Trabalhando no Vinst Coworking

Na quinta-feira passada, dia 27/08/15, mudei totalmente a minha rotina. Quem acompanha o Tradutor Iniciante no Facebook já sabe que eu fui trabalhar no Vinst Coworking.

Simplesmente amei a experiência!!!
Muita gente diz que o tradutor é muito solitário só porque trabalha sozinho em casa, e algumas pessoas não gostam disso, pura e simplesmente por não ter contato com outras pessoas. Se você é assim, sugiro que trabalhe em um coworking. Em um espaço como esse você estará em contato com outros profissionais que podem ser da mesma área, ou de áreas diferentes, e então você poderá aumentar seu networking, conhecer muita gente, divulgar mais o seu trabalho e trocar muitos cartões de visita.

 

No meio das conversas, acabei descobrindo algo muito interessante: Vinst é uma palavra sueca e significa Lucro. Acho que fui trabalhar no lugar certo!!! rs
Para melhorar ainda mais, o Vinst Coworking além de ser um espaço de coworking, também tem Assessoria para Abertura de Empresas. Já sabem que será mais uma explicação que vou pegar para montar o tão prometido post sobre como tradutores devem abrir empresa, né?! rs
Quem é do Rio de Janeiro e quiser visitar o espaço, pode ter a certeza que será muito bem recebido! Quem não é do Rio não precisa ficar triste! É só entrar em contato com o Vinst que eles vão indicar outros espaços de Coworking parceiros pelo Brasil.
Para conhecer mais, visite o site do Vinst Coworking clicando aqui!
Porque trabalhar pode ser muito divertido!!!

7 coisas que não gosto na profissão de tradutor autônomo

Antes de começar a escrever este post quero deixar bem claro que meu objetivo aqui não é desestimular ninguém! Apenas tive a ideia de fazer um post falando sobre as coisas que não gosto na minha profissão. Quem me conhece e me segue pelo blog e redes sociais sabe que sempre digo que amo ser tradutora, que sou realizada profissionalmente e tal. Mas nem por isso minha vida profissional é um mar de rosas, e justamente por isso fiz o post.
O Tradutor Iniciante (blog, grupo e fanpage) foi criado para ajudar os tradutores que estão começando a carreira agora, e também, aqueles que ainda estão pesquisando sobre a profissão antes de se jogar de corpo e alma em uma graduação/pós-graduação/profissão sem antes saber se é isso que realmente querem. E essa busca é importantíssima para evitar frustrações futuras.Então, vamos lá!



1. Vacas magras. Eu simplesmente fico doida quando a demanda de trabalho cai. E não adianta vir com a conversa de que profissional bom não fica sem trabalho. Pode até não ficar sem trabalho, mas que a quantidade/demanda cai, cai! Isso é fato! Eu adoro trabalhar e fico desesperada na época das vacas magras, pois pra quem é autônomo pouco trabalho significa pouco dinheiro. E isso nos leva ao nº 2.

2. Instabilidade financeira. Sou muito controlada quando se fala de dinheiro. Mas não posso negar que às vezes gosto de gastar aqui e ali com coisinhas para decorar a casa, roupas e beleza (afinal, qual mulher não gosta de se cuidar?). Também adoro viajar e fazer uns programas diferentes, como sair para jantar com o marido, ir passear com as amigas, e coisas desse tipo, que em alguns momentos não podemos fazer porque precisamos ter controle financeiro (principalmente na época das vacas magras). O fato de não ter um salário fixo me incomoda um pouco quando começa a diminuir a demanda e percebo que o montante daquele mês não será tão bom quanto o de outros meses.






3. Produção. Talvez essa terceira “coisa” que não gosto na profissão seja algo muito mulherzinha, mas… Confesso que algumas vezes sinto falta de me arrumar para sair, de colocar aquele salto alto e me maquiar. Por mais que para trabalhar em casa o ideal seja não usar pijamas, também não é necessário que você trabalhe de terno e gravata, se for homem, ou de salto 10 cm e um vestido tubinho, se for mulher.

4. Equipe de trabalho. Quando trabalhamos como autônomos, por mais que tenhamos uma parceria ou um contrato de prestação de serviços com alguma agência, e mesmo que nos tratem bem, não trabalhamos em equipe. Mas, Laila – você deve estar se perguntando -, é um trabalho em equipe, pois você traduz, outro profissional revisa, e por aí vai, para que a agência consiga entregar o trabalho da melhor maneira possível ao cliente. Certo! Concordo plenamente, mas o fato de não conhecer as pessoas com as quais trabalho, ou poder sair pra almoçar com elas, comemorar uma meta alcançada, etc, me faz sentir que não estou em uma equipe (até porque trabalho com muita gente de SP).

5. Plantão. Por mais que um tradutor autônomo tenha liberdade de escolher quais dias deseja trabalhar, que horas e onde, muitas vezes nosso horário acaba sendo o horário comercial, pois é o momento em que outras empresas estão trabalhando e é quando você conseguirá algum contato com elas. Me angustia muito o fato de às vezes precisar sair para ir ao banco resolver um problema, ou ir ao médico, ou fazer qualquer outra coisa na rua, e deixar o 3G do celular ligado e ficar o tempo todo de olho no e-mail e Skype, até porque recebo muito comunicado interno de empresa que deve ser traduzido e entregue dentro de algumas horas.

6. Demanda. O fato da demanda de trabalho ser muito menor para o espanhol do que para o inglês é algo que às vezes me incomoda muito também. Mas neste caso não posso falar apenas no que se refere à tradução. Até mesmo quando quero fazer cursos preciso ficar esperando meses, semestres, anos para conseguir abrir uma turma. Você pode estar pensando ou querendo me perguntar: “Laila, mas então, por que você não faz tradução ou o curso que quer em inglês?” A resposta é simples: eu amo espanhol! Gosto de me especializar em espanhol! Infelizmente, pelo fato do inglês ser o idioma mais comum, a maioria dos cursos e trabalhos são voltados para este idioma.


7. Riscos. Em alguns momentos precisamos correr alguns riscos. Quando alguns leitores vêm conversar comigo e perguntam sobre determinada agência ou algo sobre cliente direto, geralmente informo que o novo (seja cliente direto ou agência) sempre será um risco. Risco de fazer o teste e talvez não ser aprovado; risco de talvez não receber resposta alguma sobre o e-mail enviado ou mesmo sobre um teste realizado (já fiz testes e estou esperando o feedback até hoje); risco de não receber o seu pagamento (esse risco existe tanto com cliente direto como com agências). Mas se você focar apenas nessa parte, seu trabalho vai congelar e você não vai conseguir sair do lugar. Analise todas as possibilidades e converse muito bem com seu cliente/agência antes de aceitar o trabalho. Isso evita muitos problemas futuros, tanto com relação à qualidade do trabalho, como com relação à datas de pagamento.

Apesar dessas 7 coisas que não gosto na profissão, consigo lidar com todas sem nenhum problema. Acredito que o grande segredo é ser flexível e estar aberto à novas experiências todos os dias. E com o tempo vamos aprendendo a contornar essas situações.

19 a 23/10/2015 – XXXV Semana do Tradutor

Mais um evento para divulgar!!!

A Semana do Tradutor é uma reunião científica realizada anualmente desde 1980 que congrega pesquisadores, profissionais e estudantes de tradução com o objetivo de intensificar o diálogo e o intercâmbio de experiências.
A XXXV Semana do Tradutor acontecerá de 19 a 23 de outubro de 2015 na UNESP de São José do Rio Preto, São Paulo.
Para mais informações e para realizar sua inscrição, acesse o site do evento.

Quanto tempo e dinheiro preciso investir para ser um tradutor?

Não existe uma fórmula para ser tradutor e nem para conseguir trabalho. Nós damos conselhos de algumas coisas que fizemos e deram certo, mas isso também é muito relativo e pode variar de uma pessoa para outra, pois vai depender do quanto alguém se dedica para conseguir alcançar um determinado objetivo.
Quanto ao tempo, pode ser que sejam necessários uns 4 anos para completar uma graduação em letras ou em tradução (nem todos os Estados possuem faculdades que oferecem graduação em tradução).
Se você já possui uma graduação, pode fazer uma pós-graduação em tradução (como foi o meu caso), que levará aproximadamente 1,5 ano dependendo da instituição. Também é possível fazer cursos de aperfeiçoamento, participar de palestras, webinars, ler livros e workshop que ajudam a aumentar nosso conhecimento sobre determinado assunto.
E a partir do momento que você decide ser tradutor, tenha em mente que o ideal é continuar estudando e se aperfeiçoando para não parar no tempo e ficar para trás.
Quanto ao dinheiro, bom, isso também será muito relativo. Se você estudar em uma instituição particular precisará investir mais do que se o fizer em uma instituição pública. O valor de investimento em uma pós-graduação também pode variar caso seja presencial ou à distância.
Também é preciso mencionar os livros (físicos ou e-books) que muitas vezes nos ajudam! Investir em livros é sempre muito bom! Já as palestras, seminários, workshops, podem variar entre pagos e gratuitos.
Fiz uma pequena tabela com alguns valores de cursos que fiz e o tempo que levei para finalizá-los, para que vocês possam ter uma ideia.
Não mencionei acima, mas participei também de alguns workshop gratuitos online sobre CAT Tools. Também não mencionei o curso de graduação, pois sou formada em Pedagogia pela UFRJ. A pós-graduação mencionada na tabela é da Estácio de Sá (antiga pós de tradução da Gama Filho) e o curso de legendagem é da Gemini.
Investi muito tempo também em pesquisas na Internet para conhecer mais sobre a profissão e faço isso até hoje! 
Agora, deixo uma dica: se você tem pressa de começar sua carreira (como eu tive), assim que se sentir seguro, comece a correr na frente! Às vezes, conseguir o primeiro trabalho demora, então, não perca tempo!
Pode ser que toda vez que você precise fazer um teste sinta aquele friozinho na barriga, mas mesmo assim encare e siga em frente, sem medo de ser feliz!
Não tenha medo de tentar, confie sempre na sua capacidade e seja humilde e educado com todos (seja cliente, colega ou qualquer pessoa que venha a cruzar o seu caminho)!

Fiquei sem computador! E agora, como vou trabalhar?

Infelizmente quando trabalhamos como autônomos, às vezes acontecem alguns probleminhas que temos que resolver “da noite para o dia” ou durante vários dias…
Meu notebook quebrou e tentei continuar usando sem consertar para não correr o risco de perder trabalhos, afinal, o computador é o meu instrumento de trabalho. Mas chegou um momento que não tive mais como segurar e precisei levá-lo à assistência técnica.
Aproveitei esse período do carnaval (já que o país para) para fazer esse reparo, pois que imaginei que quarta-feira de cinzas, quinta e sexta seriam dias “mortos” e assim não perderia muito trabalho.
Quando falo de perder trabalho, não digo somente pelo dinheiro, mas por ter que dizer “não” para meus clientes e agências. Eu detesto fazer isso, e só o faço em último caso. E para evitar essa situação, continuei trabalhando usando o iPad. Não é o melhor instrumento de trabalho, até porque não tenho como usar minhas CATs nem os software, mas… Sempre que possível e quando não me exigem que a tradução seja feita com uma CAT, eu uso o iPad quando estou sem meu computador.
Mas aí você me pergunta (ou sugere): “Laila, você não poderia pegar um computador emprestado?!” Até poderia (e pensei nessa possibilidade). Pensei em pegar o netbook do marido, o computador da minha mãe, o notebook da sogra… Só que continuaria com o mesmo problema do iPad: nenhum deles têm os programas que preciso para trabalhar normalmente, e alguns sequer têm o Office instalado.
Solução: Entrei em contato com as agências que exigem o uso das CATs e informei meu problema. Quanto aos demais, também comentei sobre o problema e informei que faria a tradução usando o iPad, e que mesmo assim eu manteria a formatação do texto, mas que em alguns casos a fonte poderia estar diferente, já que o iPad não possui todas as fontes do word.
Fiquei feliz de não ter perdido muito trabalho, mas estou agoniada de estar sem o meu computador!!! Tão agoniada que resolvi roubar pegar o netbook do marido emprestado para fazer esse post e mostrar que nem sempre é tão simples ser um tradutor autônomo.
Algumas dificuldades podem surgir e precisamos contornar situações como essa para evitar que nossos clientes fiquem na mão e para que não fiquemos sem trabalho.
A previsão que a assistência técnica me deu para devolver o computador foi até o dia 23/02 (mais de uma semana sem notebook, graças ao carnaval). Enquanto isso, vou me virando como posso.
Lembre-se: O problema pode aparecer, mas você deve sempre procurar a solução que te favoreça e que favoreça os seus clientes ao invés de se acomodar.

Tradutor Freelance: Trabalhe onde você estiver

Sem querer querendo o marido encontrou um livro sobre tradução na Amazom e, claro, pegou para que eu pudesse ler. Ele sabe que sou apaixonada pelo que faço e sempre que encontro algo sobre tradução fico desesperada para ler. Infelizmente não há muitos livros sobre o tema (pelo menos não conheço livros que falem de fato sobre como é a vida profissional de um tradutor).
O achado é da Angélica Silva e o título é Tradutor Freelance: Trabalhe onde você estiver.
Confesso que quando vi o título do livro pensei que falasse sobre algo mais do dia a dia da nossa profissão, mas na verdade o livro da vários conselhos para tradutores iniciantes como algumas dicas do que fazer e do que não fazer. O livro também fala sobre ferramentas e recursos que nos ajudam a aperfeiçoar o trabalho, além de dar dicas de como definir os seus valores e objetivos.
Há um capítulo muito interessante sobre o que as agências esperam de um tradutor e outro sobre as reclamações mais comuns sobre os serviços de tradução. Estes são interessantes tanto para quem está começando a carreira agora como para aqueles que já são experientes. Como sempre digo, nunca é demais aprender e pegar essas dicas para melhorar nosso trabalho a cada dia.
Por fim, há algo que me interessou muito e que com certeza interessa aos colegas de profissão (e que nunca antes havia visto em um livro): a autora disponibilizou em seu livro uma lista de empresas de tradução pelo mundo! =)
E se me pedissem para destacar uma frase do livro, sem dúvida escolheria essa:

“não prenda os seus clientes cobrando menos; segure-os cobrando mais e provando que você vale  a pena”.

O livro Tradutor Freelance: Trabelhe onde você estiver, de Angélica Silva, possui 57 páginas. Foi lançado dia 03 de fevereiro de 2015 e está disponível para venda na Amazon. Para visualizar, clique aqui.
Eu li e recomendo para quem está começando ou pretende começar a carreira e ainda se sente um pouco perdido.
(Este post não é patrocinado!)

5 cuidados que um tradutor deve ter

É fato, e não podemos negar, que precisamos tomar alguns cuidados quando trabalhamos de maneira autônoma, independente da carreira. Mas como esse blog é voltado para os tradutores, os cuidados serão mais voltados para os profissionais desta área.

Verifique abaixo alguns cuidados importantes que devemos ter. Cuidados estes com a saúde, com a qualidade do trabalho e com os cliente.

1. Invista no seu local de trabalho! É muito importante investir em uma boa e confortável cadeira, mesa, computador… Não adianta economizar agora, e futuramente arrumar um problema de coluna por causa de má postura. Se isso acontecer, além de gastar dinheiro com médico, remédios, exames e fisioterapia, você também estará perdendo tempo de trabalho, e quando perdemos tempo de trabalho, perdemos dinheiro.
2. É interessante deixar um copo ou uma garrafinha com água em sua mesa. Com o volume de trabalho e o prazo (muitas vezes curto) para a entrega, acabamos esquecendo de beber água. Mas cuidado!!! Se você for um pouquinho desastrado como eu, não deixe a água muito perto do computador para que não ocorram acidentes.
3. Revise seu trabalho antes de entregar. Por mais que você ache que todas as palavras estão escritas corretamente, releia o trabalho. Se possível, para revisar, leia em voz alta. Se o prazo for longo, distraia sua mente com outra coisa, e depois volte para revisar. É bem provável que você encontre uma ou outra coisinha para acertar. Faça isso independente de saber que o texto passará pela mão de um revisor. Faça seu trabalho da melhor maneira possível!
4. Dicas sobre os pagamentos também são importantes! Uma delas é para quem está começando e já tem cliente direto, solicitar 50% do pagamento antes de começar o trabalho e 50% na entrega. Infelizmente passei pela experiência de um cliente direto que não me pagou. Agora, trabalho assim: 50% antes, ou então gero um boleto (através do PagSeguro). Com relação à agências de tradução, sempre me pagaram na data correta, nunca tive problemas.
5. Seja sempre cortês e educado! Mesmo que te ofereçam um trabalho que, na sua opinião, não valeria a pena, agradeça e recuse de forma gentil. Você não é obrigado a fazer todos os trabalhos, mas pode ser que amanhã precise desse cliente ou agência. Do mesmo jeito, caso enviem um trabalho que não tem nada a ver com sua especialidade, informe. Melhor deixar passar um, que perder todos os demais por realizar uma tradução ruim.Por enquanto esses são os principais cuidados que lembro. Conforme for lembrando de outros, deixarei a dica para vocês!

Quem tiver alguma dica, deixe nos comentários, afinal, tanto o tradutor iniciante como o tradutor experiente aprendem também com a experiência dos colegas.

O que é ser Tradutor?

Li esse texto no site da Korn Traduções e achei tão interessante que quis compartilhar com todos!
Às vezes é um pouco difícil descrever a profissão, mas para quem ainda está em dúvida sobre a carreira, lendo este post terá uma ideia do que é ser tradutor, principalmente sobre como é o nosso dia a dia.

“Muitos acreditam que, para ser tradutor, basta conhecer duas línguas; outros imaginam que ser tradutor é, apenas, transcrever um texto de um idioma para o outro. 

Há ainda aqueles que afirmam que o trabalho de um tradutor é fácil, já que é possível utilizar ferramentas que farão o trabalho por ele. Depois, é só dar uma ajeitadinha aqui, outra ali… 

Mas apenas o tradutor conhece a complexidade da sua profissão. E a escolheu porque é apaixonado pelas particularidades e mistérios de cada idioma. Escolheu porque sabe da importância de uma tradução fiel à mensagem original. E porque está disposto a se manter sempre atualizado com ideias, conceitos e palavras. 

Ser tradutor é ler, pensar, falar – e até sonhar – em dois, três (quatro, por que não?) idiomas no mesmo dia. Às vezes, na mesma hora. 

É lidar com um conhecimento diversificado 24 horas por dia, sete dias na semana. É estar em contato com a profissão até mesmo nos momentos em que não se está trabalhando. 

É ter como melhor amigo o teclado. E como inimigo, o relógio. Sim, é conseguir trabalhar sob pressão. E passar madrugadas em claro. É saber que atrasos na tradução não são tolerados. É estar preparado para mudar a rotina de acordo com a demanda do cliente.

Ser tradutor é fazer com que uma mesma mensagem possa ser entendida por pessoas dos mais diversos países, independentemente de seus idiomas nativos.”

Tenho muito orgulho por ser tradutora (sonho que tive aos 9 ou 10 anos e consegui realizar), e ao ler esse texto, além de sentir ainda mais orgulho da minha profissão, me emocionei muito!

Ser tradutor não é fácil. Só segue carreira quem gosta muito da profissão. Apesar de trabalharmos “sozinhos”, umas das coisas que admiro é que muitos profissionais têm a boa vontade de ajudar tanto os iniciantes quanto os experientes na hora em que surge alguma dúvida.
Parabéns, equipe Korn! Esse post de vocês foi sensacional!!!

Para quem quiser ler o post completo da Korn Traduções, basta clicar aqui.

Batalhas de um Tradutor Iniciante

Para quem está começando a carreira ou pretende começar, é muito importante que pesquise sobre o tipo de trabalho que será realizado, os desafios a serem enfrentados e se possível, entre em contato com profissionais que já atuam na área há algum tempo.

Há vários livros (sejam físicos ou e-books) que também auxiliam o Tradutor Iniciante no começo da carreira. Um deles é o “Batalhas de um Tradutor Iniciante”, de Ana Honrado. 
Ana entrou em contato comigo por e-mail e me falou sobre o livro. Decidi pesquisar um pouco mais sobre ele na internet além de ler e conferir que tem muitas dicas interessantes para quem está começando a carreira e ainda se sente um pouco perdido. Como a minha intenção aqui é de ajudar quem está começando, estou indicando para quem quiser aprender um pouco mais.
Algo que me encantou e gostaria de dividir com vocês foi o trecho no qual Ana Honrado escreve: “Acredito que o tradutor tem a sua própria cultura e como um ator, veste a de outros em momentos em que tem de traduzir para pessoas diferentes, com línguas diferentes, isto porque cada cultura tem a sua forma de estar, agir e fazer-se ouvir.” E ainda “Trabalhar como tradutora, de certa forma, é como receber para trabalhar em causa própria.”
Sobre a Autora: “Ana Honrado formou-se em Tradução na Universidade Católica Portuguesa de Lisboa em 2007.
Efectuou uma especialização em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa e uma Pós-graduação em Turismo no ISLA (áreas em que trabalha maioritariamente), assim como outros pequenos workshops.
Trabalhou em locais como PME’s de tradução, Embaixada da Índia e TAP, assim como em algumas Editoras nacionais, empresas de tradução internacionais (como freelancer) e Seguradoras de Crédito.
Lança em 2013 o seu livro intitulado “Batalhas de um Tradutor Iniciante”, com o qual pretende, não só, partilhar, como relembrar alguns factos relacionados com a tradução e também alguma da experiência adquirida quer nestes 7 anos de trabalho quer durante os anos de curso.
Trabalha como tradutora freelancer desde 2007.”

Ficha do livro: 

Título: “Batalhas de um tradutor iniciante”
Autor: Ana Honrado
Editora: edição de autor – Bubok
Nº páginas: 134
Preço: 9,59 € (E-Book) 13,15€ (Papel)

Quem quiser adquirir o livro, é só clicar aqui.*

*Este não é um post patrocinado.

6 dicas para aumentar a concentração no trabalho!

Uma vez recebi um trabalho e não conseguia me concentrar por nada naquilo que tinha que fazer. E vocês sabem como é: não há como fazer uma boa tradução quando lemos algo e não conseguimos prestar atenção ao que acabamos de ler.

Resolvi pedir socorro aos colegas do grupo Tradutor Iniciante e recebi várias dicas. Deixo algumas delas aqui para quem precisar, como eu precisei naquele dia.
Utilize ferramentas offline – Quando traduzimos um texto, podemos usar várias ferramentas que não necessitam estar conectadas à internet. Eu gosto de traduzir meus arquivos usando o Trados ou o MemoQ. Não preciso estar online para usá-los. Outra coisa importante é conseguir um dicionário eletrônico offline. Sei que é complicado ficar offline pois nos comunicamos com os clientes por e-mail, skype ou qualquer outro meio online. O que fazer, então? Se você se distrai com facilidade em Redes Sociais, experimente usar o Cold Turkey. Ele pode te ajudar a bloquear essas redes, caso você não consiga se controlar. O Rescue Time também é muito bom. Ele registra quanto tempo você passou em determinado site ou com este ou aquele programa. Assim você conseguirá ver quais foram as suas prioridades em determinado período de tempo. Ah! Quase esqueci: fique longe do seu smartphone!!! Ele também pode se transformar em uma distração.
Faça algumas pausas – Saia para dar uma volta. Saia da frente do computador por alguns minutos, não muitos para não perder a hora e acabar atrasando a entrega do trabalho. Essas pausas permitem que coloquemos as ideias em ordem para então conseguir de volta a tão necessária concentração para traduzir ou revisar um arquivo.
Utilize uma playlist – Você pode encontrar algumas playlists na internet com músicas que são planejadas para facilitar a concentração enquanto trabalhamos. Você pode encontrá-las no Focus@Will ou no YouTube usando palavras-chave como “músicas para relaxar no trabalho” e a partir daí, escolher seu estilo. 


Estabeleça prazos – Com certeza o prazo para a entrega do trabalho foi o primeiro a ser estabelecido! Mas quando é difícil se concentrar para trabalhar, precisamos estabelecer prazos por menores que sejam. Por exemplo, prazo para finalizar a tradução de X páginas, prazo para finalizar a tradução do arquivo, prazo para revisar o arquivo traduzido, e por aí vai. Você também pode usar um despertador ou um timer para te ajudar a lembrar dos prazos estabelecidos.  Veja esse vídeo! Foi uma das dicas que me deram, e achei muito legal.

Comece bem o seu dia, todos os dias –  Comece o dia alimentando-se bem. Se possível, faça exercícios pela manhã. Estude quais são suas prioridades para aquele dia e procure segui-las.

Cuide-se (este tópico é principalmente para as mulheres)- Quando trabalhamos como tradutor freelancer ficamos em casa durante a maior parte do tempo, pois a nossa casa passa a ser nosso local de trabalho. Mas independente disso, quer trabalhe fora ou não, cuide da sua apresentação! Sua performance depende da forma como se sente. Se você se sente atraente, bem apresentável, profissional, pronto(a) para o que der e vier, provavelmente terá um dia mais produtivo.