gente que pensa como eu pensava, e por isso eu fiz esse vídeo para mostrar um pouquinho do que você ganha ao participar do congresso.

Os links mencionados no vídeo estão na caixinha de descrição do youtube. Para ver, clique aqui.
Se ainda ficou com alguma dúvida se deve ou não ir ao congresso, veja os posts sobre o congresso do ano passado:

03, 04 e 05/06/2016 – 7º Congresso Internacional da Abrates

Finalmente a Abrates disponibilizou a programação do 7º Congresso Internacional de Tradução e Interpretação e posso publicar o post com as informações para vocês!!! =D
Antes de mais nada, quero informar-lhes que este ano, esta que vos fala escreve será uma das palestrantes!!!! =D (É muita emoção, genteeee!!!) Quero ver todo mundo acordando cedo no sábado, hein?! Não atrasem!!!
Este ano o Congresso será aqui no Rio de Janeiro, no Centro de Convenções SulAmérica (bem que a #SulAmérica podia ter uma parceria com a #Abrates, de plano de saúde para os associados, né?!). O acesso é bem fácil, principalmente para quem for ao congresso de metrô. Quem estiver na linha 1 pode descer na Estação Estácio e ir pela Prefeitura até o local do evento. Quem for pela linha 2, desce na Estação Cidade Nova, atravessa a passarela até o final e vai andando até o local.
Não vou dar indicação de lugares para almoçar porque não conheço muito bem o local (quase não vou para aquele lado), mas sei que lá tem tem um restaurante japa/mex (rodízio) que estou louca para conhecer.
Ano passado vocês pediram encontro lá em SP. Este ano não estou pensando em fazer para não coincidir com alguma confraternização que a Abrates possa promover, como aconteceu ano passado, para não causar conflitos.
Sem mais delongas, para quem quiser mais informações, basta acessar o site da Abrates e aproveitar a inscrição com desconto até o dia 10/04. Lá você também encontra dicas de hotéis para se hospedar.
Veja a programação do evento nas fotos abaixo:
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Quem vamos???
Mais alguém está ansioso???? o/

VI Congresso da Abrates – Parte 5 (final)

Chegamos ao último post sobre o Congresso da Abrates!
E nesse post vou falar sobre o Keynote Speaker #3 – “Falei bobagem. E agora?” com o Ulisses Wehby de Carvalho.
Quem acompanha o blog sabe que já citei o Ulisses e o Tecla Sap por aqui algumas vezes. Eu já companhava o Ulisses pela internet (blogs, entrevistas, podcast…) e adorava. Digamos que agora virei fã de carteirinha!!! (Ainda existe isso ou estou ficando velha???) Sem falar do conhecimento e experiência que ele tem, também é uma pessoa super simpática!
Fiquei igual criança (de tão alegre) depois que consegui tirar foto com ele!!! rs
Bom, mas vamos ao que interessa!!! rs
Errar é humano, todos sabemos. Mas, como dito na palestra, “ao intérprete não é concedido o direito de hesitar!” É preciso ter e transmitir confiança. Mesmo assim, às vezes acontecem alguns erros que podem ser causados por vários motivos como:

 

  • Lacuna cultura/linguística: falha no áudio, sotaque, mau uso do microfone
  • Deduções equivocadas: é preciso ter cuidado com palavras sem gênero como manager, cousin, nurse, pois podemos traduzir como masculinas e depois descobrir que são femininas
  • Attention split
  • Assunto difícil
  • Orador difícil
  • Som ruim
  • Relay (esperar traduzir do francês para o inglês para então traduzir para o português). Isso também pode fazer com que a qualidade final fique aquém
  • Interferências mil (qualquer coisa que tire a sua atenção)
  • Excesso de confiança (“Há uma linha muito tênue entre a confiança e a arrogância”)
Também precisamos saber lidar com os elogios e com as criticas. Muitas vezes, tanto um como o outro são infundados, principalmente quando há a possibilidade de comparar a tradução com o original, como na interpretação e na legendagem. Recebemos criticas e elogios que muitas vezes são infundados.
O intérprete também precisa saber controlar suas emoções, e isso vai muito além do riso e do choro. É preciso controlar inclusive sua vontade de ir ao banheiro!
Quanto às piadas, geralmente o intérprete não tem tempo para explicá-las, então, há duas opções: ou traduz do jeito que foi contada, ou faz uma adaptação para que seja melhor entendida pelo público ouvinte.
O Ulisses também contou algumas experiências do dia a dia como intérprete e gravei duas delas. O vídeo está um pouco tremido, mas não tinha como não rir… rs
Para terminar, uma reflexão: “O que a gente faz não é ciência exata. Pode acontecer alguns erros. Mas não podemos deixar que um deslise estrague todo o resto”.
No final da palestra, Ulisses contou que está se aposentando como intérprete e vai se dedicar ao blog como uma forma de retribuir e ajudar outras pessoas. No momento das perguntas, alguém levantou a ideia dele dar aulas para quem quiser ser intérprete, em algum curso. Confesso que eu amei a ideia!!! Adoraria ser aluna dele, afinal, a gente aprende não apenas com a teoria e a nossa prática, mas também com a experiência dos colegas!
No encerramento já fomos informados que o próximo Congresso será no Rio de Janeiro (OBAAAA!!!!), mas ainda não temos data. Assim que a Abrates divulgar informarei aqui no blog!
Só posso dizer que adorei participar do Congresso! Foi muito bom conhecer pessoas que conhecia apenas pela internet. Amigos virtuais que se tornaram reais! Pessoas que não conhecia e passei a conhecer, e agora mantemos contato, seja pelo Facebook, Twitter, LinkedIn… Trocamos muito mais que cartões de visita: trocamos experiência, o que é muito mais enriquecedor!
Guardarei a lembrança desse momento eternamente! E as fotos, claro, não poderiam faltar!!!
Para quem não nos conhece: somos as moderadoras do Grupo Tradutor Iniciante.
Os moderadores não estavam presente no Congresso.
Aguardo vocês no VII Congresso da Abrates!!!!

VI Congresso da Abrates – Parte 4

O que dizer sobre o último dia do congresso? Acho que guardaram o melhor para o final!!! rs
O último dia foi um dia muito “complicado”, “difícil”, pois havia várias palestras que estavam sendo oferecidas no mesmo horário e eu não consegui me dividir em 2 ou 3 pra dar conta de participar de todas… rs Estou pegando um pouquinho de informações de algumas palestras que gostaria de ter ido no blog da Caroline Alberone, que já disponibilizou 2 posts falando sobre o Congresso da Abrates.
Bom, vamos à primeira palestra do dia!
Palestra 1Gerente de projetos: de onde vem, para onde vai? – Mitsue Siqueira e Bruno Fontes
Os palestrantes mostraram como funciona um pouco do dia a dia de uma agência de tradução, e principalmente o que o gerente de projetos faz.
O gerente de projetos, também conhecido como PM (Project Manager), é o responsável pelo projeto e deve atender a: escopo, prazos, custos. Um PM deve identificar oportunidades de negócio, indicar potenciais riscos, definir alocação e disponibilidade de recursos, gerenciar prazos e custos, alinhas todos os envolvidos no projeto, acompanhar e dar suporte, solucionar problemas, garantir a satisfação do cliente, dar feedback.

Mitsue e Bruno também explicaram toda a rotina de um projeto e por quais departamos passa desde o momento do envio do orçamento para o cliente até a entrega. São tantos detalhes para que ao final o cliente possa ter um serviço de qualidade, que não foi possível deixar todos os passos em apenas um slide. Vejam as fotos abaixo.

Foi pontuado também que quando um tradutor ou um revisor atrasa a entrega do arquivo, todo o restante do projeto também atrasa, então, quando alguém pergunta se você consegue fazer um trabalho dentro do prazo X, informe com toda a sinceridade se será possível ou não realizar esse projeto. Caso seja possível, mas por algum motivo aconteceu um imprevisto e será preciso atrasar um pouco a entrega, informe com antecedência para que todos possam se reorganizar!
Palestra 2De generalista a especialista: o que há no meio do caminho? Uma perspectiva para o tradutor principiante – Lorena Leandro
A segunda palestra foi da Lorena Leandro, criadora do blog Ao principiante (também cheio de dicas para quem está iniciando a carreira).
Essa palestra foi cheia de dicas maravilhosas para quem está começando agora, e uma delas foi escolher uma área para se especializar, e que seja de preferência algo com o qual você já tenha algum tipo de afinidade ou experiência. Caso você escolha uma área que já possui muito tradutor especializado, mostre seu diferencial para conquistar o cliente e o seu espaço no mercado.
Se você conhece alguém que trabalhe em alguma área do seu interesse procure entrar em contato com essa pessoa e conversar com ela, pedir indicação de materiais para ler e estudar os termos técnicos e jargões utilizados.
Outra dica muito interessante é fazer cursos (online ou presencial) para aprender e para incrementar seu currículo.
Identifique as oportunidades no caminho! Às vezes estamos buscando uma coisa e outra começa a surgir. Por exemplo, estou querendo trabalhar com legendagem, mas estão surgindo várias oportunidades com tradução literária, então, vou investir e me especializar nesta área! E, em alguns casos, uma área de afinidade pode se tornar uma área de especialidade.
Para finalizar, Lorena também deu algumas dicas para que o tradutor principiante (e o experiente) se mantenha no caminho:
  • Para se especializar é preciso ser organizado.
  • Poupar tempo com organização é essencial.
  • Especialização é uma constante. É preciso se atualizar sempre para manter-se no caminho.
Palestra 3A primeira impressão é a que fica: como criar sua marca e destacar-se como profissional – Caroline Alberoni
Sem dúvida essa palestra foi incrível! Por incrível que pareça, dias antes de assistir e aprender todas as dicas de como criar nossa marca, estávamos o marido (meu assessor de marketing) e eu preparando a nossa marca, logo e tudo o que a Caroline ensinou na palestra. (Quando estiver tudo pronto, mostro para vocês como ficou!)
Para começar, Caroline falou sobre a criação da marca, e para isso o ideal é fazer um brainstorming:
  • O que eu faço? Quem sou?
  • Tem que ser algo fácil de falar e de lembrar
  • Pedir conselho para família e amigos também é válido
E claro, nossa marca tem que envolver não apenas algo físico, mas também nossos valores, características do negócio e a percepção do cliente (principalmente quando você não estiver por perto). Temos que facilitar para o cliente nos encontrar. Temos que “nos entregar de bandeja para o cliente”.
Então, após pensar em um nome para a sua marca, é preciso pensar no logotipo, e este deve ser:
  • memorável, exclusivo, e deve transmitir a sua essência/valores;
  • simples, mas não sem graça, e inesquecível (fuja do comum).
Pense também nas cores. Lembre-se que há muitas marcas que conseguimos reconhecer apenas pela cor, sem que precisemos ver o logo completo.
Depois que criar tudo isso, divulgue!!!
Crie também um site profissional utilizando um domínio próprio. Se possível, traduza o site para os idiomas com os quais você trabalha. [Se vocês quiserem, é só deixar um comentário no final desse post que depois ensino como fazer.]
Crie cartões de visitas e coloque nele somente informações importantes.
Quando criar um domínio para o seu site, crie também um e-mail profissional e junto com o e-mail, crie uma assinatura personalizada (seu nome, o que você faz, seu logo, seu telefone e seu site).
E, mais uma vez, divulgue!!! “Apareça e cresça! Você só vai crescer se aparecer!”
Palestra 4Ferramentas CAT: conselhos para uma escolha inteligente – Paula Alícia Ferrari
Nesta palestra foram apresentadas 3 CATs diferentes: SDL Trados, Memo Q e Wordfast, já que são as mais utilizadas e solicitadas por agências de tradução.
Todas possuem versões de teste (aproximadamente 1 mês) para quem quiser conhece-las na prática, podendo adquirir depois a versão que mais atenda o seu perfil de trabalho.
Palestra 5O ABC das CATS: o que você nunca se atreveu a perguntar – Jorge Davidson
Mais uma palestra sobre CATs, porém dessa vez mais voltada para os iniciantes.
O Jorge é um dos professores da Pós-graduação de Tradução da Estácio e em sua palestra ele explicou mais detalhadamente como uma uma CAT Tool e para que serve, além de diferenciar as CATs dos Tradutores Automáticos.
Uma CAT uniformiza o texto (segmentos e terminologia), melhora a qualidade da tradução, mas não traduz nada sozinha. Utilizando um CAT não há risco de pular alguma parte do texto no momento em que se está traduzindo.
Tudo o que é traduzido é guardado em um TM (memória de tradução) que pode ser usada futuramente no mesmo arquivo ou em outros, caso apareçam segmentos iguais ou parecidos, o que além de uniformizar o texto, como foi dito anteriormente, nos poupa trabalho de digitar e traduzir novamente a mesma coisa.
Palestra 6Batalhas de um tradutor iniciante – Ana Honrado
Tentei, juro que tentei me dividir para assistir duas palestras ao mesmo tempo, mas não consegui! Como já conhecia o Jorge Davidson, conversei com ele que sairia no meio da palestra para ir à outra, mas quando cheguei nesta, a Ana já tinha terminado e estava autografando os livros. =(
Bom, não consegui participar da palestra, mas foi um prazer enorme conhecê-la pessoalmente!
Não sei se vocês lembram, mas ano passado ela entrou em contato comigo e fiz um post sobre o livro Batalhas de um tradutor iniciante. Então, se quiser saber um pouquinho mais, é só clicar no link!!!
E essas foram as últimas palestras do VI Congresso da Abrates!
Pausa para o almoço!!! rs
No próximo post (e último sobre o Congresso), contarei como foi o Keynote Speaker com o Ulisses Wehby de Carvalho!!! Já adianto que foi muito bom e divertido!!! Aguardem!!!

VI Congresso da Abrates – Parte 3

 

Voltando do almoço (ainda no dia 06), após conversar e conhecer pessoalmente algumas pessoas, trocar muitas ideias e discutir um pouco algumas questões sobre a nossa profissão, voltamos para as palestras.
A princípio tinha pensado em assistir duas palestras sobre interpretação, mas depois mudei de ideia e resolvi participar da mesa redonda composta por vários representantes de diversas associações (mas acho que teria valido mais a pena se eu tivesse optado pelas palestras).
Para encerrar as atividades do dia, o Keynote Speaker #2 foi com o Renato Beninatto, que falou sobre o Brasil no Panorama mundial da Tradução.

 

Algo que foi mencionado e que eu costumo dizer não apenas para os tradutores iniciantes, mas também paramos mesma é que não importa se já existe muito tradutor de espanhol ou de inglês no mercado. “O mercado de tradução aberto da liberdade para que os melhores tradutores se destaquem pelo seu trabalho”.
E para encerrar a palestra, Renato Beninatto nos mostrou um vídeo que a princípio pareceu estranho, mas que exemplificou perfeitamente a mensagem que ele queria passar. O vídeo está disponível no youtube com diversos nomes e diversas narrações diferentes.
Veja o vídeo, inspire-se e motive-se!

 

Aguardem que ainda temos mais um dia de Congreso!!!!

VI Congresso da Abrates – Parte 2

O primeiro dia do Congresso foi maravilhoso como contei para vocês no outro post. O grande “problema” da noite, ao receber a programação, foi decidir para qual palestra iríamos. Muitas era interessantes, mas infelizmente ainda não conseguimos nos dividir para estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, então, o jeito foi optar por uma palestra e depois, correr atrás dos colegas que estavam assistindo as outras para contar como foi.

 

Neste post vou contar como foram as palestras do dia 06/06.
1ª Palestra: Interpretação de premiações com transmissão ao vivo pela TV (Felipe Cichini Simões)
Quem acompanha o blog e a fanpage sabe que estou começando a ir para o lado da interpretação. Estou doida para fazer o curso da Pós-graduação da Estácio de Interpretação de Conferências, mas enquanto não abre turma de espanhol, vou pesquisando e aprendendo tudo o que puder por minha conta. Então, não reparem caso eu tenha assistido algumas palestras sobre essa área.
O Felipe explicou que há algumas diferenças entre a simultânea de conferências e a de premiações que passam na TV. Na primeira, pode haver um atraso entre o que o palestrante diz e a tradução, mas na TV isso não pode acontecer, porque quando começa o comercial, cortam a transmissão e o telespectador fica sem saber o final da fala traduzida. Sendo assim, é preciso fazer quase que uma dublagem.
É importante manter a entonação usada pela pessoa que está sendo interpretada, porém, se ela contar uma piada, o máximo que você pode fazer é adaptá-la, pois não há tempo para explicar a piada que foi traduzida. E caso esteja interpretando do inglês para o português, por exemplo, e do nada a pessoa começa a falar francês, o intérprete não precisa traduzir e nem mesmo comentar que a pessoa está falando outro idioma.
Essa palestra foi muito interessante para mim, pois já comecei a pegar algumas dicas para quando for começar a estudar/atuar como intérprete (mais vezes).

2ª Palestra: O tradutor e os 7 pecados capitais (Veronica Colassanto)

Essa segunda palestra foi muito voltada para iniciantes, então, adivinha qual foi a primeira coisa que veio à minha cabeça??? Isso mesmo! Vou anotar tudo e postar no blog!!! rs
A Veronica começou a palestra falando algo que eu já tinha percebido e que tenho certeza que alguns de vocês também já notaram por aí: Nós encaramos o nosso trabalho com entusiasmo e prazer enquanto muitas pessoas saem de casa tristes para ir trabalhar.
Ela também pontuou 4 atitudes essenciais que precisamos ter durante nossa carreira, mas principalmente no início (que é o momento mais difícil)
  • Autoconfiança – é preciso confiar no seu trabalho, estabelecer metas reais e atingíveis.
  • Perseverança – principalmente nas épocas ruins. Enquanto há épocas que parece que não vamos dar conta de tantos trabalhos, há momentos que não chega nem um e-mail. Mas o importante é não se desesperar.
  • Coragem – O que nos amedronta é viver daquilo, ter sucesso e viver disso. Estamos tão acostumados com a vidinha normal, de trabalhar em algo que não gostamos, mas estamos acomodados com o salário, ou porque o local de trabalho fica perto que casa, que quando pensamos em viver daquilo que realmente gostamos de fazer e ter sucesso, ficamos amedrontados.
  • Disciplina – Cumprir com a nossa palavra é algo essencial! Se você diz que vai entregar o trabalho até às 18h, faça o possível e o impossível para conseguir. Crie também uma rotina de trabalho.
E, chegando aos pecados capitais…
  1. Gula – em alguns momentos queremos fazer tudo o que chega e, às vezes, não dizer NÃO ao cliente pode prejudicar a qualidade e a entrega de um trabalho. Precisamos tomar cuidado para não virarmos trabalhadores compulsivos. É preciso buscar a moderação.
  2. Luxúria – Verifique se o trabalho vale a pena. Às vezes um cliente aceita pagar um ótimo preço por palavra, mas o conteúdo é tão ruim de ser traduzido (seja por não ser sua área de especialidade ou porque o texto está mal escrito) que o valor que será pago acaba não valendo a pena, e pior, nos desgasta. Busque sempre o equilíbrio, tanto na vida profissional, como na vida pessoal.
  3. Avareza – Seja generoso. Quando você ajuda com conhecimento, as pessoas terão prazer em ajudá-lo. Ninguém pode roubar ou tirar o conhecimento de nós. Não precisamos ter medo achando que ao ajudar um colega vamos perder o nosso lugar. Apenas perderemos a nossa posição se deixarmos a desejar com nosso trabalho. Por isso, faça sempre o seu melhor!
  4. Inveja – Não se preocupe com o colega que está sempre com muito trabalho e consegue que lhe paguem uma boa tarifa. Lute para conseguir o que você deseja! Lembre-se: para o progresso 10% do que você precisa é talento e 90% é esforço. Acredite em você mesmo e tenha paciência! Ninguém vira um bom profissional da noite para o dia.
  5. Ira – Seja educado. A falta de educação fecha portas. Se queremos ser respeitados, a educação faz parte disso. Use suas energias para coisas boas. E, mais um lembrete: todo mundo acaba sendo conhecido (pelo lado bom ou ruim).
  6. Vaidade – Somos eternos aprendizes e muitas vezes aprendemos com o trabalho dos iniciantes. Precisamos reconhecer que somos falíveis. Precisamos reconhecer nossos limites e capacidades, e trabalhar para superá-los (mas também devemos valorizá-los).
  7. Preguiça – Não traduza o primeiro termo que vem à cabeça. Pesquise e analise a área que está sendo traduzida. E siga estes passos quando realizar um trabalho: Pesquise, revise criteriosamente e atualize-se (saia do comodismo da experiência).
Essa mensagem foi muito importante para mim, e acredito que também poderá ajudar quem ainda está iniciando a carreira.
3ª PalestraUm intérprete ganha o quanto cobra? (Richard Laver e Raquel Schaitza)
E mais uma palestras voltada para a interpretação… rs
Mas apesar do foco ser na interpretação, podemos também pensar na tradução.
O Richard e a Raquel fizeram uma pesquisa com aproximadamente 50 intérpretes, analisaram as respostas e levaram os resultados.
Pudemos verificar que por mais que você siga a tabela de valores de referências do Sintra para cobrar por um trabalho, é preciso lembrar que:
  • temos gastos (consumo pessoal, impostos, plano de saúde, férias, previdência, aposentadoria, poupança, investimentos profissionais);
  • gastamos tempo (enviando e-mail, estudando, fazendo nosso marketing, indo a eventos)
Isso faz com que não recebamos de fato aquilo que cobramos do nosso cliente.
Então, como estabelecer os meus valores? Como calcular o orçamento para um trabalho?
  • Pense em quanto tempo você vai precisar para finalizar o trabalho (inclua o tempo que pode ser gasto com pesquisas e estudos)
  • Envie sua proposta mostrando ao cliente o porquê daquele preço. Mostre o valor do seu trabalho.
Lembre-se: “Tarifas têm que ser baseadas em dados concretos, não podem ser tiradas da cartola, nem cobradas ‘porque sim’!”.
4ª PalestraTeoria x Prática na interpretação: o que se ensina é o que se pratica? (Anelise Gondar e Natália Taddei)
Oops! Mais uma palestra sobre interpretação! Mas essa foi a última que assisti sobre interpretação. rs
Essa palestra teve como foco a parte mais técnica da profissão de intérprete, o que pra mim foi ótimo para já começar a pensar no que está por vir… E, acreditem, fiquei chocada quando ouvi que para falar e ouvir simultaneamente é preciso, aproximadamente, 6 meses de treinamento intenso.
Algumas estratégias de interpretação foram:
  • Compreensão/condensação – precisamos produzir uma versão mais concisa, sem informações repetidas;
  • Omissão/elipse – omite parte da mensagem: problema de compreensão ou memória;
  • Aproximação/atenuação – não encontra um equivalente ideal e produz sinônimo, hiperônimo, versão menos precisa;
  • Paráfrase/explicação – explica o significado do termo quanto não há ou não encontra correspondente;
  • Transformação morfossintática – expressa o significado da mensagem original com construção sintática diferente
  • Transcodificação/calque – tradução palavra por palavra;
  • Reformulação paralela/substituição – inventa algo mais parecido ou menos plausível no contexto ou substitui o termo;
  • Correção/repair – se dá conta de que interpretou algo errado ou que há uma solução melhor e decide fazer uma correção;
  • Evasão/neutralização – não se compromete com uma determinada posição e deixa que o ouvinte decida;
  • Restruturação/mudança de ordem – muda a ordem do discurso fonte tornando o discurso meta mais idiomático;
  • Inferência – recupera informações perdidas ou incompreensíveis com base no contexto;
  • Não correção/no repair – opta por não corrigir um erro identificado;
  • Frase incompleta – usa fala fragmentada, para no meio da frase e omite grandes unidades de sentido do discurso fonte;
  • Repetição – repete elementos já interpretados na forma de sinônimos ou equivalentes.
Cada palestra de interpretação me fez sentir ainda mais vontade de começar logo a pós-graduação nesta área!!! Vontade de aprender todas as técnicas e tudo o que puder!! rs
5ª PalestraComo, pelas circunstâncias, me tornei uma agência (Raquel Lucas de Sousa)
Me identifiquei muito com o que a Raquel falou em sua palestra. A história de como ela começou foi bem parecida com a minha (só que eu ainda não virei agência… rs… Mas quem sabe um dia…rs).
É preciso enxergar as oportunidades que aparecem na nossa frente. Ela comentou que recebia e-mails solicitando a realização de trabalhos em idiomas que ela não sabia, serviços que ela não prestava, mas recebia pedidos de informações que poderia fornecer (que eram desconhecidas pelo cliente), então, começou a fazer o seu marketing pessoal: informava ao cliente que ela não fazia o serviço, mas conhecia alguém que sabia fazer, assim, ela iria resolver o “problema” do cliente.
Para isso ela precisou identificar os conhecimentos que tinha:
  • administração de tarefas com facilidade;
  • proatividade;
  • conhecimento de colegas que trabalham com determinados pares de idiomas;
  • conhecimento suficiente do mercado;
  • possuir as informações que o cliente precisa.
E para conseguir clientes é preciso:
  • Ter postura;
  • Transmitir confiança;
  • Transmitir segurança;
  • Ter uma rede de profissionais confiável;
  • Ser ético.
E aí, a Raquel falou uma coisa que sempre falo, tanto aqui no blog, como por mensagens quando alguns leitores entram em contato comigo:
Identifique o seu cliente no Facebook! Sim, o Facebook é um ótimo lugar para encontrar cliente, seja direto, agência ou mesmo algum colega que está precisando de ajuda ou repassando um trabalho.
Saiba como responder a oferta do cliente. Se o cliente publica um post solicitando um trabalho, leia atentamente o que é pedido e faça o que se pede. Se o cliente pediu para enviar e-mail, não envie inbox! Evite usar o chat. Utilize texto profissional nos e-mails (não precisa usar linguagem rebuscada, mas evite abreviações, gírias…)
Orçamento: Ao enviar um orçamento para o cliente, salve o arquivo como .pdf para enviar como arquivo não editável (sabemos que um .pdf pode ser convertido e alterado, mas isso vai dar um pouco de trabalho). Faça um orçamento descritivo, informando passo a passo do que será feito durante o trabalho (análise do texto, tradução, pesquisa de termos específicos, revisão). Isso mostrar o valor que o seu trabalho tem e evitará que o cliente solicite “um descontinho”. Caso o cliente aceite, peça que rubrique todas as páginas e assine a última. Caso o mesmo não possua impressora, peça que envie um e-mail informando que aceita e concorda com o contrato do orçamento enviado em anexo. E sempre informe o seu valor sem regatear, e peça sinal!
Crie um padrão (de trabalho, de contrato, de cobrança) e insista nele!
Tenha uma postura profissional!
  • Crie um e-mail profissional (esqueça o lailinha_1988@hotmail.com);
  • Crie um site (site mostrando o que você faz, e dentro do site, se quiser, um blog. Se possível, adquira o servidor e um domínio) [Se vocês quiserem, é só deixar um comentário no final desse post que depois ensino como fazer];
  • Em seu site, crie um formulário para cadastro de tradutores freelancers;
  • Faça cartões de visita;
  • Crie sua empresa (PJ);
  • Emita Nota Fiscal, caso o cliente solicite.
Sempre solicite feedback, tanto dos clientes, como das agências e colegas. Esse é o melhor termômetro para avaliar o seu trabalho.
E assim, terminaram as palestras da parte da manhã do nosso sábado. No próximo post (VI Congresso da Abrates – Parte 3) vou contar sobre as palestras que assisti após o almoço.

VI Congresso da Abrates – Parte 1

 

Se alguém pedisse para dizer como foi o Congresso da Abrates com apenas 1 palavra, eu diria: PERFEITO!!!
Apesar de já ter participado de alguns eventos, esse foi o meu primeiro Congresso. Confesso que me arrependi de não ter ido nos anteriores. E já aviso que pretendo estar presente nos próximos!!
Para quem não pôde ir, ou para quem foi, mas assistiu alguma palestra diferente das que eu escolhi, pode aproveitar para ver aqui como foi, e aprender mais um pouquinho. Sim, aprendemos muito durante os três dias de congresso. Foi uma troca de experiência maravilhosa!!!
Logo no dia 05/06 (primeiro dia), na abertura do Congresso, recebemos uma notícia que foi uma surpresa muito boa! A Abrates fechou parceria com o Paypal, e agora, todos os associados que pagavam uma taxa de aproximadamente 7%, terão a taxa reduzida para 3,49% + R$0,60 por transação (válido somente para tradutores/intérpretes associados), e isso sem falar dos outros benefícios. Se você ainda não sabe quais são os benefícios que os associados têm, veja o post “Abrates: o que é e por que devo me associar?
Após a abertura, participamos do Keynote Speaker #1, com Lane Greene com o tema “‘Big but isolated’ languages in the world network”, onde foi apresentada algumas mudanças com relação à “força” dos idiomas durante o decorrer dos anos, já que línguas como a francesa, e a russa que antigamente tinham muita força, hoje em dia quase não aparecem conectadas a outros idiomas. E o chinês, apesar de ser a língua mais falada (ou com mais falantes), não possui muitas conexões com outros idiomas.
Um dos ouvintes levantou a seguinte questão: “Por que o chinês não é o idioma do futuro?”
Muitas vezes ouvimos que a língua chinesa vem ganhando força, e que quem estuda mandarim está praticamente com o futuro ganho, porém, além da informação já passada, Greene acrescentou dizendo que o chinês só está sendo usado entre falantes de chinês e apesar da gramática ser simples, a escrita não é. Ele informou, inclusive, que os próprios nativos às vezes esquecem como é a escrita e sequer conseguem ler um jornal.
Ao terminar o Keynote, a Abrates nos presenteou com um coquetel de abertura, muito chique, e com direito a vinhos, espumantes e até mesmo caipirinha (a fila estava grande!!!). Fiquei admirada, pois esperava algo muito mais simples.
Separei algumas fotos para compartilhar esse momento com vocês.

 

Não tinha mais taça de espumante, mas não é por isso que a gente vai deixar de brindar, né?!
Sim, eu pedi a rolha!!!! Essa não poderia faltar na minha coleção!!!