Guest Post: 6 qualidades básicas essenciais de um tradutor

O post de hoje é muito especial para mim, e entra para o hall dos meus posts queridinhos, porque quem escreveu foi uma pessoa que conheci no Congresso da Abrates este ano. 
Este é um Guest Post com a minha querida Caroline Alberoni, do blog Carol’s Adventures in Translation!
Seja muito bem-vinda, Carol! O blog é todo seu!!!

6 qualidades básicas essenciais de um tradutor

Acredito que a principal
pergunta de qualquer recém-formado ou iniciante na área é: e
agora, por onde começar? Quando algo é novo e
ainda desconhecido costuma ser assustador e aparentemente difícil. No entanto,
não
há nada que a força de vontade e o desejo de aprender não
resolvam. Se você se
garante nos dois, está pronto
para começar, independentemente do que vier pela frente.
Outras características básicas e essenciais de um bom tradutor são:

1) Pesquisa: Para saber por onde começar, é necessário pesquisar. Você com certeza deve ter pesquisado para chegar até esta publicação ou blog. Precisa pesquisar para encontrar outras informações e dicas relevantes de diferentes profissionais já estabelecidos que possam ser úteis para você. Também precisa pesquisar para encontrar possíveis clientes, saber onde encontrá-los, como entrar em contato, descobrir quem é confiável e com o qual vale a pena trabalhar, o que é preciso fazer para ser um tradutor (tanto em termos formais e legais quanto em termos práticos e empreendedores), etc. Nada cai do céu. A experiência que eu tive pode ser totalmente diferente da experiência que você terá, portanto, é preciso pesquisar para conhecer várias realidades, mas também é necessário aprender por conta própria.


2) Disponibilidade: No início, é necessário mostrar-se disponível. Aliás, faço isso até hoje com clientes novos. Sempre tento fazer um esforço a mais para estar disponível para o cliente, a fim de estabelecer um relacionamento de confiança. Se você disser muitos “nãos” no começo, corre um alto risco de perder o cliente para alguém que estará mais disponível que você. Você precisará trabalhar no fim de semana? Faça-o! Você precisará trabalhar no feriado? Faça-o! Você precisará trabalhar um pouco mais que o normal? Adivinhe? Faça-o! Não tenha preguiça. Afinal de contas, ninguém começa no topo. É preciso batalhar muito para alcançar um ideal.

 3) Prontidão: No mundo do e-mail e dos smartphones, não há desculpa boa o suficiente para não responder o mais rápido possível àquele e-mail importante, principalmente se for contato de um possível cliente. Repito, alguém pode ser mais rápido e você pode perder um cliente bom por isso. Os clientes sempre merecem uma resposta em até, no máximo, uma hora. Você jamais sairá perdendo por adotar essa prática e ela poderá ser o seu diferencial.


4) Polidez: Já dizia a sua mãe: sempre use as palavrinhas mágicas “por favor”, “obrigado” e “desculpe-me”. Seja sempre educado e gentil, agradeça sempre e sempre peça desculpas se pisar na bola e errar. Não tenha medo, errar é humano. É muito melhor reconhecer o erro, desculpar-se, aprender com ele e seguir em frente que ser teimoso e perder o cliente. 

5) Pontualidade: Nunca, jamais, em nenhuma hipótese, entregue projetos atrasados! O volume é muito grande, o prazo é muito curto, você tem outros projetos/compromissos, a área é mais complicada? Tente negociar outro prazo. Não rolou? Não aceite. Peça desculpas e explique que, infelizmente, você não trabalha com aquela área, não consegue traduzir esse volume naquele prazo, já está ocupado com outros projetos, não trabalhará certo dia.
Sim, eu sei, imprevistos acontecem. Em último caso, se acontecer algum problema, avise o responsável pelo projeto imediatamente: veja se há a possibilidade de uma extensão de prazo ou avise que é possível que você atrase a entrega em 30 minutos, 1 hora, 5 minutos… Não deixe o cliente esperando sem nenhuma notícia.


6) Desejo de aprender com os erros: Esteja aberto a feedbacks. Feedbacks são fontes valiosas e inestimáveis de aprendizagem. É por meio deles que você sabe se está no caminho certo e onde precisa melhorar. Sempre leia os feedbacks fornecidos com atenção e cuidado. Anote as dicas, crie um glossário para cada cliente/conta com as preferências e assimile tudo para não voltar a cometer o mesmo erro em trabalhos futuros. Você acredita que o revisor errou em uma correção ou está em dúvida quanto a um ponto? Pergunte! O revisor também é passível de cometer erros, assim como você. Além disso, é possível que aquela regra gramatical que você acreditava que fosse verdade absoluta esteja, na verdade, errada. 

Se ama o que faz, não tem
preguiça
de trabalhar, tem força de vontade e desejo de aprender sempre mais,
você está no
caminho certo. Basta aprender com os erros próprios e de outros colegas, e tentar sempre ser
melhor.
 Ah, e quando você adquirir experiência suficiente e finalmente deixar de ser
iniciante, não se esqueça de também acolher os próximos iniciantes ensinando o que aprendeu em
todo o processo.
 Boa sorte!

***
Carol, muito obrigada por aceitar o convite e escrever este post que tenho certeza que ajudará, e muito, todos os leitores do blog. Essas dicas realmente são muito valiosas, principalmente para quem está começando!!!

Sobre a autora:

Caroline Alberoni é tradutora de inglês e italiano, especializada na área de TI. Atua na empresa Alberoni Translations. Para conhecer a Caroline melhor e receber várias dicas, visite o blog Carol’s Adventures in Translation.

25 erros mais comuns cometidos por tradutores iniciantes

Cresci ouvindo meus pais falarem que o inteligente aprende com o erro dos outros, e com o passar do tempo, percebi que é muito melhor aprender com o erro dos outros do que com o nosso próprio erro. Mas infelizmente, algumas vezes a gente só aprende errando e sentindo na pele aquela dorzinha.Para ajudar os Tradutores Iniciantes, fiz uma pequena lista de alguns erros que cometemos quando estamos começando nossa carreira como tradutor. Muitos desses eu já cometi e outros peguei de experiências de colegas.

Esses são os 25 erros mais cometidos pelos Tradutores Iniciantes:

1. Achar que faturamento é a mesma coisa que lucro.
2. Determinar uma tarifa ou achar que a tarifa escolhida é rentável sem levar em consideração as despesas, as horas trabalhadas, a produtividade, etc.
3. Aceitar que a maior parte do faturamento dependa de um ou dois clientes.
4. Achar que a carteira de clientes é intacta e que se já conseguiu alguns clientes não precisará procurar outros.
5. Limitar-se a procurar clientes apenas no mercado local.
6. Acreditar que a jornada de um tradutor consiste apenas em traduzir.
7. Sentir-se como um funcionário assalariado submetido a um chefe (a agência ou o cliente), ao invés de agir como um profissional autônomo independente.
8. Achar que não é necessário ter contato com outros colegas.
9. Escrever mensagens em redes sociais esquecendo-se das regras gramaticais.
10. Não saber dizer NÃO.
11. Aceitar trabalhos para os quais você sabe que não tem qualificação ou conhecimento suficiente para realizar.
12. Não prestar atenção à solicitação do cliente.
13. Entregar um projeto sem avisar ao cliente sobre possíveis problemas encontrados no texto.
14. Atrasar a entrega de um projeto.
15. Ter vergonha de fazer perguntas para esclarecer as dúvidas.16. Alterar totalmente o nome do arquivo ou a formatação sem a autorização do cliente.

17. Não procurar palavras no dicionário e errar a tradução por causa de “falsos amigos”.
18. Não revisar a tradução antes de enviar para o cliente/agência.
19. Achar que não precisa fazer o marketing do seu trabalho.
20. Transmitir insegurança ao informar suas tarifas para a realização de um trabalho.21. Enviar e-mail para uma agência de tradução solicitando trabalho, mas esquecer de alterar o nome da agência X para Y no corpo do e-mail.

22. Querer receber trabalho sem antes saber quanto cobrar pelo serviço.

23. Não prestar atenção nos e-mails ou demorar para responder (principalmente quando é referente a algum possível trabalho).

24. Responder grosseiramente a um cliente após receber um feedback que informa alguns pontos que devem ser melhorados.

25. Não pesquisar sobre a agência antes de enviar o currículo solicitando trabalho.

Esses são os erros mais comuns que todos nós já cometemos em algum momento da nossa carreira. Preste atenção para evitá-los!

Se lembrar de outros erros, prometo que farei um post como esse, parte 2… E se vocês lembrarem de algum que não citei, deixe aqui nos comentários para ajudar os colegas.

E para fechar esse post, deixo essa frase do Franklin Roosevelt:

“O único homem que não comete erros é o que nunca faz nada. Não tenha medo de errar, contanto que não cometa duas vezes o mesmo erro.”

Arrisque-se, tente. Se errar, tente novamente até acertar! Mas esteja sempre atento para melhorar sua forma de trabalhar e agir.

Abrates: o que é e por que devo me associar?

Já faz algum tempo tenho vontade publicar um post sobre a Abrates, mas não tinha informação suficiente para explicar para vocês o que é, e por que devemos nos associar. Mas, aproveitei o Congresso da Abrates (em breve farei um post sobre o Congresso 2015) para conversar com a Daniela Liberal (Gerente Administrativa da associação), e ela me passou as informações para que eu pudesse divulgar para vocês.
Então, vamos lá!
A Abrates, Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes, uma entidade que congrega profissionais e instituições que operam na área de tradução e/ou da interpretação em todas as suas modalidades, com ênfase no idioma nacional (Art. 1º do Estatuto Social).
O que faz a Abrates?
  • Realiza cursos, oficinas e formações (gratuitas e pagas);
  • Conduz campanhas e ações em defesa dos direitos dos profissionais de tradução/interpretação;
  • Oferece benefícios aos seus associados;
  • Divulga oportunidades de trabalho;
  • Organiza encontros e eventos como o Congresso Anual da Abrates;
  • Realiza prova de credenciamento bienal;
  • Garante a presença da profissão na mídia.
Finalidades: (Art. 2 do Estatuto Social)
  • Apoiar os profissionais da tradução e/ou interpretação, através de atividades informativas, culturais e sociais;
  • Promover o intercâmbio com entidades e instituições do país e do exterior, visando a divulgação de inovações tecnológicas, de concursos e outras oportunidades profissionais no campo da tradução e/ou interpretação;
  • Promover e/ou apoiar a realização de cursos, congressos e simpósios em sua área de atuação;
  • Promover outras atividades culturais e sociais que proporcionem a seus associados oportunidades de contato e integração.
Principais atividades realizadas pela Associação:
  • Congressos
  • Reuniões
  • Credenciamento
  • Cursos presenciais e online
  • Convênios
  • Seguros
Pré-requisito para se associar: Ser Tradutor/Intérprete
 
Tipos de Associados:
  1. Estudantes
  2. Tradutores & Intérpretes (Juramentados, Assalariados, Autônomos)
  3. Empresas de Tradução
  4. Sênior – Maiores de 65 anos
  5. Isento – Maiores de 70 anos
  6. Portadores de deficiência
E agora, a parte mais interessante e a que eu sempre quis saber antes de me associar, afinal, queria saber exatamente quais são os benefícios que os associados têm, para saber se realmente valeria a pena ou não me associar.Detalhe: algumas pessoas comentaram que já foram procuradas por clientes porque os mesmos encontraram o nome delas no site da Abrates.


Principais benefícios para os Associados: (informações disponíveis no site da Abrates)

  • Fazer parte de uma Associação atuante;
  • Desconto nas inscrições para congressos e eventos, presenciais e online, promovidos pela ABRATES (em parceria com o Multitude);
  • 25% de desconto com a Econectar para desenvolvimento de site ou e-commerce;
  • Seguro de Vida + Auxílio Funeral grátis (incluso na anuidade) com a Seguradora Kampar;
  • Até 20% de desconto em Seguro de Automóveis com a Seguradora Kampar;
  • 20% de desconto em livros da Editora Outras Letras;
  • 15% de desconto para hospedagem no Hotel Alpha Ville Chalés em Lima Duarte/MG;
  • Vantagens na concessão de aparelhos auditivos no Centro Auditivo Teuto;
  • Seguro do erro;
  • Direito a um cadastro completo no site da Abrates, ferramenta para captar clientes em potencial;
  • Representação nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste para canalizar demandas e sugestões dos associados residentes nestas regiões, encaminhando-os à diretoria atual. Representantes regionais também realizam encontros, cursos e palestras nas respectivas regiões (eventos geralmente abertos a associados e não associados, mas sempre com preço especial para associados);
  • Programa de credenciamento de tradutores, com provas em computador.
  • A Abrates faz parte do CONATI (Comitê Nacional de Tradutores e Intérpretes) e participa ativamente de lutas e interesse da classe, como a busca pela redução da carga tributária atualmente cobrada dos tradutores/intérpretes enquadrados no regime Simples de tributação, de cerca de 17% para 4,5%.
No Congresso deste ano (2015) foi informado que a Abrates conseguiu uma parceria com o PayPal e os associados que tinham uma taxa de 6% a 7% passam a ter uma taxa de 4,99% + R$0,60.
Benefícios em estudo de viabilidade para os Associados:
  • Plano de saúde (esse me interessa muito!!! Não aguento mais pagar plano de saúde!!! Então, pessoal, vamos lutar pra conseguir!!! Quanto mais interessados, mais rápido conseguiremos!!!)
  • Plano odontológico
  • DIT – Diária de incapacidade temporária;
  • Previdência privada.

Se você gostou, se interessou e quer se associar, veja abaixo os documentos necessários!

Documentos para filiação de Pessoa Física:
  • Proposta de adesão preenchida (disponível no site)
  • Cópia do RG e CPF (digital)
  • Comprovante de Formação (ex: diploma de Curso de Tradução) ou
  • Comprovante de matrícula em curso de tradução (para estudantes)
  • Laudo médico para portadores de deficiência
Valores e Formas de Pagamento:
  • Estudantes – até 4 x R$40,00
  • Tradutores & Intérpretes – até 4 x 80,00*
  • Empresas de Tradução – até 4 x R$160,00
  • Sênior – até 4 x R$40,00
*E para a alegria de quem participou no VI Congresso Internacional da Abrates e quiser se associar, terá direito a 50% de desconto na anuidade, até o dia 30/06/2015 (ou seja, investirá apenas R$160,00)!!! O pagamento deverá ser feito à vista, por meio de depósito bancário direto na conta da ABRATES até o dia 30/06/2015. Para se associar, acesse o site da Abrates e preencha o formulário de adesão. E quem se associou durante o congresso não precisa se preocupar, pois terá direito ao mesmo desconto na próxima anuidade! (Esta informação está disponível na fanpage da Abrates.)É claro que eu vou me associar, e você?!

Minha opinião sobre o curso de legendagem da Gemini

Se você gosta de legendagem e pretende fazer um curso para trabalhar com essa área, esse post vai te ajudar!
Algumas pessoas perguntam se eu fiz curso de legendagem. Sim, gente! Eu fiz o curso de legendagem da Gemini e recomendo!
Nesse post vou passar para vocês a minha opinião sobre o curso de legendagem, caso você ainda esteja em dúvida se deve ou não fazer.
Quando fiz minha inscrição neste curso eu ainda não era tradutora. Estava querendo começar a pós de tradução de espanhol, mas nunca abria turma, e na época eu ainda trabalhava no Banco. Decidi fazer o curso de legendagem porque era mais barato que a pós, a duração era menor (dois fins de semana) e já me ajudaria a saber se eu iria gostar/me adaptar à nova profissão que buscava.
O Curso Intensivo de Técnicas de Tradução para Legendagem oferecido pela Gemini teve a duração de dois fins de semana, ou seja, foram 4 dias inteiros de aula.
No primeiro dia, a aula começou com bastante teoria e alguns exercícios práticos (em português) para nos ajudar a entender como criar as legendas, aprendemos a usar o software de legendagem Subtitle Workshop (na época aprendemos a usar a versão 2.51). Este software é gratuito e você pode baixar a versão desejada clicando aqui.
O curso é muito voltado para a prática! Cada aluno recebe um material (apostila e CD) com toda a informação sobre como criar legendas, todas as regras que devem ser seguidas, passo a passo para configurar o Subtitle Workshop no seu computador.
As turmas são pequenas e há um computador para cada aluno. Na época que fiz o curso, apenas eu trabalhava com espanhol e todos os outros alunos eram tradutores de inglês. A professora Sabrina passou exercícios diferenciados para que eu pudesse praticar com o par de idiomas da minha especialidade.
Ah! A gente também tem que fazer dever de casa!!! É incrível como isso é importante, pois recebemos muita informação no primeiro dia e quando estamos em casa sozinhos para fazer as legendas acabamos esquecendo alguns detalhes que a professora vai corrigindo e orientando.
Outro ponto do curso que achei ótimo é o fato de que a professora também tira as dúvidas  e corrige os exercícios individualmente. Lembrando que o curso é voltado para a criação das legendas, e não para a tradução em si, porém a prática é feita com vídeos em língua estrangeira para colocarmos as legendas em português, sem a ajuda de roteiro, por isso é importante que você já tenha domínio dos dois idiomas.
O grande segredo da legendagem é a prática! Não adianta fazer um curso de legendagem e não praticar. Como falei, são muitos detalhes e você só lembra de todos se praticar bastante!
O valor que investi neste curso “retornou” pra mim no primeiro trabalho de legendagem que fiz (verti as legendas da minissérie Subúrbia!!!). =D
Tudo na vida tem seus prós e contras, mas não lembro de nada ruim/à melhorar no curso. Se tivesse que encontrar algo, diria que o local (aqui no Rio de Janeiro) é um pouco conta-mão, mas hoje em dia, com o BRT, o acesso não deve estar tão complicado.Se pudesse dar uma sugestão, diria para realizar o curso durante 4 fins de semana (ou 4 sábados, ou 4 domingos), pois como o curso dura o dia inteiro, fica cansativo chegar em casa no sábado e ligar o computador para praticar, sabendo que no dia seguinte será preciso acordar cedo para ir ao curso. Durante a semana, quando fazemos os exercícios surgem mil dúvidas (ou não surge nenhuma, mas aí pode ser porque você está fazendo algo errado) e corrigimos no sábado seguinte. Durante a semana seguinte é provável que ainda apareçam algumas dúvidas mais, mas aí as aulas já terminaram, e com quem entraremos em contato para que nos ajude? (Confesso que não lembro se a professora deixou seu contato. Fiz o curso há algum tempo e não lembro alguns detalhes como este para informar aqui no post.)

Se você deseja trabalhar com legendas, faça esse curso (ou outro). É um grande diferencial e dará uma ótima base para realizar um trabalho profissional e com técnicas que agilizam o seu trabalho.
Agora tenho vontade de fazer o módulo 2 deste curso (Prática Intensiva de Legendagem) para aprimorar meus conhecimentos. Assim que abrir turma aqui no Rio vocês podem ter certeza que estarei lá (e depois venho aqui contar como foi, tá?!)!!!!

O que fazer se receber um texto de uma área que não é da minha especialidade?

Uma vez estava conversando com alguns colegas do grupo Tradutor Iniciante e me perguntaram com quais áreas eu trabalho e qual era a minha favorita. Respondi que trabalho principalmente com TI, Marketing e com muito material corporativo (recebo muito comunicado interno de empresas) e também faço bastantes legendas de vídeos corporativos. Mas já traduzi contratos, textos filosóficos, material infantil, e outros. No entanto, o que mais gosto de traduzir (talvez por ser o que mais faço) é o material corporativo.

Seguindo a conversa, me perguntaram o que eu faria caso recebesse um texto da área médica ou de engenharia, por exemplo. Informei que não traduzo textos assim porque não tenho conhecimento suficiente para tal trabalho. Precisaria pesquisar muito cada vez que encontrasse um termo técnico, e ainda correria o risco de entregar um trabalho não muito bom. Por fim, talvez o valor pago não compensasse meu trabalho e poderia deixar o cliente insatisfeito com relação a qualidade.
Mas então, o que faço se recebo um texto de uma área que não é da minha especialidade?
Primeiro, informo ao cliente que não costumo trabalhar com materiais dessa área e, por isso, prefiro não aceitar o projeto do que entregar uma tradução medíocre ou ruim. Os clientes gostam quando somos sinceros.
Em seguida, indico algum colega que seja especializado naquela área (até mesmo para não “deixar o cliente na mão”).
Informar que você não tem experiência ou conhecimento suficiente em determinado assunto não quer dizer que você não seja um bom profissional, mas sim que você se dedica a determinadas áreas e por isso seu trabalho é bom.
Alguns tradutores, principalmente quando estão começando a carreira, acham que devem aceitar todos os trabalhos que aparecem, independente do tema, mas não é assim. Quando você se especializa, você pode se tornar referência naquilo que faz!!! 
Jamais permita que um cliente o pressione para que aceite um projeto. Se você fizer o “favor” de aceitar um projeto para o qual não está capacitado, poderá comprometer a reputação que construiu para si mesmo.*
*Conselho retirado do livro The Entrepreneurial Linguist.

Minha opinião sobre a Pós-graduação de Tradução da Estácio

Muita gente me pergunta o que achei da pós-graduação de tradução da Estácio, então resolvi fazer esse post com o meu parecer para quem estiver pensando em fazer o curso.
Para quem ainda não sabe, a pós-graduação de tradução que a Universidade Estácio de Sá oferece atualmente é a mesma que era oferecida pela Universidade Gama Filho, com os mesmos professores, mesmo conteúdo… Só mudou mesmo o nome da Universidade (e justamente quando eu estava bem no meio do curso :-/ ).
Decidi fazer essa pós por dois motivos: conhecia várias pessoas que estavam fazendo/já tinham feito a pós de tradução de inglês e sempre falaram muito bem, e porque era o único curso presencial de tradução de espanhol que eu tinha conseguido encontrar aqui no Rio de Janeiro.
Vou dividir este post em prós e contras e deixar que cada um tire suas próprias conclusões.
Prós:
  • as primeiras aulas são bem voltadas para gramática, o que é ótimo para os alunos que não vieram de uma graduação de letras (como eu), pois aprendemos detalhes que não são ensinados em cursos de idiomas.
  • o curso é bem voltado para a prática. Apesar de ter teoria, a prática predomina.
  • a maioria das aulas foram dadas em espanhol.
  • a maioria dos professores se mostrou prestativa para tirar dúvidas não apenas da matéria apresentada em sala de aula, mas também de assuntos relacionados ao dia a dia do nosso trabalho (alguns me ajudam até hoje).
Contras:
  • as primeiras aulas são bem voltadas para gramática, e isso pode parecer um pouco cansativo para os alunos graduados em letras.
  • apesar de termos aulas com os coordenadores do curso, a maioria das questões burocráticas são resolvidas apenas em São Paulo.
  • em algumas aulas juntaram as turmas de tradução de inglês e espanhol (eu, particularmente, não gostei pois a turma ficou muito grande e a aula não teve o mesmo rendimento).
  • algumas aulas voltadas para o ensino de como usar alguns software não foram muito proveitosas para os alunos que não tinham noção de como usá-los.
É claro que todos os comentários são voltados para o curso de Tradução de Espanhol. Não posso opinar sobre o curso de Tradução de Inglês pois alguns professores são diferentes. Ah! Outro detalhe é que fiz o curso presencial no Rio de Janeiro.
Como eu já trabalhava profissionalmente como tradutora na época que fiz a pós, percebi que em muitas matérias o que foi ensinado era muito básico com relação ao que eu já sabia pela vivência e prática que adquiri com o dia a dia.
A meu ver, o curso pode ser muito mais proveitoso para quem ainda não tem prática ou vivência como tradutor.
Quem quiser mais informações sobre os cursos de pós-graduação em tradução oferecidos pela Estácio, pode acessar o site da Cult Estácio.
Agora quero fazer a Pós-graduação de Interpretação de Conferências. Assim que abrir turma de espanhol vocês podem ter certeza que estarei lá e depois conto o que achei do curso. 😉
*Este post não é patrocinado.

Como controlar as finanças?

Em outro post já comentei que quando um tradutor opta por ser freelancer (autônomo), ele precisa ter um bom domínio sobre suas finanças, pois o salário não é certo! Um mês você pode receber R$5.000,00 e no outro, R$500,00, por exemplo.
Quem já é tradutor há algum tempo sabe que em algumas épocas ficamos com muito trabalho, ao ponto de parecer que não vamos dar conta, e em outros momentos, os trabalhos são pingados.
Então, como fazer para controlar as finanças? Como saber se o que estou ganhando por mês é suficiente?
Eu, por exemplo, trabalho tanto em parceria com algumas agências de tradução, como para clientes diretos. Devido a isso, o meu pagamento é depositado em minha conta durante todo o mês, de acordo com o combinado com cada cliente, e não apenas no 5º dia útil ou no último dia útil do mês, como a maioria das pessoas que trabalham com carteira assinada.
Para controlar melhor o quanto ganho durante o mês e as despesas que tenho, uso o Zero Paper. Utilizo tanto o aplicativo para o celular como o site.
Se você utilizar somente como profissional, poderá incluir todos os pagamentos que recebe por seus trabalhos, assim como suas despesas fixas e variáveis. Eu, por exemplo, coloco minhas despesas com internet, luz, etc., como despesas fixas. Nas despesas variáveis, coloquei o valor investido para ir ao Congresso da Abrates, hotel, passagens aéreas. Não incluo despesas pessoais como compras dos mês, cartão de crédito, ou mesmo aquele sapato lindo que vi na vitrine e “tive” que comprar!!! Essas despesas são minhas, e não da minha “empresa”. 
No decorrer do mês você consegue visualizar o total de despesas e o total de recebimentos. O Zero Paper calcula para você o balanço de cada mês, assim é mais fácil visualizar se fechou o mês positivo ou negativo, quanto sobrou ou quanto faltou.
Essa é uma boa forma de verificar como anda o seu progresso financeiro, e é válido tanto para quem está começando a carreira agora, como para os mais experientes!
Faça o seu cadastro e controle suas finanças!

*Este não é um post patrocinado!

Investimento x Gasto

Já vi muita gente falando que se fosse fazer determinado curso precisaria gastar X reais, ou que não tem determinado valor para gastar comprando algum software… Mas há uma pequena diferença entre gastar e investir em algo.
Você pode gastar seu tempo na Internet visitando site de fofocas (que não acrescentarão nada em sua vida), assim como pode investir seu tempo fazendo pesquisas na Internet de como conseguir mais clientes ou de como se diferenciar como profissional, etc.
Antes mesmo de ser tradutora (na época que eu ainda trabalhava no banco) eu investi no meu primeiro curso: um curso de legendagem. Nesse curso eu não só aprendi as técnicas de legendagem como me apaixonei ainda mais pela profissão, e em menos de um ano eu já tinha conseguido meu primeiro trabalho de legendagem (que pagou o investimento feito no curso e ainda sobrou).
Quando comecei a carreira eu não usava nenhuma CAT. Apesar de ver muitos colegas falando sobre seu uso e benefícios eu ainda não tinha conseguido perceber como essa ferramenta poderia melhorar meu trabalho. Sendo assim, adquirir uma CAT me parecia um gasto.
Alguns meses se passaram e investi mais tempo e dinheiro em algumas palestras, onde pude ver como funcionava de fato uma CAT Tool. Fiquei encantada e comecei a pesquisar algumas. Instalei no meu notebook algumas que são grátis, mas não me adaptei. Fiz uma busca de tutoriais no YouTube e acabei me adaptando bem ao Memo Q e ao Trados.
Falei muito sobre investimento financeiro até agora, mas se você está começando a trabalhar como autônomo, é preciso saber como investir o seu tempo, e não gastá-lo com acessos a sites que não te levarão a lugar algum.
Use a internet a seu favor para aprender, fazer novos contatos, conseguir trabalhos, e não apenas para lazer. E, principalmente, saiba separar seu momento de lazer e seu momento de trabalho/estudo.
Lembre-se: o que pode ser investimento para mim pode ser um gasto para você, e vice-versa. O importante é ter em mente qual é o seu objetivo e o que pode ajudar você a alcançá-lo mais rápido. 

Modelo de orçamento para tradutores

Há algum tempo fiz um post sobre Como criar um orçamento. Ali dei algumas dicas de como preparar seu orçamento para o cliente. Lembrando que esse orçamento será usado quando você começar a ter seus clientes diretos, pois quando trabalhamos com agências, combinamos previamente o valor cobrado por palavras ou laudas e o mantemos por um determinado período.
Há tradutores e agências de tradução que simplesmente enviam o valor X no corpo do e-mail como sendo o seu orçamento. É muito bom ser direto e objetivo, afinal, hoje em dia ninguém tem tempo a perder, mas acho interessante criar um orçamento um pouco mais completo, até mesmo para justificar o valor para o cliente. Não precisa ser nada muito técnico, mas é interessante que tenha algumas informações que mostrem para o cliente que aquele não é um valor que você escolheu aleatoriamente.
Pensando nisso, vou disponibilizar um modelo bem simples de orçamento que você poderá utilizar.
Clique aqui para fazer o download do arquivo.
Você tem total liberdade para incluir informações que ache necessárias ou excluir alguma informação que eu coloquei no modelo e você acredite que não deva usar, mas para fazer qualquer tipo de alteração no arquivo acima é preciso fazer o download para o seu computador.
Lembre-se de salvar o orçamento em .pdf antes de enviá-lo ao cliente.

Quanto tempo e dinheiro preciso investir para ser um tradutor?

Não existe uma fórmula para ser tradutor e nem para conseguir trabalho. Nós damos conselhos de algumas coisas que fizemos e deram certo, mas isso também é muito relativo e pode variar de uma pessoa para outra, pois vai depender do quanto alguém se dedica para conseguir alcançar um determinado objetivo.
Quanto ao tempo, pode ser que sejam necessários uns 4 anos para completar uma graduação em letras ou em tradução (nem todos os Estados possuem faculdades que oferecem graduação em tradução).
Se você já possui uma graduação, pode fazer uma pós-graduação em tradução (como foi o meu caso), que levará aproximadamente 1,5 ano dependendo da instituição. Também é possível fazer cursos de aperfeiçoamento, participar de palestras, webinars, ler livros e workshop que ajudam a aumentar nosso conhecimento sobre determinado assunto.
E a partir do momento que você decide ser tradutor, tenha em mente que o ideal é continuar estudando e se aperfeiçoando para não parar no tempo e ficar para trás.
Quanto ao dinheiro, bom, isso também será muito relativo. Se você estudar em uma instituição particular precisará investir mais do que se o fizer em uma instituição pública. O valor de investimento em uma pós-graduação também pode variar caso seja presencial ou à distância.
Também é preciso mencionar os livros (físicos ou e-books) que muitas vezes nos ajudam! Investir em livros é sempre muito bom! Já as palestras, seminários, workshops, podem variar entre pagos e gratuitos.
Fiz uma pequena tabela com alguns valores de cursos que fiz e o tempo que levei para finalizá-los, para que vocês possam ter uma ideia.
Não mencionei acima, mas participei também de alguns workshop gratuitos online sobre CAT Tools. Também não mencionei o curso de graduação, pois sou formada em Pedagogia pela UFRJ. A pós-graduação mencionada na tabela é da Estácio de Sá (antiga pós de tradução da Gama Filho) e o curso de legendagem é da Gemini.
Investi muito tempo também em pesquisas na Internet para conhecer mais sobre a profissão e faço isso até hoje! 
Agora, deixo uma dica: se você tem pressa de começar sua carreira (como eu tive), assim que se sentir seguro, comece a correr na frente! Às vezes, conseguir o primeiro trabalho demora, então, não perca tempo!
Pode ser que toda vez que você precise fazer um teste sinta aquele friozinho na barriga, mas mesmo assim encare e siga em frente, sem medo de ser feliz!
Não tenha medo de tentar, confie sempre na sua capacidade e seja humilde e educado com todos (seja cliente, colega ou qualquer pessoa que venha a cruzar o seu caminho)!