Guest Post: 5 alertas sobre como se comportar nos grupos de tradução

Mais um Guest Post aqui no blog, com mais uma pessoa que é muito especial para mim!!! Conheci a Cátia no grupo do Tradutor Iniciante, no Facebook, quando o grupo estava começando a ter muitos membros e as coisas estavam começando a “virar bagunça”. Estavam aparecendo alguns spams e até pornografia já surgiu… A Cátia sempre entrava em contato comigo para avisar sobre algum post que não estava de acordo, e então, a convidei para ser moderadora do grupo junto comigo. A partir daí nosso relacionamento aumentou muito e hoje, além de moderadoras do grupo, hoje também somos amigas e parceiras de trabalho.
Cátia, nem preciso dizer que pode se sentir em casa, né?! rs
Agora o blog é todo seu! Fica à vontade!!!
O #Facebook é uma ferramenta poderosa de networking, de aprendizado sobre o mercado e uma vitrine profissional. Em seu livro “Tradutor iniciante: O que você precisa saber para começar sua carreira!“, a Laila fala do uso do Facebook para conseguir contatos e trabalho, e da importância da visibilidade do tradutor na rede. Esses contatos acontecem principalmente nos grupos profissionais (foi no grupo Tradutor Iniciante que nós duas nos conhecemos =) ), por isso é preciso participar e interagir com os colegas. Entretanto, pelo fato desses grupos serem uma vitrine onde estamos expostos, temos que ser cautelosos com nossas atitudes, para não passarmos uma imagem profissional ruim.
Quem me conhece dos grupos, sabe que sou participativa, mas também sou bastante observadora e costumo ver alguns erros cometidos com frequência. Por isso, trago aqui algumas dicas simples sobre a participação em grupos:
Vamos começar pela solicitação de entrada: existem vários grupos de tradutores no Facebook, com perfis diferentes – além dos mais generalistas, existem alguns voltados para iniciantes, outros para tradutores especialistas de alguma área; por isso, antes de solicitar a entrada em algum deles, leia sua descrição para saber se o grupo é de seu interesse (mesmo porque, não adianta querer entrar em vários grupos e depois não dar conta de tanta informação), se o seu perfil se enquadra no do grupo, se há alguma orientação para que a solicitação seja aceita (por exemplo, em alguns grupos, é necessário que você mande uma mensagem para a moderação para que sua solicitação seja aprovada). Ao entrar no grupo, é importante ler suas regras, para saber quais publicações são permitidas e quais são proibidas – muitos deslizes podem ser evitados ao ler essas informações. Também recomendo que observe o comportamento dos participantes, o perfil das postagens – isso ajuda a conhecer o grupo e as pessoas que dele participam; depois, quando se sentir mais à vontade, comece a participar mais ativamente.
Bem, agora que já faz parte do grupo, alguns cuidados que deve tomar ao fazer postagens: antes de postar alguma dúvida sobre algum assunto, pesquise antes, usando a lupinha, para saber se ele já não foi discutido anteriormente, pois alguns temas são recorrentes nos grupos. Se não encontrar nada a respeito ou encontrar algo que não responda inteiramente sua dúvida, aí sim, faça a postagem. Se for uma dúvida terminológica, pesquise antes, diga o que conseguiu encontrar e dê sua sugestão, não se esquecendo de informar o contexto. Isso demonstra que você está perguntando porque não conseguiu chegar a uma resposta adequada, e não por preguiça de pesquisar. E não se esqueça de agradecer aos que ajudaram (no caso de grupos voltados a uma área específica, é interessante até mesmo dar um feedback sobre o termo que foi usado ou a solução encontrada).
Evite fazer reclamações, pois ninguém gosta de gente que vive reclamando. Se seu objetivo for saber a opinião dos outros para tentar resolver o problema do qual está reclamando, até justifica a postagem; se não, não desperdice seu tempo e energia em mimimi puro. Também não desperdice seu tempo com aquelas discussões que se transformam em verdadeiras brigas e que, no final, não levam a nada. Evite falar mal de agências ou clientes, pois essa atitude, além de
passar uma imagem negativa a possíveis contratantes ou parceiros, pode
ter implicações jurídicas. Tente resolver seu problema diretamente com o
cliente, e não em público. Se quiser alertar os colegas quanto a uma
agência com a qual teve alguma dificuldade, use verbos, e não adjetivos,
e não poste nada que não possa provar (conselho da colega Natasha Zadorosny, que é
tradutora e advogada).
E quanto a comentários e repostas nas postagens de colegas, não queira ajudar os outros dando uma resposta da qual não está certo, somente para aparecer. Não quero dizer que só podemos ajudar quando temos 100% de certeza, pois às vezes alguma ajuda pode dar uma luz para se chegar à resposta certa; mas se sua resposta for apenas um chute sem fundamento, melhor não postar. Também tenha o cuidado de não repetir algo que já foi dito. Muitas postagens rendem muitos comentários, e nem sempre conseguimos ler todos antes de dar uma resposta; nesses casos, é de bom tom avisar que não leu todos e que pode estar sendo repetitivo.
Por fim, seja sempre educado nas postagens, comentários, opiniões e respostas, e que seu intuito não seja somente aparecer e se destacar, mas aprender, compartilhar e também ajudar.

 

***
Cátia,
muito obrigada por aceitar o convite e escrever este post que tenho
certeza que ajudará os tradutores que estão começando agora, e às vezes, por causa da ansiedade, acabam cometendo esses pequenos deslizes. Essas dicas
realmente são muito importantes, não apenas para participar dos grupos de tradução, como de qualquer outro grupo dentro ou fora do Facebook.

Sobre a autora:


Cátia Franco de Santana é pós-graduada em Tradução: inglês/português, tradutora e revisora desde 2009, especializada na área farmacêutica (pesquisa clínica) e comercial. Trabalha com os idiomas português, inglês e espanhol, e é uma das idealizadoras e organizadoras do TRADUSA.

Guest Post: 5 lugares que você não sabia que poderia aproveitar para conseguir trabalho de tradução

Mais um Guest Post no Tradutor Iniciante, recheado de dicas de marketing para os tradutores (iniciantes ou experientes).
Dessa vez, convidei o meu marido, parceiro e assessor de Marketing, Thiago Compan, para trazer dicas de um assunto que é muito importante para nós: Como conseguir trabalho. Essa é uma das maiores dúvidas dos tradutores, e como precisamos estar sempre em busca de novos clientes, o convidei para ensinar a vocês o que ele me ensina.Esse post também é um pouquinho do que vamos apresentar no Webinar do dia 03 de novembro.

Thiago, seja bem-vindo! Agora o Tradutor Iniciante é todo seu! 

 

Mesmo não sendo um tradutor, eu respiro tradução há um bom tempo. Eu vejo que o dia a dia de um profissional da tradução não é apenas traduzir, interpretar e/ou legendar, há também a venda de seu serviço para as agências e/ou clientes diretos. Antes de mais nada, você não é apenas um Tradutor(a). Vamos rever esse título pensando no seu Elevator Pitch: “Eu sou a pessoa que irá transformar sua ideia em algo global e seus clientes irão encontrar o que você faz em qualquer parte do Planeta”.

 


Sim! Como em qualquer mercado, para traduzir você deve saber vender! Odeia vender? Tem certeza? Sabe quando você convence seus amigos para ir ao lugar que você quer? Você vendeu uma ideia baseado naquilo que você quer, mas pensando nas necessidades de seus amigos, os problemas que eles mais possuem com um toque de recompensa matadora para eles, no final. Você fez uma proposta e eles aceitaram porque a argumentação foi válida para o grupo. Eles tiveram muito mais benefícios e seus problemas solucionados.

 


Agora você me pergunta: “Thiago, você veio ao Tradutor Iniciante para escrever um post sobre 5 lugares que eu não sabia que poderia aproveitar para conseguir trabalho, e você não entra no assunto?”. Antes de saber onde procurar, você deve saber mostrar os problemas que você resolve. Como a Laila falou em seu livro: “Não seja um Tradutor 007, apareça para o mundo!”. Fazendo isso, você é descoberto de qualquer maneira! Essa introdução foi necessária para mudar o seu mindset com o foco em conseguir mais trabalhos, não só ficar esperando agências e clientes diretos! Vamos começar a lista AGORA:

 


Licitação – Já tinha pensado nessa possibilidade, mas ficou latente após a palestra da Simone Resende. Ela deu essa dica e me senti muito bem. Tinha pensado que fosse bobeira, coisa da minha cabela, e como ela relatou, que era apenas “armação” ou “somente para quem é carta marcada”. NÃO! Procure licitações em Tradução pois o retorno é bem alto;

Centro de Convenções – Toda hora há convenções de tudo quanto é tipo. Desde Animes até eventos da área Médica. Entrar em contato com TODOS os Centros de Convenções de sua região irá alavancar exponencialmente sua quantidade de palavras no mês;

 


Universidades – Do Abstract até todo o Artigo Científico, há muita demanda nas Faculdades! Aproveite essa parte do mercado para fazer ainda mais networking;

Sites de Freelancers (ProZ, 99 freelas entre outros) – Aqui há muita concorrência e também bastante trabalho, sem risco de calote! É um ótimo lugar para começar caso você não tenha experiência;

 


Sites de empresas com sede em países que faça parte dos idiomas com os quais você trabalha – Desde memorandos até documentos de treinamento, as empresas necessitam MUITO de um tradutor;

 


Bônus:

 


Restaurantes – Sim! Cardápios e alguns posts nos sites dos restaurantes. Vemos na internet a tradução sofrível de diversos lugares e você pode ajudá-los! No caso dos posts, o restaurante pode pedir a tradução de receitas e chamadas que irão colocar nas Redes Sociais, ainda mais em época de Olimpíadas.

 


Hotéis e Transfers  – Muitos tradutores e Intérpretes já trabalham em conjunto com essas empresas. Pela alta incidência do Turismo, você pode aproveitar muito esse mercado;


E aí, o que achou desse post? Aproveite para deixar o seu comentário e compartilhar com todos que você conhece e sabe que irão aproveitar ao máximo!

***

Obrigada, Thiago, pelas suas dicas!

Sobre o autor:

Thiago Compan é graduado em Administração, pós-graduado em Gestão Estratégica de RH, ambos pela Universidade Estácio de Sá, master em PNL, pelo INAP, e trabalha com vendas há mais de 20 anos. Criador do blog Marketing de Conteúdo e Vendas, onde dá diversas dicas de Marketing, vendas, como inovar em seu mercado, como obter mais ideias para seus maiores problemas, entre outros.
ATENÇÃO TRADUTORES!!!

No dia 03/11, Thiago e eu vamos fazer um Webinar sobre como você irá empreender como Tradutor(a), vender o problema que você soluciona e aumentar seus ganhos! Vamos abordar desde a confecção de currículos até como fazer propostas matadoras! O link de inscrição é: http://bit.ly/WebinarValordoTrabalho.

Devido ao grande sucesso do primeiro webinar, vamos fazer uma reapresentação no dia 01/12, às 19h. Se você não conseguiu participar do primeiro, aproveite essa nova chance. Inscreva-se no webinar clicando aqui.

 

Guest Post: 6 qualidades básicas essenciais de um tradutor

O post de hoje é muito especial para mim, e entra para o hall dos meus posts queridinhos, porque quem escreveu foi uma pessoa que conheci no Congresso da Abrates este ano. 
Este é um Guest Post com a minha querida Caroline Alberoni, do blog Carol’s Adventures in Translation!
Seja muito bem-vinda, Carol! O blog é todo seu!!!

6 qualidades básicas essenciais de um tradutor

Acredito que a principal
pergunta de qualquer recém-formado ou iniciante na área é: e
agora, por onde começar? Quando algo é novo e
ainda desconhecido costuma ser assustador e aparentemente difícil. No entanto,
não
há nada que a força de vontade e o desejo de aprender não
resolvam. Se você se
garante nos dois, está pronto
para começar, independentemente do que vier pela frente.
Outras características básicas e essenciais de um bom tradutor são:

1) Pesquisa: Para saber por onde começar, é necessário pesquisar. Você com certeza deve ter pesquisado para chegar até esta publicação ou blog. Precisa pesquisar para encontrar outras informações e dicas relevantes de diferentes profissionais já estabelecidos que possam ser úteis para você. Também precisa pesquisar para encontrar possíveis clientes, saber onde encontrá-los, como entrar em contato, descobrir quem é confiável e com o qual vale a pena trabalhar, o que é preciso fazer para ser um tradutor (tanto em termos formais e legais quanto em termos práticos e empreendedores), etc. Nada cai do céu. A experiência que eu tive pode ser totalmente diferente da experiência que você terá, portanto, é preciso pesquisar para conhecer várias realidades, mas também é necessário aprender por conta própria.


2) Disponibilidade: No início, é necessário mostrar-se disponível. Aliás, faço isso até hoje com clientes novos. Sempre tento fazer um esforço a mais para estar disponível para o cliente, a fim de estabelecer um relacionamento de confiança. Se você disser muitos “nãos” no começo, corre um alto risco de perder o cliente para alguém que estará mais disponível que você. Você precisará trabalhar no fim de semana? Faça-o! Você precisará trabalhar no feriado? Faça-o! Você precisará trabalhar um pouco mais que o normal? Adivinhe? Faça-o! Não tenha preguiça. Afinal de contas, ninguém começa no topo. É preciso batalhar muito para alcançar um ideal.

 3) Prontidão: No mundo do e-mail e dos smartphones, não há desculpa boa o suficiente para não responder o mais rápido possível àquele e-mail importante, principalmente se for contato de um possível cliente. Repito, alguém pode ser mais rápido e você pode perder um cliente bom por isso. Os clientes sempre merecem uma resposta em até, no máximo, uma hora. Você jamais sairá perdendo por adotar essa prática e ela poderá ser o seu diferencial.


4) Polidez: Já dizia a sua mãe: sempre use as palavrinhas mágicas “por favor”, “obrigado” e “desculpe-me”. Seja sempre educado e gentil, agradeça sempre e sempre peça desculpas se pisar na bola e errar. Não tenha medo, errar é humano. É muito melhor reconhecer o erro, desculpar-se, aprender com ele e seguir em frente que ser teimoso e perder o cliente. 

5) Pontualidade: Nunca, jamais, em nenhuma hipótese, entregue projetos atrasados! O volume é muito grande, o prazo é muito curto, você tem outros projetos/compromissos, a área é mais complicada? Tente negociar outro prazo. Não rolou? Não aceite. Peça desculpas e explique que, infelizmente, você não trabalha com aquela área, não consegue traduzir esse volume naquele prazo, já está ocupado com outros projetos, não trabalhará certo dia.
Sim, eu sei, imprevistos acontecem. Em último caso, se acontecer algum problema, avise o responsável pelo projeto imediatamente: veja se há a possibilidade de uma extensão de prazo ou avise que é possível que você atrase a entrega em 30 minutos, 1 hora, 5 minutos… Não deixe o cliente esperando sem nenhuma notícia.


6) Desejo de aprender com os erros: Esteja aberto a feedbacks. Feedbacks são fontes valiosas e inestimáveis de aprendizagem. É por meio deles que você sabe se está no caminho certo e onde precisa melhorar. Sempre leia os feedbacks fornecidos com atenção e cuidado. Anote as dicas, crie um glossário para cada cliente/conta com as preferências e assimile tudo para não voltar a cometer o mesmo erro em trabalhos futuros. Você acredita que o revisor errou em uma correção ou está em dúvida quanto a um ponto? Pergunte! O revisor também é passível de cometer erros, assim como você. Além disso, é possível que aquela regra gramatical que você acreditava que fosse verdade absoluta esteja, na verdade, errada. 

Se ama o que faz, não tem
preguiça
de trabalhar, tem força de vontade e desejo de aprender sempre mais,
você está no
caminho certo. Basta aprender com os erros próprios e de outros colegas, e tentar sempre ser
melhor.
 Ah, e quando você adquirir experiência suficiente e finalmente deixar de ser
iniciante, não se esqueça de também acolher os próximos iniciantes ensinando o que aprendeu em
todo o processo.
 Boa sorte!

***
Carol, muito obrigada por aceitar o convite e escrever este post que tenho certeza que ajudará, e muito, todos os leitores do blog. Essas dicas realmente são muito valiosas, principalmente para quem está começando!!!

Sobre a autora:

Caroline Alberoni é tradutora de inglês e italiano, especializada na área de TI. Atua na empresa Alberoni Translations. Para conhecer a Caroline melhor e receber várias dicas, visite o blog Carol’s Adventures in Translation.