Como criar um orçamento

Umas das melhores coisas para um tradutor é conseguir um cliente direto. Mas como na maioria das vezes o Tradutor Iniciante começa sua carreira trabalhando com agências, fica um pouco perdido na hora de enviar um orçamento para um cliente direto, pois com a agência, os valores por lauda/palavras são acordados previamente e se mantêm.
Então, o que fazer caso um cliente envie um e-mail ou ligue solicitando um orçamento?
  • Peça ao cliente para enviar o arquivo que deve ser traduzido para que você possa verificar a quantidade de palavras, o nível de dificuldade do texto e outros detalhes que te chamem atenção, como possíveis imagens que possa haver no arquivo (editáveis ou não).
  • Responda o e-mail do cliente com o máximo de informações possíveis como: valor final do trabalho, forma de pagamento, prazo para realizar o pagamento, quantidade de palavras a serem traduzidas, prazo da entrega do trabalho final, idioma de origem e idioma de destino, validade dessa cotação, formato do envio e formato da entrega do arquivo (word, power point, etc.), tipo de tradução (simples, técnica, juramentada), etc.
  • Sempre deixe todos os seus contatos ao final do e-mail, com a assinatura, para que o cliente consiga entrar em contato contigo também por outros meios, além do e-mail.

Alguns profissionais oferecem desconto no trabalho. Mas caso o cliente não solicite, e mesmo assim você queira oferecer, especifique isso no e-mail. Mostre que o desconto é oferecido em caso de pagamento à vista, caso não precise de Nota Fiscal, desconto por palavras/segmentos repetidos (você pode verificar isso na CAT que utiliza), ou qualquer outro motivo. O que não me parece interessante é dar desconto para o cliente sem motivos aparentes.

Agora, se você conseguir um cliente direto e não souber quanto cobrar, troque um ideia com um colega mais experiente e/ou dê uma olhada no post “Quanto devo cobrar?“.

Como começar a conseguir trabalho?

Vejo muitas pessoas que estão cursando Letras ou Tradução (seja graduação ou pós-graduação) e querem entrar no mercado, mas não sabem por onde começar. Não sei a receita correta, mas passarei as dicas pelo que vivenciei desde que comecei minha carreira como tradutora.
1º – Siga as dicas do post “Como começar minha carreira como tradutor?“. Lá você terá dicas de sites para tradutores, grupos de discussão, o que estudar, etc.
2º – Faça seu cadastro em alguns classificados online, assim como nos sites indicados no post linkado no item acima. Isso abrirá portas para conseguir alguns clientes diretos.
3º – Faça uma busca de agências de tradução para enviar seu currículo.
4º – Faça cursos e aumente sua rede de contatos. Muitos trabalhos que recebemos são indicados por outros colegas.
5º – Persista! Continue estudando, pesquisando novos sites, enviando currículos.
Ao começar minha carreira, tive a sorte de conseguir clientes diretos logo de cara, mas nem sempre isso acontece. E conseguir uma vaga para trabalhar in house também não me parece algo tão fácil. Então, o que sugiro é que você, além de se cadastrar em sites e disponibilizar o seu serviço, envie e-mails com seu currículo para agências de tradução para trabalhar como freelancer.
A cada dia você vai adquirir mais experiência para fazer um trabalho cada vez melhor e especificar ainda mais suas buscas por clientes diretos e/ou agências de tradução.

Curso Básico de Tradução de Textos da área da Saúde

Para os tradutores que gostam da área de saúde e querem se especializar, aí vai a dica de um curso que acontecerá em São Paulo.

Curso Básico de Tradução de Textos da área da Saúde

Data: 01, 08 e 15/02/2014

Horário: das 8:30 às 13:30

Investimento: R$800,00 à vista ou 3x R$ 290,00.

Inscrições: até dia 14/01/2014

Local: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 871 – Bela Vista, São Paulo – SP – Laboratório de IS.

Clique para saber mais informações

07/01/14 – Conferência: “Tradução literária em língua espanhola: entre a técnica, a arte e a mediação intercultural”

2014 já vai começar com eventos voltados para a tradução.

Fique ligado!!!

CONFERÊNCIA: “Tradução literária em língua espanhola: entre a técnica, a arte e a mediação intercultural” com a Dra. Bethania Guerra de Lemos.

DIA: 7 de janeiro de 2014.
HORÁRIO: 15h.
LOCAL: UERJ – Auditório do bloco D – 11º andar – INSTITUTO DE LETRAS.
ENTRADA: GRÁTIS!!!

Clique para aumentar a foto.

O cliente quer do jeito dele, e agora?

Como existe a primeira vez para todo mundo, aconteceu comigo de um cliente solicitar a legendagem de um vídeo. Neste caso, não precisei fazer a tradução, somente a legenda e o timing das falas.

O cliente enviou o texto em um arquivo do Word com uma determinada divisão. Passei as falas (já em português, traduzidas pelo cliente e com diversos erros) para o Subtitle Workshop e comecei a fazer as divisões das legendas, correção dos erros, e finalmente, o timing.

Todo profissional que trabalha com legendagem sabe que no geral, cada linha deve ter no máximo 32 caracteres; cada legendas deve ter no mínimo 1 segundo ou 30 frames de duração, entre outras regras que devemos obedecer.

Ao entregar o trabalho, o cliente solicitou que mantivesse as legendas do mesmo jeito como estava no arquivo do Word. Informei que daquela forma o trabalho não seria profissional, informei sobre os erros gramaticais, mas ele insistiu em manter como havia enviado.

Refiz o trabalho e entreguei como o solicitado. Depois pensei: será que realmente deveria ter feito isso? Será que deveria, então, ter informado que não iria fazer o trabalho de maneira amadora (afinal, é o meu nome que está em jogo)?

Pensei que isso fosse uma exceção à regra, mas um colega comentou uma situação parecida. No caso dele, o cliente solicitou que não usasse pontuação no final das frases curtas e que não têm outra frase em seguida (também em um trabalho de legendagem). Uma tradutora ressaltou que é importante se impor nesses momentos, porque se outra pessoa ver o nosso trabalho desse jeito e tiver um mínimo de conhecimento, vai guardar o nosso nome como sendo um profissional que não tem domínio da gramática, ou de legendagem, ou do trabalho que for.

Fazendo uma comparação um pouco grosseira, essas solicitações são como pedir que um engenheiro construa um prédio utilizando areia de praia e não concreto, simplesmente porque eu quero que seja feito assim. Amanhã ou depois se o prédio desabar, quem levará a culpa será o engenheiro, e não quem mandou utilizar a areia no lugar do concreto.

Lembre-se sempre que outras pessoas verão o seu trabalho final, e você é totalmente livre para aceitar fazer do jeito que o cliente solicitar (mesmo sendo fora das regras), ou optar por não fazer.

Para finalizar o post, deixo uma breve citação do livro Escola de Tradutores, do Paulo Rónai:
“… toda tradução, para ser bem-feita, deve obedecer a algumas regras fundamentais, tanto técnicas quanto éticas”.

Como ser um tradutor ainda melhor

Todo cliente, seja ele cliente direto ou agência de tradução vai preferir o profissional que faça o trabalho da melhor maneira possível. Ser um bom tradutor é essencial para conseguir mais trabalhos, mas qualidade não é argumento de diferencial, pois é o mínimo que podemos oferecer, então, deixo algumas dicas abaixo para você se tornar um tradutor ainda melhor!

Verifique os trabalhos antes de aceitá-los! Jamais aceite um trabalho e combine valores e prazo de entrega antes de verificar o arquivo, pois às vezes podemos nos enganar, achando que o mesmo será fácil e quando vemos, percebemos que possui algumas dificuldades, seja por motivos de vocabulário, por ser um documento não editável, ou qualquer outro detalhe que dificulte e tarde a entrega. Fazer um trabalho com prazo de entrega curto nos traz um ambiente infeliz e de ansiedade, o que pode causar a perda de qualidade do serviço. Portanto, esteja ciente de como é o trabalho que está recebendo para combinar tudo com o cliente e não frustrá-lo no meio do prazo combinado.

Descanse! Você não é uma máquina, e como todos, também tem direito a descansar. Faça pausas para beber água, alongar, almoçar, e até mesmo dormir. Muitos tradutores passam noites em claro trabalhando, mas não permita que isso vire uma rotina!



Domine suas ferramentas de trabalho! Todo profissional que precisa de uma ferramenta para auxiliar seu trabalho deve conhecê-la para utilizá-la da melhor maneira possível. A mesma coisa acontece com o tradutor. As ferramentas de tradução assistida são atualmente muito úteis, porém muitos tradutores não investem seu tempo para realmente aprender a usá-las de forma eficiente, o que leva à perda dos elementos de aprimoramento da produtividade que as CAT’s oferecem. Leia o manual, quando tiver dúvidas, pergunte a um colega que a utiliza, invista em cursos para se aprimorar e aperfeiçoar sua carreira e trabalhos.

Conheça seus limites! Muitos profissionais que trabalham na área de tradução são autônomos, o que faz com que não saibamos como será o nosso amanhã. Pode ser que esse mês consigamos um salário de R$10.000,00 e no próximo mês não chegue a um salário mínimo. Isso faz com que surja a tentação de aceitar todos os trabalhos que aparecem para garantir mais dinheiro, porém cuidado! Isso pode levar você a uma perda drástica na qualidade do trabalho, e às vezes a perda do cliente, também. É melhor explicar ao cliente que não há como fazer um trabalho de qualidade dentro daquele prazo e perder apenas um trabalho, do que aceitar e perder o cliente.
Faça a diferença! Não seja apenas mais um no meio da multidão. É importante ter algo para se destacar, de forma positiva, é claro. Ofereça algo a mais em cada trabalho que você traduzir. Um serviço extra pelo qual você não cobra. Sempre que você for além do solicitado, tenha certeza que este ato não passará desapercebido.
Seja um tradutor ainda melhor do que você já é, ou pretender ser!

Gostou das dicas? Curta! Compartilhe com seus colegas! De um +1! 

Texto inspirado no post How to be a happy translator

Quanto devo cobrar?

Uma das maiores preocupações dos tradutores iniciantes é justamente o quanto devem cobrar por seus trabalhos realizados.
Lembro que quando comecei não tinha a menor noção, e pelo fato de não ter muita experiência, cobrei R$0,03 quando consegui o primeiro cliente.
Também não entendo o que acontece quando um tradutor iniciante pede ajuda aos tradutores já experientes sobre valores que devem cobrar, e as respostas vão surgindo como: “Depende…”, “Isso é algo que pode variar…”, “Use a tabela do Sintra…” e por aí vai. Aparecem as mais diversas respostas que, ao meu ver, não ajudam em nada!
Se você cobra R$0,03, alguns tradutores experientes te criticam pelo fato de ser muito barato e não estar valorizando o seu trabalho, a sua profissão… Ao mesmo tempo, muitos tradutores iniciantes não se sentem a vontade para seguir a tabela do Sintra, pelo fato de não ter experiência. E agora? Tenho o trabalho na mão e não sei o quanto cobrar. O que eu faço?
Calma! 
Pensando nisso, vendo a dificuldade de muitas pessoas e lembrando desses momentos complicados pelos quais já passei, fiz o post “Quanto devo cobrar?” tendo como base alguns conselhos que foram dados a mim por colegas, professores e alguns que consegui em pesquisas na internet.
Caso você trabalhe com interpretação simultânea ou consecutiva, geralmente se cobra de R$1.300,00 a R$1.400,00 por um dia de trabalho, ou seja, 6h de trabalho. Se você não tem experiência, cobre menos, mas não cobre menos de R$1.000,00 por 6h de trabalho (eu nunca trabalhei com interpretação, mas recebi esse conselho de um professor, em uma palestra que fui no Instituto Cervantes).
Se você trabalha com tradução para dublagem ou para legendagem, os valores praticados são aproximadamente R$5,00 a R$6,00 por minuto, com script (dicas da Dilma Machado). Caso você precise timear ou transcrever as falas, além de ter que traduzir, pode cobrar um pouco mais.
O mais tradicional dos trabalhos de tradução são os textos. E daí surge a  maioria das perguntas como: “devo cobrar por lauda?”, “Cobro por palavras?”, “Cobro por hora?”, “Quanto devo cobrar?” e por aí vai.
Algumas agências de tradução trabalham com laudas, mas isso já é considerado ultrapassado, pois a lauda varia. Alguns entendem 1 lauda como 1000 caracteres sem espaço, outros entendem com espaço.  Para não ter problemas com caracteres, espaçamento, fonte e tamanho das letras, muitos tradutores preferem cobrar por palavras, que é algo mais concreto. E aí, a média fica em R$0,10 por palavra (para cliente direto). Já vi agência que paga ao tradutor R$0,04 por palavra, ou até mesmo R$0,01.
Quando a agência de tradução passa o valor do pagamento, cabe a você aceitar ou não. Se for cliente direto, você tem maior liberdade para decidir o valor.
Ah! Detalhe importante: lembre-se sempre de enviar seu trabalho para um revisor antes de entregar ao cliente!

Espero ter ajudado com esse post. Caso ainda tenha alguma dúvida, você pode ler mais sobre o assunto no livro “Tradutor Iniciante: O que você precisa saber para começar sua carreira!” ou através da Consultoria para Tradutor Iniciante.Se você tem um amigo que está começando a carreira como tradutor e se sente perdido quanto aos valores que deve cobrar, compartilhe esse post com ele!

Fiz um post mais atualizado para você aprender a calcular o valor da sua tarifa! Para ver, basta clicar aqui: Quanto devo cobrar 2 e Quanto devo cobrar 3.

Freelancer X In House

Uma dúvida que às vezes surge quando começamos nossa carreira como tradutor é justamente se devemos começar como tradutor freelancer (autônomo) ou se devemos trabalhar internamente em uma agência de tradução (in house).
Como em tudo na vida há vantagens e desvantagens, deixarei aqui algumas características para que você conheça um pouco e decida o que valerá mais a pena.

Tradutor Freelancer (autônomo):

  • Escolhe o próprio horário de trabalho: pode trabalhar de segunda a sexta-feira, ou somente aos finais de semana. Pode viajar, ir ao cinema ou à praia quando quiser, porém deve ser responsável o suficiente para manter a qualidade do trabalho e entregar tudo dentro do prazo combinado.
  • O salário pode variar de acordo com a demanda de trabalho. O mês que “chover” trabalho, pode receber um excelente salário, assim como se o mercado estiver escasso, o salário será bem mais baixo.
  • Tem a liberdade de escolher onde vai trabalhar. Só é importante lembrar que precisa do básico para isso: um computador com acesso à internet, principalmente.
  • Não tem alguns benefícios como férias remuneradas, plano de saúde, fundo de garantia, previdência… a menos que você mesmo pague por isso.
  • Trabalha sozinho, geralmente em sua própria casa.
  • Precisa saber controlar as finanças, afinal, como já foi dito antes, o salário varia de acordo com a quantidade de trabalho.
  • Tem a preocupação (principalmente no início da carreira) de buscar constantemente novos clientes (sejam clientes diretos ou agências de tradução) para aumentar a quantidade de trabalho.
Tradutor In House (trabalha internamente em uma agência de tradução):
  • Tem horário fixo de trabalho.
  • Tem salário fixo, podendo receber “um extra”, dependendo da agência, pois algumas impõem uma meta de X palavras que, caso sejam ultrapassadas, podem gerar bônus.
  • Chova ou faça sol, precisa ir todos os dias à agência, pois lá é o seu local de trabalho.
  • Tem benefícios como férias remuneradas, plano de saúde, previdência, fundo de garantia e outros mais, dependendo da agência.
  • Apesar de ser um trabalho “solitário”, estará em contato com as outras pessoas que trabalham ao seu redor na agência.
Escritório da Agência Porto Traduções
Eu nunca trabalhei In House, então não tenho tantas dicas para passar. Mas se você quiser mais informações, até mesmo para comparar as duas formas de trabalho, aconselho que ouça o TradCast // O primeiro podcast brasileiro de tradução que discute justamente esse tema.
Para quem trabalha há bastante tempo como tradutor e já possui uma sólida carteira de clientes, acredito que o melhor seja trabalhar como autônomo. Caso você esteja começando agora, pode optar por ser autônomo ou contratado. De uma forma ou de outra, viverá experiências que o ajudarão no futuro! Afinal, algumas coisas só aprendemos através das experiências vividas…

Tradução Automática e Tradução Assistida

Uma das discussões que podemos encontrar no meio dos tradutores é sobre a tradução automática e a tradução assistida. Com o tempo, você encontrará pessoas que defendem a tradução automática com todas as suas forças e também quem a condene. O mesmo ocorre com a tradução assistida: há tradutores que podem dizer que essas ferramentas não são necessárias, como também, há outros que não aceitam que um tradutor trabalhe sem utilizá-las.
Mas, qual a diferença entre elas? Em que irão me ajudar ou não?
A tradução automática (MT) não é tão precisa, e tampouco pode ser comparada à tradução feita por uma pessoa, mas ajuda bastante caso o leitor não tenha ideia do que está escrito e deseja ter uma noção.
A máquina fará uma tradução rápida, porém com muitos erros, principalmente quando o texto a ser traduzido não for técnico, pois a máquina não sabe interpretar.
Para pessoas que trabalham com tradução técnica, com tradução de manuais, receitas de cozinha e textos que sigam um determinado padrão de escrita a tradução automática pode ajudar bastante. O trabalho não será perfeita! É preciso revisar e corrigir bastantes erros.
Já a tradução assistida (CAT) padroniza o texto traduzido, os termos utilizados, as frases que se repetem, pois há uma memória de tradução que guarda os termos já traduzidos anteriormente. Isso também ajuda a adiantar bastante o trabalho dos tradutores, e a maioria das agências de tradução utilizam essa ferramenta para ganhar tempo nos trabalhos, pois um arquivo com 10.000 palavras pode se transformar em um arquivo com apenas 2.000 palavras para traduzir, pois as outras 8.000 podem já estar na memória de tradução, por já terem sido utilizadas em traduções de documentos anteriores.
É muito importante conhecer ambas as ferramentas e saber como e quando utilizá-las. Um exemplo de tradução automática é aquela que vemos no famoso Google Translate, ou no Bing Translator. Em relação à tradução assistida, você pode utilizar softwares como o Omega T ou o Wordfast Anywhere que são gratuitos e excelentes para quem está começando e pretende conhecer melhor as ferramentas antes de investir em uma CAT que não seja gratuita.
Meu conselho é que você faça os testes e tire suas próprias conclusões. Procure diversos tipos de textos e traduza cada um deles usando um tradutor automático e uma ferramenta de tradução assistida para perceber as diferenças e decidir qual a melhor forma de realizar um trabalho de qualidade com a ajuda da tecnologia.

Defina seus objetivos como tradutor!

Outro dia estava lendo na internet um site que ensinava justamente a definir nossos objetivos. Parece algo simples, mas muitas vezes acabamos desviando nossa atenção com outras coisas e deixamos de lado um planejamento que é realmente importante quando queremos chegar em algum lugar.
Em seu site, Elena Fernández fala sobre o “profissional folha” e o “profissional flecha”. O primeiro, é aquele que vive como as folhas que caem das árvores e se deixam levar pelo vento, se movendo de um lado para o outro sem fazer esforço. Já o segundo, é aquele que decide fixar um objetivo com a intenção de ajustar seus esforços para alcançá-lo.
Assim como uma flecha tem o seu alvo bem definido para atingir, nós também precisamos de objetivos claros e reais para alcançar.
Veja alguns pontos importantes para traçar seus objetivos:
  • Precisão: se seu objetivo é conseguir trabalhar como freelancer para agências de tradução, especifique com quantas agências deseja trabalhar.
  • Indicador: é bom que você tenha um indicador ou uma forma de medir o quanto conseguiu atingir de seu objetivo. Se queria conseguir 10 agências, e você conseguiu 3.
  • Prazo: estabeleça prazos. Não é o mesmo conseguir trabalhar com 10  em 1 mês ou em 3 anos.
  • Escreva: novamente aconselho que coloque suas ideias no papel, assim é mais fácil lembrar e acompanhar o avanço.
Após a definição dos objetivos, é preciso traçar um plano de como iremos alcançá-lo. Segundo o exemplo acima, o objetivo é trabalhar como freelancer para 10 agências de tradução no Brasil, mas como vou conseguir isso em 1 mês?
1º passo: procurar na internet as 50 maiores agências de tradução no Brasil (1 a 2 dias);
2º passo: verificar (dentro das 50 agências) as que trabalham com áreas do meu interesse (1 a 3 dias);
3º passo: entrar em contato com as agências (2 dias);
4º passo: ver as respostas (esse passo pode levar um prazo maior, mas não deixe que passe de 15 dias para não perder o foco e os prazos estabelecidos).
Se por algum motivo seu objetivo não deu certo, reveja seu planejamento. Refaça e tente novamente. Às vezes, é por causa de um detalhe que não acertamos o alvo. O importante é ter seu objetivo bem claro, para que então você consiga traçar a melhor estratégia.
Seja flecha! Mire bem o seu alvo e boa sorte!