Parecia uma oportunidade, mas…

 

Da série “Principais Cuidados”, esse post vem exemplificar algo que aconteceu comigo, e pode acontecer com qualquer profissional.
Já fiz um post falando sobre teste de tradução que agências enviam, e precisamos ficar atentos para que não caiamos em uma cilada. É claro que nem todos os testes são considerados ciladas, mas alguns aparecem de maneira tão estranha que o “desconfiômetro” já fica em alerta.
Há algum tempo recebi um teste de tradução de uma determinada agência em meu e-mail. Fiquei feliz da vida, afinal, é sempre bom saber que talvez você passe a ter mais um cliente e mais uma fonte de renda. Quando abri o arquivo do teste, havia 2 textos: um para traduzir (301 palavras) e um para verter (406 palavras). Olhei bem para cada texto e analisei o conteúdo. Algo ali estava estranho, mas antes de tomar qualquer decisão precipitada, voltei ao meu e-mail e comecei a pesquisa sobre aquela agência.
Meu primeiro contato com essa agência foi em julho de 2013, quando enviei meu currículo para um funcionário específico e não tive resposta. Em novembro do mesmo ano, conversei com outro funcionário que solicitou que eu enviasse novamente o currículo por e-mail. Enviei, porém novamente não obtive resposta. Agora, em agosto de 2015, dois anos depois, sem mais nem menos, a agência resolve enviar um teste por e-mail, com a seguinte mensagem:

 

“Prezada tradutora,
Segue em anexo o teste de tradução.
À disposição,
Fulano de tal.”
Você faria esse teste? Eu não fiz! Depois de tudo que analisei, depois de todo o meu histórico de contato com essa agência, e ainda por cima, um e-mail com uma mensagem totalmente genérica, fiquei muito desconfiada de que eu poderia fazer um “teste” que seria, na realidade, um trabalho não remunerado que eles entregariam ao cliente.
E só estou escrevendo este post em setembro, praticamente 1 mês depois de ter recebido o e-mail, porque antes de começar a tradução, respondi ao e-mail da seguinte maneira:
“Bom dia, Fulano de tal!
Obrigada por enviar o teste.
Antes de realizá-lo, gostaria de saber algumas informações….
[…]
Att,”
Estou esperando a resposta até hoje. E quem trabalha com tradução sabe que a maioria dos serviços são para ontem.
Talvez você pense que estou “viajando”, mas nunca tive um e-mail sequer respondido por essa agência. Do nada eles enviam um teste de tradução com uma mensagem super genérica, que poderia ter sido enviada para uma lista gigante de profissionais (quem cair, caiu…), e com textos para supostos testes (muito provavelmente não remunerados) que tomariam parte do meu tempo de trabalho, para talvez nunca receber um feedback… Sou assim, se desconfiar de algo, não faço e envio uma mensagem solicitando mais informações.
Quando estava começando a carreira já caí em algumas ciladas assim, mas hoje em dia, presto muita atenção antes de pegar um serviço ou um teste de um novo cliente/agência. E deixo essa experiência para você, que está ansioso para começar a receber trabalho.
Não permita que a ansiedade gere prejuízo. Antes de mais nada, analise tudo! Se tiver dúvidas, pergunte sem medo. Confie em você e nos seus sentimentos! Não se deixe intimidar só porque está começando a carreira agora. Você não precisa cometer os mesmos erros que seus colegadas já cometeram, afinal, o inteligente aprende com o erro dos outros.

Quero ser tradutor, e agora?

Algumas pessoas querem ser/começar a trabalhar como tradutor, mas não têm ideia do que fazer, como começar, etc. Eu também já tive essas dúvidas e por não conseguir encontrar as respostas, acabei indo parar em uma faculdade de pedagogia. Hoje, com a internet, existem mil blogs e redes sociais onde você pode fazer uma pergunta e encontrar várias respostas com diferentes pontos de vista.
Mas não é porque eu não tive as respostas que outras pessoas precisarão passar por isso também. Aqui no blog procuro postar assuntos que ajudem os iniciantes a tomarem suas decisões com mais confiança.
Infelizmente em nossa profissão não existe uma receita de bolo, mas algumas dicas sempre são bem-vindas, certo? E se você já decidiu que quer ser tradutor, mas não sabe o que fazer agora, esse post é para você!!!
Quero ser tradutor, e agora???
Pare e pense
Realmente quero ser tradutor? Eu sei como é essa profissão no dia a dia? Essas perguntas parecem bobas, mas não são. Muitos têm uma ideia errada sobre a nossa profissão. Conheço pessoas que se formaram, e depois desistiram por diversos motivos, e um deles era porque acharam a profissão muito solitária. Outros pensam que é molezinha só porque a maioria dos tradutores trabalha em casa. Não se iluda! Trabalhar em casa e como autônomo pode parecer muito bom, mas exige bastante do profissional.

Depois de refletir bastante sobre a profissão, fazer pesquisas e ver se realmente possui perfil para ser tradutor, vamos ao segundo passo.

(In)Forme-se
Mesmo já tendo domínio de um idioma estrangeiro e da língua materna, muitas pessoas ainda se sentem inseguras para entrar no mercado. Talvez você tenha terminado um curso de letras ou mesmo de tradução e, apesar de ter conhecimento linguístico e algumas técnicas, esteja sentido falta de algum conhecimento específico para se especializar. Talvez você esteja vindo de uma formação em outra área (direito, medicina, publicidade, etc.) e quer direcionar sua profissão para a tradução, mas sente falta de uma base linguística.E, claro, não podemos esquecer das noções de informática! O computador é nossa ferramenta de trabalho e você tem quem ter uma noção mínima de como utilizá-lo, instalar softwares, etc.

Entre em contato com profissionais que já atuam na área, seja através das redes sociais, congressos, eventos, blogs. A troca de experiência sempre é muito útil, e com certeza as pessoas terão algum curso para indicar ou alguma dica para dar.
Faça cursos, tanto para se aperfeiçoar como para conhecer as técnicas de tradução. Pode parecer bobeira, mas traduzir vai muito além de passar um texto de um idioma para o outro.
Analise e Planeje
Se chegou nesta fase é porque você já tem alguma base para ser tradutor. Agora é preciso criar um

plano de negócios para que você comece a conseguir trabalho, e para isso você deve responder as perguntas abaixo:

  • Quais serviços vou oferecer? Tradução, versão, legendagem, tradução para dublagem, interpretação, revisão, transcrição, etc.
  • Com quais idiomas vou trabalhar? Para ser tradutor a fluência não é tudo, mas ajuda bastante. Se você sabe inglês fluentemente e espanhol intermediário, por exemplo, não diga que traduz os dois idiomas. Vejo muita gente falando que sabe inglês, espanhol, italiano e francês básico. Oi?! Francês básico não faz de você um tradutor de francês. Outro detalhe: se você sabe vários idiomas, vai perceber com o tempo que trabalhará mais com um do que com outro. Não escolha trabalhar com um idioma só porque tem menos “concorrentes”. Trabalhe com o idioma que você gosta e procure se diferenciar no meio da multidão.
  • Em quais áreas vou me especializar? Se especializar em uma área, seja ela jurídica, médica, técnica, financeira, etc., é interessante já que isso é bom tanto para o cliente, como para você, pois saberá quais tipos de empresa poderá atender com os seus serviços, e não perderá muito tempo pesquisando termos específicos usados em determinadas áreas. Também é importante ter um conhecimento geral para que não fique preso às suas áreas de conhecimento.
  • Quais equipamentos vou utilizar? Pense em todos os equipamentos necessários para o seu trabalho, desde um bom computador, mesa e cadeira adequados, um bom fone (caso você trabalhe com tradução audiovisual), até as CAT e software que vai precisar. Lembre-se que você é um profissional e esses são seus instrumentos de trabalho, portanto, invista neles.
  • Quais tarifas vou praticar? Assunto polêmico, porém importante! Você até pode usar a tabela do Sintra como referência, mas só se for para cliente direto. Se estiver trabalhando em parceria com uma agência de tradução ou com um colega, verifique os valores de acordo com os orçamentos que possuem. Você pode ler mais sobre esse assuntos nos posts “Quanto devo cobrar” e “Agência de tradução x Cliente direto“.
Agora que você já passou por todas essas etapas e fez um breve planejamento do seu negócio, chegou o momento de ir para o mercado!
Eu sei que bate um certo receio, mas o momento perfeito nunca vai chegar. Sempre existirá algo que pode ser melhorado, então, dê o primeiro passo. Com o tempo você vai ganhando experiência e se aperfeiçoando.
Procure clientes, mostre para o mundo quem é você e o que você faz. E mostre que você é bom naquilo que faz!
Fonte de inspiração: blog El traductor en la sombra.

Agência de tradução X Cliente direto

Percebo que algumas pessoas ainda têm dúvidas quando o assunto envolve cobrança, valores por palavra, etc. Tradutores reclamam que agências pagam pouco e por isso preferem clientes diretos, pois podem cobrar mais, cobrar o quanto quiser/achar justo. Mas você já parou para pensar no porque dessa diferença? Por que uma agência me paga R$0,07 por palavra e posso cobrar do cliente direto R$0,20 por palavra, por exemplo?

Para início de conversa, os prós e contras existem em todos os tipos de trabalho, e o nosso não seria diferente. Você pode optar por fazer TUDO ou simplesmente fazer a tradução. Veja:

  • Captação de clientes: a agência consegue cliente para você, ou você pode optar por correr atrás para encontrar o cliente no mercado.
  • Negociação: a agência entende o que o cliente quer e negocia prazos e valores, ou você precisará entender o que o cliente deseja (muitas vezes nem ele sabe explicar o que quer) e negociar prazos e valores.
  • Preparação do texto: a agência entrega o arquivo pronto para ser traduzido, ou você precisará editá-lo ou torná-lo editável para poder começar a traduzir.
  • Revisão: a agência encontra um revisor/revisa o seu trabalho, ou você precisará encontrar um colega e solicitar que faça a revisão para você (e é claro que você pagará por isso).
  • Formatação/Edição final: a agência formata/edita o arquivo para poder enviar ao cliente de acordo com o solicitado, ou você precisará fazer isso ou contratar alguém que saiba fazer (e também pagará por isso).
  • Pagamento: a agência ficará responsável pela cobrança, ou você precisará entrar em contato com o cliente para fazer isso.
É claro que eu resumi bastante o passo a passo de um projeto, mas isso é só para dar uma noção. Você também pode ver todas as etapas pelas quais um projeto passa no post “VI Congresso da Abrates – Parte 4“.
Se for resumir tudo isso, poderíamos dizer em poucas palavras que a agência de tradução faz todo o trabalho que você não quer e/ou não sabe fazer. As agências são as mediadoras entre o cliente e o tradutor e o revisor. Se um cliente estiver demorando para efetuar o pagamento, a agência fará a cobrança ou acionará os meios certos para receber o que lhe é devido, e se for uma agência séria, irá efetuar o seu pagamento independente do cliente já ter pago ou não. No entanto, se o cliente for seu… Boa sorte!!!
Não estou defendendo que agências nos paguem migalhas por palavras, mas sim explicando porque existe diferença quando enviamos nossos valores para uma agência e para um cliente direto. 
É preciso estar atento ao trabalho que teremos e ao tempo que levaremos para finalizar um projeto. E se pararmos para pensar, vocês concordam que não seria justo (para nenhuma das partes) se cobrássemos, por exemplo, R$0,34 por palavra, tanto para agência como para o cliente direto?
Valorize o seu trabalho, sim! Mas também analise o que será feito e para quem será feito, e seja justo!

Como se organizar

Um detalhe importantíssimo é que devemos ser organizados. Como muitas vezes os prazos são extremamente apertados, é preciso saber onde localizar cada projeto para evitar a perda de tempo.
Cada profissional tem sua forma de organização. Alguns mantem suas pastas e arquivos na nuvem. Eu, particularmente, não gosto. Sou um pouco medrosa (rs). Como a maioria dos projetos que traduzo são confidenciais, fico temerosa que alguém consiga acessá-los, então tudo fica salvo no meu computador e em um HD externo o qual utilizo constantemente para fazer backup (vai que o computador acorda um dia sem querer funcionar…).
Vou deixar mais ou menos o modelo da minha forma de organização.
Crio uma pasta com o nome do cliente/agência de tradução. Dentro dessa pasta crio uma outra com o ano (2015). Dentro desta, crio uma com o mês (maio), e dentro desta, crio outras com os dias que recebo os projetos. Dentro da pasta com os dias, crio uma nova pasta com o número/nome dos projetos e dentro dessas pastas eu guardo o projeto original e o projeto traduzido. Veja a foto abaixo para entender melhor:
Desse jeito fica fácil localizar algum projeto antigo caso precise voltar nele e fazer qualquer modificação.
Quem já trabalha utilizando algum software, lembre-se que também é importante organizar suas TMs (memórias de tradução), glossários, etc.
Lembrando que este é apenas um exemplo. Funciona para mim, mas você deve encontrar a melhor forma de se organizar.
Quanto mais organizado você for, mais rápido conseguirá localizar as informações que precisa.

10 dicas para ser um bom profissional

Quem quer ser um bom profissional precisa obedecer certas regras que muitas vezes não são ditas abertamente, mas que são essenciais para diferenciar o seu trabalho no meio de uma multidão de tradutores, portanto fique atento!


Estude sempre! Um bom profissional está sempre em busca de atualizações, aprimoramentos e profissionalização. 

Faça o seu melhor! Seja para cliente novo ou para um cliente antigo, seu trabalho deve ter uma qualidade impecável.
Mantenha as informações em sigilo total! Não revele os dados confidenciais de nenhum cliente, em hipótese alguma.
Obedeça as instruções do cliente! Siga todas as instruções que o cliente passar e não altere a formatação original do arquivo, a menos que isso seja solicitado. 
Pedir ajuda não é feio! Quando tiver dúvidas ou não souber algo, peça ajuda aos colegas. Isso não fará de você um tradutor pior, muito pelo contrário.
Saiba dizer não! Se você não possui especialização e conhecimento necessário para traduzir um projeto sobre determinado tema, não aceite. Ser profissional não é saber tudo, necessariamente. É melhor ser especializado em apenas uma área, mas ser o melhor naquilo que faz, do que traduzir tudo o que aparece, e fazer um trabalho medíocre.
Seja humilde! Com o passar do tempo e com o costume de traduzir, pode ser que algumas pessoas esqueçam a humildade pelo caminho, porém um bom profissional deve ser humilde o suficiente para reconhecer os seus próprios erros.
Seja pontual! Jamais atrase a entrega de um trabalho.
Tenha ética! Não desmereça o trabalho dos colegas. Se discorda de algo não critique, simplesmente, mas sugira algumas ideias para ajudar a melhorá-lo.
Valorize seu trabalho! Se você desvalorizar seu trabalho, o cliente fará o mesmo.

Dicas sobre currículo

Outro dia recebi uma mensagem de um colega com algumas dúvidas sobre currículo, e como imaginei que a dúvida dele poderia ser a dúvida de muitos, estou compartilhando aqui.

“Pra iniciante geralmente falta muita coisa pra conquistar uma vaga de freela. Como saber que seu CV está bom? Começar a queimá-los enviando mesmo não sabendo se está certo? Que dicas você dá?”

Confesso que na hora que li a pergunta precisei parar um pouco para pensar, mas logo percebi que essas dúvida bate não apenas nos iniciantes. Vira e mexe me pego analisando meu currículo e pensando se está bom o suficiente para enviar para uma ou outra empresa.
Se você ainda não tem experiência com tradução, é interessante dar uma olhada no post “10 dicas de como montar um currículo impressionante“. Lá você vai ter uma ideia de como montar o seu currículo, quais informações deve e não deve colocar nele.
Mas, voltando à pergunta inicial, na minha opinião, meu currículo nunca está bom! Sempre quero melhorar! Vira e mexe faço alterações, adiciono cursos que fiz ou estou fazendo, incluo novas experiências de trabalho, etc.
Mesmo que você ainda não tenha experiência para informar no seu currículo, não tem problema. Um dia eu também não tive e, no entanto, utilizei o mesmo modelo que disponibilizei aqui no blog e deu certo. E tem dado certo até hoje!
Acredito também que o maior segredo não é sair disparando currículo para todos os lados, para todas as agências. É preciso analisar e verificar se determinada agência trabalha com áreas de conhecimentos que você domina.
Por exemplo, eu sou péssima com textos da área médica. Mal consigo entender uma bula de remédio. Ou, detesto ler contratos e o vocabulário jurídico não faz o menor sentido pra mim. Se envio meu currículo para agências que trabalham principalmente com esse tipo de assuntos, aí sim vou me queimar, porque quando receber um teste, ou quando receber o primeiro trabalho, não vou conseguir fazer uma boa tradução, uma vez que não entendo o que está sendo informado, por mais que tenha domínio dos dois idiomas!
Resumindo:
1) Visite o site da empresa antes de enviar seu currículo. Verifique quais são os clientes que ela atende e as principais áreas com as quais trabalham.
2) Reveja seu currículo constantemente e faça alterações sempre que necessário.
E lembre-se: a insegurança é algo normal, mas não permita que ela te paralise!

Ser freelancer é fazer “bico”?

Já vi muitas pessoas que acham que ser freelancer é o mesmo que fazer um “bico” para conseguir uma renda extra. Quando ouvia lia isso eu ficava e fico irritadíssima, mas um dia com muita calma e muito amor no coração (rs), percebi que muitas pessoas falam isso porque não entendem que ser freelancer é uma coisa e fazer bico é outra.

Para esclarecer a diferença, encontrei na internet ótimos exemplos para explicar uma e outra forma de trabalho.
Freelancer, é uma palavra da língua inglesa e significa profissional autônomo. O mesmo é independente, ou seja, não está empregado permanentemente em nenhuma empresa específica, mas é contratado para fazer diferentes serviços para várias empresas (ex. fotógrafo, músico, artista, TRADUTOR).
Sendo assim, se digo que sou tradutora freelancer, isso significa que sou tradutora autônoma.
No site Tecla Sap encontrei a seguinte explicação:

“A origem da palavra vem dos tempos medievais, quando um cavaleiro mercenário tinha sua lança livre, free lance, ou seja, era livre para oferecer seus serviços para qualquer pessoa disposta a pagar por eles.”

Bico, ou fazer bico, é a ideia de realizar um trabalho temporário, ou fazer pequenos serviços. Uma boa frase que encontrei no Dicionário Informal para exemplificar foi:

“Depois que ele perdeu seu emprego fixo, ele passou a fazer vários bicos para sobreviver.”

Sendo assim, o profissional freelancer não faz bico! O grande problema que temos quando pegamos palavras estrangeiras é que as pessoas acabam entendendo errado e distorcendo o sentido. E a cultura do brasileiro de que trabalho bom é aquele com carteira assinada, também ajuda a causar essa confusão.