10 características de um tradutor profissional

10 caracteristicas de um tradutor - Tradutor Iniciante
Às vezes encontro algumas pessoas que gostariam de trabalhar com tradução e ser tradutor profissional, mas não sabem se “levariam jeito” para essa profissão. Fiz um lista abaixo com algumas características básicas que um bom tradutor precisa ter e espero que ajude.
1- Domínio de pelo menos 1 idioma estrangeiro e da sua língua nativa.

Para ser um bom tradutor não basta ter noção de outro idioma. É preciso ter domínio da língua estrangeira com a qual você deseja trabalhar, e mais do que isso, é preciso saber muito bem a sua língua materna. O grande erro de muitas pessoas é achar que por ser nativo não precisa estudar o seu idioma, e isso acaba fazendo com que cometa erros básicos de ortografia, gramática, etc. Quem domina a língua estrangeira com a qual trabalha e tem conhecimentos profundos de sua língua materna acaba tendo mais chances no mercado por entregar um serviço com mais qualidade.

2- Se expressar bem, tanto oralmente como através de textos.
O tradutor precisa saber se expressar muito bem, pois a tradução não é apenas trocar palavras de um idioma para o outro. Muitas vezes precisamos fazer adaptações no texto para que a leitura fique fluida e de fácil entendimento para o público final, por isso é tão importante que o profissional saiba expressar bem uma ideia através de um texto. Isso é importante não apenas para a tradução, como também para comunicar-se com o cliente. Nossa comunicação é basicamente escrita (via e-mail), mas ultimamente tenho percebido que os clientes estão querendo um contato ainda mais próximo, e solicitam muitos contatos telefônicos. Daí surge a necessidade de saber se expressar bem oralmente.
3- Ter conhecimento geral e específico.
Não basta saber muito sobre apenas um assunto, assim como saber um pouquinho de cada coisa não é suficiente. É preciso ter conhecimento geral, saber o que acontece ao seu redor, mas também é preciso se aprofundar em temas do seu interesse. Isso te ajuda a definir a sua área de atuação na profissão e também a encontrar mais facilmente os seus possíveis clientes.
4- Ter noções de informática.
Parece bobeira, mas não é! O tempo em que o tradutor trabalhava com papel ou máquina de escrever já se foi, e agora basta ter um computador com acesso à Internet para que consigamos trabalhar. Infelizmente, às vezes os programas que usamos resolvem nos dar alguns sustos (rs) e precisamos saber contornar esses problemas. Nessas horas uma noção básica de informática nos ajuda a poupar tempo.
5- Desenvoltura/flexibilidade para negociar com clientes.
Timidez é um problema sério, e já vi muita gente optar pela tradução por ser tímido e não conseguir ter sucesso em outras profissões. Mas, apesar de trabalharmos “sozinhos”, precisamos esquecer a timidez na hora de entrar em contato com o nosso cliente. Na verdade, ao conversar com os clientes precisamos ser bem flexíveis: nem tímidos demais e nem rígidos demais. É preciso desenvoltura e flexibilidade para conquistar a confiança dos clientes e negociar preços e prazos.
6- Postura profissional.
Na maioria das vezes o tradutor trabalha como autônomo, e tendo ou não um CNPJ, é preciso olhar para si mesmo e ver um empresário de sucesso. Mas apenas isso não basta. É preciso agir como um empresário de sucesso: falar com confiança, saber como se comportar diante do cliente ou em eventos profissionais e, principalmente, saber se comportar nas redes sociais.
7- Saber pesquisar sozinho.
Hoje em dia há muito mais abertura para quem está começando agora na profissão. É mais fácil encontrar dicas na Internet, entre os tradutores mais experientes, e inclusive, a Abrates oferece o programa de Mentoria para ajudar quem está começando. Mas apesar de toda a ajuda, antes de sair fazendo perguntas, que tal pesquisar? Que tal começar a ler? Se você quer ser um bom profissional, aprenda a correr atrás da informação desejada antes de sair perguntando. Se procurar e não encontrar, aí sim pergunte. Em breve farei um post mais aprofundado sobre esse assunto.
8- Gostar realmente da profissão! Não fazer apenas como um bico para ganhar um extra, mas se dedicar de corpo e alma.
Outro grande diferencial está entre o cara que trata a tradução como um bico e o que se dedica e estuda para fazer o seu melhor! A maioria dos clientes quer o serviço para ontem. Se você encara a tradução como um bico, como um trabalho para fazer nas horas vagas ou que estiver afim, não conseguirá trabalho, ou bons trabalhos; apenas vai perder seu tempo enquanto a pessoa que se profissionaliza começa a receber cada vez mais trabalhos e conquista o seu lugar no mercado.
9- Gosto pelo estudo!
Precisamos nos atualizar constantemente. Acredito que esse item vale não apenas para a tradução, mas para qualquer outra profissão. Quem quer ter uma carreira de sucesso não pode parar de estudar. É preciso se reciclar, se atualizar. Com a evolução da tecnologia nós precisamos estar atentos a tudo para não ficar para trás.
10- Saber organizar o tempo e as finanças.
Organização é um pré-requisito essencial para quem quer trabalhar por conta própria. Se você não souber organizar seu local de trabalho, seu tempo e suas finanças, muito provavelmente não conseguirá sobreviver como autônomo por muito tempo.
Se você se identificou com a maioria dos itens acima, tem grandes chances de se tornar um bom tradutor, então, busque um bom curso e profissionalize-se!

Quanto tempo e dinheiro preciso investir para ser um tradutor?

Não existe uma fórmula para ser tradutor e nem para conseguir trabalho. Nós damos conselhos de algumas coisas que fizemos e deram certo, mas isso também é muito relativo e pode variar de uma pessoa para outra, pois vai depender do quanto alguém se dedica para conseguir alcançar um determinado objetivo.
Quanto ao tempo, pode ser que sejam necessários uns 4 anos para completar uma graduação em letras ou em tradução (nem todos os Estados possuem faculdades que oferecem graduação em tradução).
Se você já possui uma graduação, pode fazer uma pós-graduação em tradução (como foi o meu caso), que levará aproximadamente 1,5 ano dependendo da instituição. Também é possível fazer cursos de aperfeiçoamento, participar de palestras, webinars, ler livros e workshop que ajudam a aumentar nosso conhecimento sobre determinado assunto.
E a partir do momento que você decide ser tradutor, tenha em mente que o ideal é continuar estudando e se aperfeiçoando para não parar no tempo e ficar para trás.
Quanto ao dinheiro, bom, isso também será muito relativo. Se você estudar em uma instituição particular precisará investir mais do que se o fizer em uma instituição pública. O valor de investimento em uma pós-graduação também pode variar caso seja presencial ou à distância.
Também é preciso mencionar os livros (físicos ou e-books) que muitas vezes nos ajudam! Investir em livros é sempre muito bom! Já as palestras, seminários, workshops, podem variar entre pagos e gratuitos.
Fiz uma pequena tabela com alguns valores de cursos que fiz e o tempo que levei para finalizá-los, para que vocês possam ter uma ideia.
Não mencionei acima, mas participei também de alguns workshop gratuitos online sobre CAT Tools. Também não mencionei o curso de graduação, pois sou formada em Pedagogia pela UFRJ. A pós-graduação mencionada na tabela é da Estácio de Sá (antiga pós de tradução da Gama Filho) e o curso de legendagem é da Gemini.
Investi muito tempo também em pesquisas na Internet para conhecer mais sobre a profissão e faço isso até hoje! 
Agora, deixo uma dica: se você tem pressa de começar sua carreira (como eu tive), assim que se sentir seguro, comece a correr na frente! Às vezes, conseguir o primeiro trabalho demora, então, não perca tempo!
Pode ser que toda vez que você precise fazer um teste sinta aquele friozinho na barriga, mas mesmo assim encare e siga em frente, sem medo de ser feliz!
Não tenha medo de tentar, confie sempre na sua capacidade e seja humilde e educado com todos (seja cliente, colega ou qualquer pessoa que venha a cruzar o seu caminho)!

Tradutor Freelance: Trabalhe onde você estiver

Sem querer querendo o marido encontrou um livro sobre tradução na Amazom e, claro, pegou para que eu pudesse ler. Ele sabe que sou apaixonada pelo que faço e sempre que encontro algo sobre tradução fico desesperada para ler. Infelizmente não há muitos livros sobre o tema (pelo menos não conheço livros que falem de fato sobre como é a vida profissional de um tradutor).
O achado é da Angélica Silva e o título é Tradutor Freelance: Trabalhe onde você estiver.
Confesso que quando vi o título do livro pensei que falasse sobre algo mais do dia a dia da nossa profissão, mas na verdade o livro da vários conselhos para tradutores iniciantes como algumas dicas do que fazer e do que não fazer. O livro também fala sobre ferramentas e recursos que nos ajudam a aperfeiçoar o trabalho, além de dar dicas de como definir os seus valores e objetivos.
Há um capítulo muito interessante sobre o que as agências esperam de um tradutor e outro sobre as reclamações mais comuns sobre os serviços de tradução. Estes são interessantes tanto para quem está começando a carreira agora como para aqueles que já são experientes. Como sempre digo, nunca é demais aprender e pegar essas dicas para melhorar nosso trabalho a cada dia.
Por fim, há algo que me interessou muito e que com certeza interessa aos colegas de profissão (e que nunca antes havia visto em um livro): a autora disponibilizou em seu livro uma lista de empresas de tradução pelo mundo! =)
E se me pedissem para destacar uma frase do livro, sem dúvida escolheria essa:

“não prenda os seus clientes cobrando menos; segure-os cobrando mais e provando que você vale  a pena”.

O livro Tradutor Freelance: Trabelhe onde você estiver, de Angélica Silva, possui 57 páginas. Foi lançado dia 03 de fevereiro de 2015 e está disponível para venda na Amazon. Para visualizar, clique aqui.
Eu li e recomendo para quem está começando ou pretende começar a carreira e ainda se sente um pouco perdido.
(Este post não é patrocinado!)

Sou um Tradutor Iniciante?

A pergunta parece um pouco óbvia, mas não é.
Você sabia que algumas agências de tradução classificam os tradutores como iniciantes de acordo com o tempo de trabalho?
Eu sempre visito sites de agências de tradução e alguns deles classificam os tradutores (e seus respectivos salários) de acordo com o tempo de experiência na profissão. Pelo que já vi, um tradutor é considerado iniciante se ele possui de 2 a 5 anos de experiência.
É claro que essa informação vai variar de acordo com a política de cada empresa e também de acordo com a experiência de cada profissional. Também pode parecer óbvio o que digo, mas vou explicar melhor.
Não é a mesma coisa um tradutor que já tenha 10 anos de profissão, mas que não leve a mesma a sério, quando comparado com um tradutor que tenha apenas 1 ano de profissão, mas que está sempre estudando, se aperfeiçoando e se dedicando todos os dias à carreira.
Por que digo isso? Simplesmente porque infelizmente há pessoas que pensam que tradução é um “bico”. É uma profissão para ganhar um extra por algum momento. Por exemplo: sou professora de inglês, mas no momento estou de licença, ou não tenho muitas turmas esse semestre, então vou fazer algumas traduções para complementar minha renda. (Sinceramente, esse tipo de pensamento me irrita profundamente!!!)
Então, não é a mesma coisa o tradutor que trabalha em tempo integral e aquele que pega alguns trabalhos esporadicamente só para complementar a renda quando precisa (mesmo que este siga esse processo há 10 anos). 
Também não é a mesma coisa o profissional que tem 1 ano e meio de carreira e está sempre fazendo cursos para se aperfeiçoar e conhecer tudo o que há de novo na profissão com aquele profissional que está há séculos na carreira, mas que acha que já sabe tudo e não precisa continuar estudando, aprendendo e se aperfeiçoando.
Talvez você discorde da minha opinião com relação à experiência do profissional, mas não tem problema. Cada um tem uma forma de pensar, certo? Caso você pense diferente, comente o que acha! É sempre bom trocarmos ideias e ver as diferentes formas de pensar!

Trabalho em casa, e agora?

É muito comum trabalhar em casa quando se é tradutor. Não é uma regra, afinal, alguns de nós trabalham em agências, como já comentei no post Freelancer X In House, mas a maioria trabalha como freelancer e/ou home office.
Também é muito comum ver os brasileiros, principalmente os das grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo (não posso falar muito de outros lugares pois não conheço muito bem), acordar cedo, trocar de roupa, sair para trabalhar, pegar aquele trânsito até chegar ao local de trabalho, pegar o mesmo trânsito para voltar para casa e chegar à noite, cansado…
Quando trabalhamos em casa, essa rotina muda (graças a Deus)!!!
Desde quando comecei a trabalhar como Tradutora, nunca mais peguei trânsito (pelo menos não para trabalhar…rs). Sempre fui freelancer e trabalho em casa na maioria das vezes, ou seja, não preciso sair para trabalhar! Mas é aí que está a grande questão!!!
Para trabalhar em casa é preciso ser organizado!!!

Atenção ao horário!!!
 
Não adianta eu querer acordar todo dia às 11h da manhã se sei que meus clientes estão online a partir das 8h ou 9h e a qualquer momento podem precisar falar comigo e enviar algum trabalho. Neste caso, o primeiro passo é estabelecer um horário de trabalho!!! Mas tenha bom senso: escolha um horário que coincida com os de seus clientes, afinal, eles precisam te encontrar disponível quando precisarem do seu serviço.
Se você adora dormir, como eu, crie uma estratégia para acordar… Deixe uns recadinhos no despertador do seu celular… principalmente se você gosta de usar a função “soneca”!!!
Que roupa vou usar???
Perguntinha bem feminina, né? E pode ser que esse dilema seja bem feminino também. E mais, confesso que depois que parei de trabalhar fora, estranhei muito o fato de não precisar me arrumar
tanto. Passei a sair menos (afinal, agora só saio com o marido, amigos ou família, e isso não acontece todo dia), e senti falta de me arrumar mais.
Apesar da roupa não afetar minha produtividade, tem gente que parece que fica com sono enquanto não tira o pijama do corpo (e talvez isso sirva para alguns homens). Várias vezes, principalmente no inverno, gosto de trabalhar enrolada em um cobertor (aqui onde moro faz muito frio), mas se você tem certas dificuldades de concentração em casos como esse, faça de conta que está saindo para trabalhar na rua, e se arrume como se realmente fosse trabalhar fora. Quem sabe assim você consiga se concentrar melhor e procrastinar menos…
Onde vou trabalhar???
Algo que pode ser que te ajude, é criar um espaço da casa para ser seu cantinho, seu escritório. Eu não tenho um cômodo da casa para ser meu escritório, mas tenho um cantinho que reservei para trabalhar. Peguei uma pontinha da mesa de jantar pra mim. Pena que “meu escritório” tem que desaparecer quando fazemos algum almoço em família ou jantar com amigos…Brincadeiras à parte, isso também pode parecer bobeira, mas é algo simples e muito importante, pois se você tiver tudo o que precisa a mãos, não irá se distrair ou perder tempo de trabalho procurando livros, dicionários, ou qualquer outra coisa que seja essencial para realizar um bom trabalho.

Vi esse modelo de home office na internet e adorei a ideia de transformar uma possível varanda em um pequeno escritório. Quem sabe, quando eu tiver um apartamento ou casa com varanda eu faça isso. Além de ter uma vista para distrair quando estiver cansada, não vou mais precisar ocupar a mesa de jantar para trabalhar…

 

1 ano de Tradutor Iniciante

Neste post não vou falar sobre a nossa carreira, mas sobre uma vontade que tinha e que coloquei em prática há exatamente 1 ano.
Quando comecei minha carreira como tradutora tive algumas dificuldades e dúvidas, como todos os tradutores iniciantes têm, como por exemplo: “Quanto devo cobrar por este trabalho?” ou “Como vou conseguir clientes/trabalho?”. Estava recém casada e precisava de trabalho (leia-se dinheiro) para pagar as contas, afinal, vida nova, sem papai e mamãe do lado! O bom de tudo é que meu marido sempre me apoiou.
Apesar de sempre pesquisar na internet sobre a carreira, não conseguia algumas informações que achava essenciais. Graças ao bom Deus, um anjo, ou melhor, uma anjinha chamada Amanda apareceu na minha vida e me ajudou bastante dando algumas dicas que muitos tradutores experientes não davam nos grupos dos quais eu fazia parte no Facebook, ou em blogs que falavam sobre a profissão.
Meu marido, além de me incentivar na carreira, também sempre me incentivou a criar um blog sobre tradução, mas eu nunca soube um tema para abordar, até que no meio de uma aula da pós-graduação que faço (Tradução de Espanhol), percebi que a maioria dos meus colegas tinha muitas dúvidas sobre a carreira, e então, finalmente encontrei o tema para criar o blog.
No dia 05 de outubro de 2013 surge o blog Tradutor Iniciante para ajudar e dar dicas aos tradutores que estão começando a carreira. No mesmo dia, criei também um grupo no Facebook com o mesmo nome e com a mesma intenção.
Hoje, estou muito feliz, pois o grupo no Facebook possui mais de 1.300 membros e o blog mais de 5.000 visualizações.
Apesar de citar os números, não tenho preocupação com eles, pois desde quando criei o Tradutor Iniciante minha ideia nunca foi a quantidade, mas sim a qualidade!

A ideia do blog foi ter um público específico para ajudar assim como o grupo no Facebook. É claro que ambos estão abertos para tradutores experientes que aceitam dar dicas, oportunidades e ajudar os que estão começando, sem humilhar, ridicularizar ou envergonhar um colega de profissão por causa de uma pergunta (como já vi acontecer em vários outros grupos). Por este motivo, cada pessoa que solicita participar do grupo recebe uma mensagem, justamente para que naquele momento seja possível conhecer mais um pouco sobre cada novo membro. Com esse filtro (a mensagem inbox) muitas pessoas foram bloqueadas e não tiveram permissão de entrar por destratar os moderadores (eu e o Raw). É preferível que estas coisas aconteçam antes que pessoas assim entrem, pois não queremos esse tipo de atitude no grupo, afinal a intenção é que todos tenham liberdade de fazer perguntas e esclarecer suas dúvidas, sem ouvir (ler) desaforos, sem precisar achar que sua dúvida é “bobinha” ou sem importância.

 

Mas hoje é dia para falar de coisas boas, então, quero agradecer primeiramente ao meu Deus por permitir que eu realizasse o sonho de ser tradutora e poder ajudar aos colegas de profissão através do blog e do grupo.
  • Agradeço ao meu marido Thiago, por sempre me apoiar e ajudar. TQM!!!
  • Amanda, não poderia esquecer de você, afinal, você foi super importante para me ajudar no início da carreira. Obrigada!
  • Raw, obrigada por me ajudar na moderação do grupo enquanto esteve no Facebook. Não sei se você vai ler esse post, mas de verdade, você me ajudou bastante e jamais vou esquecer sua disposição em postar várias dicas e aguentar muita gente falando besteira ao receber a mensagem quando solicitava participar do grupo. Você foi demais!! Saudades!!!
  • Aos meus clientes e agências, obrigada pela confiança!
  • Aos tradutores que leem e acompanham o blog, espero ajudar vocês com os posts que escrevo. Desculpa por ficar dias sem escrever. Às vezes fica meio corrido e não consigo parar. Mas sempre que tiverem alguma dúvida, é só entrar em contato e perguntar ou sugerir algum tema.
  • Aos tradutores que são membros do grupo, vocês são maravilhosos!!! Fico muito feliz ao ver o grupo interagir e não ver confusões ou um humilhando o outro. Afinal, como sempre digo, o Tradutor Iniciante não é meu, é nosso!!!
Que esse seja apenas o primeiro de muitos anos no qual o Tradutor Iniciante está ajudando os tradutores iniciantes a conseguir conhecer melhor a carreira e se estabilizar na mesma!!!

 

1º Encontro do Tradutor Iniciante

Para comemorar o mês do Tradutor e para nos conhecer e trocar ideias pessoalmente, estamos marcando dois encontros: um em São Paulo, no dia 27/09/14 e um no Rio de Janeiro, no dia 28/09/14.

Para ficar por dentro dos locais de encontro, acesse o link de Eventos do grupo Tradutor Iniciante no Facebook.

Caso não consiga visualizar, solicite participação no grupo, e para ser adicionado mais rápido, envie mensagem para o moderador solicitando participação.

Batalhas de um Tradutor Iniciante

Para quem está começando a carreira ou pretende começar, é muito importante que pesquise sobre o tipo de trabalho que será realizado, os desafios a serem enfrentados e se possível, entre em contato com profissionais que já atuam na área há algum tempo.

Há vários livros (sejam físicos ou e-books) que também auxiliam o Tradutor Iniciante no começo da carreira. Um deles é o “Batalhas de um Tradutor Iniciante”, de Ana Honrado. 
Ana entrou em contato comigo por e-mail e me falou sobre o livro. Decidi pesquisar um pouco mais sobre ele na internet além de ler e conferir que tem muitas dicas interessantes para quem está começando a carreira e ainda se sente um pouco perdido. Como a minha intenção aqui é de ajudar quem está começando, estou indicando para quem quiser aprender um pouco mais.
Algo que me encantou e gostaria de dividir com vocês foi o trecho no qual Ana Honrado escreve: “Acredito que o tradutor tem a sua própria cultura e como um ator, veste a de outros em momentos em que tem de traduzir para pessoas diferentes, com línguas diferentes, isto porque cada cultura tem a sua forma de estar, agir e fazer-se ouvir.” E ainda “Trabalhar como tradutora, de certa forma, é como receber para trabalhar em causa própria.”
Sobre a Autora: “Ana Honrado formou-se em Tradução na Universidade Católica Portuguesa de Lisboa em 2007.
Efectuou uma especialização em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa e uma Pós-graduação em Turismo no ISLA (áreas em que trabalha maioritariamente), assim como outros pequenos workshops.
Trabalhou em locais como PME’s de tradução, Embaixada da Índia e TAP, assim como em algumas Editoras nacionais, empresas de tradução internacionais (como freelancer) e Seguradoras de Crédito.
Lança em 2013 o seu livro intitulado “Batalhas de um Tradutor Iniciante”, com o qual pretende, não só, partilhar, como relembrar alguns factos relacionados com a tradução e também alguma da experiência adquirida quer nestes 7 anos de trabalho quer durante os anos de curso.
Trabalha como tradutora freelancer desde 2007.”

Ficha do livro: 

Título: “Batalhas de um tradutor iniciante”
Autor: Ana Honrado
Editora: edição de autor – Bubok
Nº páginas: 134
Preço: 9,59 € (E-Book) 13,15€ (Papel)

Quem quiser adquirir o livro, é só clicar aqui.*

*Este não é um post patrocinado.

6 dicas para aumentar a concentração no trabalho!

Uma vez recebi um trabalho e não conseguia me concentrar por nada naquilo que tinha que fazer. E vocês sabem como é: não há como fazer uma boa tradução quando lemos algo e não conseguimos prestar atenção ao que acabamos de ler.

Resolvi pedir socorro aos colegas do grupo Tradutor Iniciante e recebi várias dicas. Deixo algumas delas aqui para quem precisar, como eu precisei naquele dia.
Utilize ferramentas offline – Quando traduzimos um texto, podemos usar várias ferramentas que não necessitam estar conectadas à internet. Eu gosto de traduzir meus arquivos usando o Trados ou o MemoQ. Não preciso estar online para usá-los. Outra coisa importante é conseguir um dicionário eletrônico offline. Sei que é complicado ficar offline pois nos comunicamos com os clientes por e-mail, skype ou qualquer outro meio online. O que fazer, então? Se você se distrai com facilidade em Redes Sociais, experimente usar o Cold Turkey. Ele pode te ajudar a bloquear essas redes, caso você não consiga se controlar. O Rescue Time também é muito bom. Ele registra quanto tempo você passou em determinado site ou com este ou aquele programa. Assim você conseguirá ver quais foram as suas prioridades em determinado período de tempo. Ah! Quase esqueci: fique longe do seu smartphone!!! Ele também pode se transformar em uma distração.
Faça algumas pausas – Saia para dar uma volta. Saia da frente do computador por alguns minutos, não muitos para não perder a hora e acabar atrasando a entrega do trabalho. Essas pausas permitem que coloquemos as ideias em ordem para então conseguir de volta a tão necessária concentração para traduzir ou revisar um arquivo.
Utilize uma playlist – Você pode encontrar algumas playlists na internet com músicas que são planejadas para facilitar a concentração enquanto trabalhamos. Você pode encontrá-las no Focus@Will ou no YouTube usando palavras-chave como “músicas para relaxar no trabalho” e a partir daí, escolher seu estilo. 


Estabeleça prazos – Com certeza o prazo para a entrega do trabalho foi o primeiro a ser estabelecido! Mas quando é difícil se concentrar para trabalhar, precisamos estabelecer prazos por menores que sejam. Por exemplo, prazo para finalizar a tradução de X páginas, prazo para finalizar a tradução do arquivo, prazo para revisar o arquivo traduzido, e por aí vai. Você também pode usar um despertador ou um timer para te ajudar a lembrar dos prazos estabelecidos.  Veja esse vídeo! Foi uma das dicas que me deram, e achei muito legal.

Comece bem o seu dia, todos os dias –  Comece o dia alimentando-se bem. Se possível, faça exercícios pela manhã. Estude quais são suas prioridades para aquele dia e procure segui-las.

Cuide-se (este tópico é principalmente para as mulheres)- Quando trabalhamos como tradutor freelancer ficamos em casa durante a maior parte do tempo, pois a nossa casa passa a ser nosso local de trabalho. Mas independente disso, quer trabalhe fora ou não, cuide da sua apresentação! Sua performance depende da forma como se sente. Se você se sente atraente, bem apresentável, profissional, pronto(a) para o que der e vier, provavelmente terá um dia mais produtivo.

Valorize o seu trabalho!

Algo que pode ser considerado preocupante não somente em nossa carreira, mas em muitas onde o profissional atua como autônomo é a questão da valorização do seu trabalho.
Alguns profissionais ficam preocupados em passar o orçamento de um determinado trabalho porque o cliente pode achar muito caro. Mas se o cliente quer um serviço profissional, deve pagar o quanto vale, caso contrário, é melhor procurar o orçamento mais barato, e talvez menos profissional ou totalmente leigo. Aí, é melhor tomar cuidado para que o resultado não seja como o da foto abaixo.
Outra coisa é, para reduzir custos, achar que qualquer pessoa pode traduzir um determinado trabalho. Aí vem aquelas traduções estilo tradutor automático, totalmente sem sentido.
Quer um exemplo do que estou falando? Estava vendo um episódio de Friends (5º episódio da 10ª temporada) no qual Monica e Chandler pedem à Rachel que escreva uma carta de recomendação para que possam adotar um bebê. Joey também quer escrever mas não tem filhos, logo, não têm experiência no assunto. Vejam no vídeo abaixo o que acontece.
A carta que o Joey escreveu não fazia o menor sentido. Ele quer usar palavras bonitas, e acaba buscando no dicionário. Não há problemas em recorrer ao dicionário, mas não para todas as palavras. Agora imagina uma tradução sem sentido? Isso pode prejudicar uma empresa com relação ao fechamento de um negócio, por exemplo, fazendo com que deixe de ganhar ou até mesmo perca muito dinheiro.
Precisamos estar preparados e ser profissionais no que fazemos.
Caso o cliente não aceite o seu orçamento, não se preocupe. Mas também não cobre o valor de um trabalho amador sendo que foi feito por um profissional, de maneira profissional. (Caso não saiba o quanto cobrar, pelo fato de estar começando sua carreira agora, veja os links “Quanto devo cobrar?” e “Como criar um orçamento“).
Quer saber mais? Leia o post Valorize o seu trabalho! – Parte 2.